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Quem mexeu no meu caos?


Em 2008, época da última eleição para prefeito e vereadores, o PIG local empurrava goela abaixo da cidade a pauta dos debates entre os candidatos, a água. A ideia da marmota era simples: jogar no colo do então prefeito, não sem certa razão, a responsabilidade pela falta de água nas zonas Norte e Leste da cidade. Definido o suposto calcanhar de Aquiles da administração, a ordem era clara: bater. Depois bater, e depois bater.

Isso foi há um ano e meio. E de lá pra cá quanta coisa mudou… À medida que os problemas vinham se revezando como um vírus inteligente, à prova de políticos demagogos, secretários foram caindo pelo caminho, outros chegando, e a nova geração de manauaras foi sendo apresentada à cidade da Copa 2014, cruelmente a mesma que conhecemos desde 1983, quando Amazonino Mendes se instalou na história amazonense e não acabou mais.

Hoje a meninada ouve pela primeira vez os nomes de Raphael Siqueira, Bosco Saraiva, Manoel Ribeiro, João Coelho Braga, Celes Borges… E de cara vai tomando raiva dessa moçada que não toma jeito.

O roteiro é bizonho como só uma lenda amazônica pode soar. O encarregado de ordenar o trânsito é amigo do prefeito e, enquanto tenta intimidar jornalistas para não responder o irrespondível, recebe do amigo milhões por um terreno que pode ser de outra pessoa. O vice-prefeito e seus irmãos têm mais hora de polícia do que de mandato no currículo.

Os vereadores da base de apoio ou estão cassados ou fazendo vergonha ao chefe — e sendo humilhados por ele em público. A vergonha dos atores dessa comédia bufa só não é maior do que a vergonha do crítico de arte (a imprensa), que não pode criticar porque senão não recebe seu dinheirinho público.

O resultado de tudo conjugado é a baderna generalizada. Hoje o presidente do sindicato dos rodoviários, Josildo Oliveira, irmão de Jaildo, vereador da base aliada de Amazonino na Câmara, prometeu que vai furar os pneus de quem tentar furar a greve da categoria, amanhã (6), quando 100% da frota deve ficar nas garagens. Josildo — e com toda a justiça — vem sendo pintado como o baderneiro-mor, o pivô de toda a bagunça que Manaus vive há cinco dias.

Não. Josildo é só o líder de uma massa de manobra com 10.000 soldados, os motoristas e cobradores do sistema. E é temerário demonizar a categoria, pois o que eles cobram é um direito deles, o porcentual de reajuste acordado no dissídio da classe. Nesse rame-rame que se estende desde que Amazonino assumiu, só quem segurou as pontas da insatisfação da população foi o prefeito e os motoristas que, por motivos mais ou menos nobres, decidiu fazer uma queda de braço com o “prefeito do povo”.

Mas há dois personagens faltando nessa equação: os empresários e a Justiça. Pra quem já esqueceu, logo depois de assumir Amazonino aumentou o valor da passagem de R$2 para R$2,25. Numa tramóia política sobre a qual comentei aqui, o combinado era que os empresários cobrassem o reajuste da tarifa na justiça. Se o desembargador de plantão entendesse justa a exigência, obrigava Amazonino a conceder o aumento. Injustas ou não as suposições maldosas de que o desembargador era simpático à figura de Amazonino, o fato é que o desembargador tinha uma filha no posto de secretária de Amazonino. O fato é que, injustas ou não as suspeitas, este mesmo desembargador, Ari Moutinho, foi recentemente afastado de seu posto de prsidente do TRE-AM pelo CNJ, por supostamente favorecer o prefeito nas ações eleitorais que ele responde.

Mas nada disso vem ao caso. O fato é que, obrigado pela Justiça a conceder o aumento, Amazonino tirou das costas o peso político de dar o aumento sozinho. E quais eram as justificativas dos empresários para pedir o aumento? A renovação da frota, a manutenção dos ônibus e… ele, o dissídio coletivo dos motoristas. Em julho de 2009 o baderneiro-mor, Jaildo dos Rodoviários, confirmou a encenação do reajuste para R$2,25. Disse que numa reunião com motoristas e empresários, a Prefeitura, representada pela então diretora do IMTT e por uma vereadora da base de apoio de Amazonino, concordou com o aumento. De fato, chegou a ajudar os empresários nisso, fornecendo o documento, assinado pelo Conselho Municipal de Transportes (subordinado à Prefeitura), para que os empresários entrassem com o pedido na Justiça.

O transporte coletivo no Brasil inteiro é o ponto de maior dificuldade para os prefeitos. Várias são as razões, mas a primeira delas é que o setor é cartelizado, ou seja, são as próprias empresas, em nível nacional, que definem quem vai entrar em qual área. Os grandes empresarios do setor — Nene Constantino, Julio Simões, Jacob Barata — controlam as empresas médias e menores, e decidem quem vai atuar em que área.

