O Último Romance de Balzac

O longa-metragem O ÚLTIMO ROMANCE DE BALZAC valeu ao diretor Geraldo Sarno o Prêmio Especial do Júri do 38º Festival de Gramado de 2010. O filme trata da pesquisa conduzida por Osmar Ramos Filho, e lança mão de uma reencenação de ”A Pele de Onagro” como filme mudo e da anatomia de uma tela de Paul Potter citada em ”Cristo Espera Por Ti”

Entre o Espírito e o Cinema


A estrutura do longa-metragem “O Último Romance de Balzac“, do diretor Geraldo Sarno, alterna entre dois eixos principais. O primeiro apresenta entrevistas com o próprio Waldo Vieira e com o pesquisador Osmar Ramos Filho, autor de um extenso estudo sobre o romance psicografado. O segundo eixo consiste numa versão cinematográfica silenciosa (em preto e branco e sem diálogos) do romance A Pele de Onagro. Osmar Ramos Filho considera este romance fundamental para validar a autenticidade de Cristo espera por ti.

A montagem não equilibra os dois blocos de forma rígida, dando um leve predomínio à narrativa ficcional, cujo clímax ocupa os dez minutos finais do filme – que tem apenas 1h14 de duração. Após esse desfecho, o filme encerra-se com os créditos, sem retornar às entrevistas para qualquer conclusão.

Geraldo Sarno se propõe a investigar menos a autenticidade do romance psicografado e mais a explorar a gênese de uma leitura peculiar e original da obra consagrada de Balzac, especialmente A Pele de Onagro. Sarno também se propõe a investigar os aspectos “irracionais”, “mágicos” e “inexplicáveis” do processo criativo balzaquiano, conduzindo a uma reflexão sobre a natureza filosófica da obra de arte – categoria na qual o próprio documentário se inclui.

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