Como o setor não tem fontes de financiamento, as frotas vão ficando nas mãos desses empresários. Você pode ir a qualquer banco amanhã que ele te financia um carro, mas nenhum financia um onibus. Outros empresários, de outros setores, não se sentem atraídos para investir no transporte coletivo — e é bom repetir, esse é um fenômeno nacional. Resultado: o poder público fica refém desse cartel; pode fazer a licitação que quiser que só virão as empresas que esses “gigantes” decidirem. No caso de Manaus, em 2007, outros empresários compraram os editais da licitação mas não compareceram.

Em ano político, reza a lenda que só quem pode falar de política é político. Experimente criticar qualquer um dos atores da comédia do ano, e sempre virá um soldado raso do exército atingido no seu encalço. A discussão toda fica frívola, a crítica é desqualificada, e a preocupação passa a ser desmontar o questionador, e não a questão. Ali, no escanteio, além dos milhares de manauaras amontoando-se nos pontos de ônibus, fica o fato: não há prefeito ainda capaz de, sob o Estado Domocrático e de Direito, desmontar a caixa preta do setor de transporte público no país. Foi assim com Eduardo Braga, foi assim com Amazonino Mendes, foi assim com Serafim Corrêa, e assim está sendo com Amazonino novamente.

A diferença, entre todos estes prefeitos, é que nenhum tentou, de forma tão patética, transformar o assunto numa coisa menor como Amazonino. Para este ás da política local, a solução do problema é o embuste. Quanto mais bagunçado, melhor pra ele, pois a desordem pede alguém com a retórica do caos, e isso, saiam da frente, é coisa de Amazonino. Políticos como Amazonino só sobrevivem no caos, seja ele real ou criado em computador. Se Amazonino fosse eleito pra governar Copenhague ou Londres, seria apeado do cargo, não pelo favorecimento dos amigos de poder com o dinheiro público, mas por simples inoperância.

Há políticos eleitos para governar, e há políticos eleitos para administrar o caos. Se o caos não estiver instalado, que se crie o caos. Para isso existem (aliás, existiam) o Sabino, o Henrique, os Souzas, os Ronaldos, os Waldires, os Ramans. Esprema-se essa cambada toda e não sai uma gota de credibilidade ou compromisso com a notícia. Foi assim com as contas da Prefeitura, com os ovos estragados da Semed, com o sumiço de computadores, com a estação de tratamento do Parque Lagoa do Japiim, com as escolas abandonadas, com o turno da fome, com os ônibus.

Amazonino já mentiu demais. Já disse ter quebrado o monopólio das empresas, já disse ter acabado com as fraudes da meia-passagem, o que possibilitaria a queda do preço da passagem. Já disse que instalaria um sistema de geoprocessamento para modernizar o sistema e acabar com os atrasos. Nem falemos de creche ou de caminhão com internet (eliminemos o mais e o menos grotesco de suas promessas, fiquemos com a média). Amazonino prometeu acabar com os buracos da cidade, buracos, sim, que foram grande defeito da administração anterior. E o que Amazonino cumpriu disso tudo?

Os motoristas têm seu dissídio coletivo marcado para todo mês de maio, todos os anos. Cobram porque têm o direito de cobrar. Se violam a lei das greves, retiram das ruas mais ônibus do que o permitido, que sejam punidos. Dos empresários é necessário que se cobre o cumprimento do contrato assinado com a Prefeitura, pois ele foi assinado com a Prefeitura, e não com o prefeito A ou o prefeito B. A frota vinha sendo renovada até 2008 — vamos driblar aqui a crítica dos soldados rasos e manter o nome do então prefeito sob sigilo –, Manaus já tinha sistemas como a integração temporal, o passe eletrônico etc.

Hoje o que ficou disso tudo? Amazonino, o profeta do caos, já aumentou, já desaumentou, já quebrou contrato, já cooptou estudantes, já deu milhões ao amigo que deveria estar comandando a solução, já ironizou pergunta de jornalista… E Manaus segue sem ônibus.

Só custo a sentir dó desse povo porque, como um povo só, não importa quem votou ou não na volta do amante do caos. O que importa é que nós, o povo, o elegemos. Reclamar agora é procurar o vendedor de contrabando da Eduardo Ribeiro para cobrar assistência técnica do produto pirata comprado um ano atrás. O povo amazonense não tem o direito de se dizer traído por Amazonino. Traído só se é uma vez.

Governar, essa coisa que tanto dizem que Amazonino sabe fazer, não é para Amazonino. Amazonino é bom pra fazer política, não pra governar. Se é pra fazer Ação Conjunta com fins eleitorais, dá coletivas e faz algazarra. Se é pra se unir ao governo pra resolver o problema, as coletivas e o foguetório somem.

Quem sabe se acotovelando debaixo do sol nos pontos, por uma, duas horas à espera de um ônibus, a população use o tempo ocioso pra pensar no que realmente quer: um profeta do caos ou um governante minimamente responsável.

Sol, chuva, espera, aperto não matam ninguém. Às vezes é bom para “fortalecer o caráter”, como diz uma conhecida minha.

Fica a dica.

A tentação do caos e a premiação da incompetência

Desde a semana passada, está latente o colapso do transporte público em Manaus. Não falo de caos, é colapso. No caos ainda há movimento, no colapso tudo pára, nada mais funciona. O prefeito, cercado pelos eunucos Luiz Alberto Carijó, Henrique Oliveira e Raphael Siqueira, lhe abanando com folhas de bananeira e ocupando espaços que seriam da imprensa, anunciou a redução do preço da passagem. A medida, unilateral, só podia dar no que deu. Era “certo como dois e dois são quatro” (ou que 2,2 e 6,3 são 8,5 milhões) que os empresários não deixariam isso barato.

O motivo é simples. Pelo contrato firmado entre a Prefeitura (na administração anterior) e as empresas, haveria um reajuste anual, no mês de fevereiro de cada ano. É contrato, firmado entre as duas partes. Dito isto, é fácil deduzir que o carnaval feito pelo atual prefeito é só carnaval. Amazonino concedeu às empresas 12,5% de reajuste em agosto de 2009, portanto seis meses antes do previsto. O motivo? Como em todas as atitudes fanfarronas do prefeito, era (finalmente!) a reorganização de alguma coisa, nesse caso o sistema do transporte coletivo da cidade.

Em 31 de julho de 2009, Amazonino mandou publicar no Blog do Negão:

Orientado pela Procuradoria Geral do Município (PGM) e mesmo insatisfeito com a determinação judicial, o prefeito Amazonino Mendes cumpre a decisão da Justiça do dia 24 de julho e concede o reajuste da tarifa de ônibus que a partir desta sexta-feira (31) passa a ser R$ 2,25.

Quase fui às lágrimas, como quando assisti A Escolha de Sofia, com Meryl Streep. O que Amazonino não contava, naqueles dias, é que depois de uma reunião do IMTT com os empresários, os empresários decidiram cobrar o reajuste na Justiça. A informação era de que o acordo foi feito com a anuência do prefeito: as empresas conseguiam seu aumento, o prefeito fazia cara de contrariado, mas obedecia. Foi o que ocorreu. Mesmo podendo recorrer da decisão, Amazonino não recorreu e deu o reajuste, que vigorou até a última segunda.

E o que se esperava que os empresários fossem fazer, quando em vez de reajustar a passagem, o prefeito decidiu reduzi-la? Seria tão absurdo prever que fossem largar os ônibus nas ruas pra quebrar, ou segurá-los nas garagens? O fato é que ninguém cumpriu o contrato. No mesmo texto do Blog do Negão, está lá:

na última quarta-feira [Amazonino] anunciou o fim do monopólio no transporte coletivo. A partir de agora, as empresas passam a ser obrigadas inclusive a apresentar balancetes trimestrais contendo os extratos bancários referentes as receitas e despesas da prestação de serviço. (…) O contrato abre a caixa-preta do sistema de transporte, passando a Prefeitura de Manaus a ter a SENHA MASTER do sistema eletrônico que controla toda bilhetagem das empresas de ônibus e pela primeira vez começa a ter o absoluto controle do setor.

E tem mais:

O prefeito Amazonino Mendes encaminhará até a próxima semana à Câmara Municipal de Manaus mensagem para criação do Fundo Municipal de Transporte que terá como objetivo criar um moderno sistema de geoprocessamento para controle da frota de ônibus. A previsão é de que assim que aprovado pela Câmara o sistema possa estar funcionando em 60 dias.

Não custa lembrar a data da notícia, 31 de julho de 2009. Onde está o “sistema de geoprocessamento para controle da frota de ônibus”?

Quanto à tal “SENHA MASTER” que a Prefeitura resgatou das mãos do empresariado, numa operação policial dramática e emocionante, a Prefeitura sempre teve a senha MASTER. Aliás, todos tinham, a Prefeitura, todos os vereadores e todos os empresários. Com ela, qualquer um podia consultar os dados do sistema em tempo real. A Prefeitura passada foi até a Câmara e distribuiu as senhas para os vereadores. Nenhum, nenhum deles consultou o sistema, uma única vez. Dizer que agora a Prefeitura tem o controle da senha MASTER do sistema é da mesma categoria da cara de pau de dizer que finalmente, com Braga, o Amazonas preservou sua floresta.

A verdade é que a Prefeitura sempre teve a senha, e que o Amazonas nunca desmatou sua floresta.

O post do prefeito em seu blog começa assim:

Amazonino garante, no entanto, que preço da passagem de ônibus pode baixar assim que o sistema de transporte coletivo estiver organizado

Bom, o preço da passagem de ônibus baixou. O sistema está organizado?

Desde segunda, as empresas boicotam o sistema, levando pouco mais da metade da frota às ruas. Ônibus articulados emperram e atrapalham o trânsito, ônibus alternativos têm sua frota — ilegal — reduzida, quando deveriam ser extintos, por serem ilegais, e no lugar disso a passagem nos alternativos aumentou 50% em pouco mais de um ano, de R$ 2 para R$ 3.

A previsão é de que o colapso se aprofunde, com as empresas pressionando pelo aumento, mesmo sem cumprir sua parte no contrato, que é a renovação da frota. Em tempos negônicos, a frota, que seria renovada e organizada (por isso o aumento para R$ 2,25), foi reduzida. Pouco mais de 10 ônibus novos chegaram, e nas zonas Norte e Leste da cidade o que se vê é uma versão brasileira de Mumbai, na Índia, infestada por microônibus serpenteando pelas faixas de trânsito, pilotadas por motoristas só não menos irresponsáveis do que os mototaxistas, que também se multiplicaram sem qualquer regulamentação.

Demonizar os empresários dos ônibus é a parte mais fácil, bem como os microônibus ilegais e os mototaxistas. Mas o fato é que estão todos sob o manto de um só órgão, chamado Prefeitura de Manaus. É ela, através do IMTT, quem deveria controlar tudo isso, impedindo a bagunça em que a cidade se transformou. Os empresários de ônibus perdem com os alternativos e os mototaxistas, os taxistas também perdem. A população perde com todos.

Talvez por isso ganhe força a hipótese de que Amazonino quer exatamente o colapso do sistema. Assim, reúne condições políticas e apoio popular para quebrar contratos e se eximir de suas responsabilidades, tomando as linhas das empresas de hoje e as entregando a cooperativas terceirizadas, numa espécie de loteamento do transporte coletivo de Manaus a algumas pessoas. Dizem as más línguas que tem gente bem próxima ao prefeito de olho exatamente nisso — faltam apenas alguns tratados de paz e algumas devoluções de siglas partidárias para isso.

Mas onde está o IMTT, o órgão que deveria estar controlando toda essa equação, fazendo contas, avaliando números e analisando os balancetes das empresas?

A julgar pelas últimas notícias, o presidente do IMTT, Raphael Siqueira, está mais ocupado em contar notas de R$ 100 do que em inspecionar balancetes de empresas de ônibus.

É de se duvidar se realmente já chegamos ao fundo do poço na questão do transporte coletivo, quando sabemos que um secretário que deveria ser exonerado do cargo por incompetência, no lugar disso ganha do amigo prefeito R$ 8,5 milhões por um acordo extra-judicial, como indenização por um terreno que não provou ser seu.

Por quem os sinos dobram?

Recebi por email do meu camarada Robson Franco

Falar de transporte coletivo em Manaus me soa como um exercício de surrealismo. Ano passado, quando assumiu, o atual prefeito disse que em 90 dias a questão estaria resolvida. Piorou bastante, sobretudo após suas últimas medidas.

No final do ano passado, tentou jogar o engodo sobre as cooperativas mandando aumentar a tarifa de R$ 2 para R$ 2,50. Pensou que eles ficariam satisfeitos com o aumento no faturamento. Ignorou o fato de que cooperativa não visa lucro e sim o bem-estar de seus cooperados. As cooperativas fizeram pressão e ele recuou em sua medida. O objetivo era claro: sobrecarregar o sistema para fazer uma intervenção via contratações sem licitação, que é bem o seu estilo, após decretar estado da calamidade no sistema de transporte urbano. Não colou.

Hoje ele conseguiu criar o caos. Reduziu a frota de executivos e aumentou a tarifa de R$ 2,50 para R$ 3,00 e sobrecarregou o sistema. Paradas de ônibus cheias, ônibus superlotados, IMTT faturando multando as empresas que reduziram a frota. Não se assuste se dentro de alguns dias ele decretar estado de calamidade.

A questão do trânsito tem muitos parâmetros a serem considerados. Sempre insisti na contratação de um engenheiro de tráfego, coisa que não existe em Manaus. Passa pelo alargamento de algumas vias como Franceses e Pedro Teixeira, por exemplo. A ampliação da frota de ônibus que funcionem em horário pré-determinado, com conforto e segurança aos usuários. Ninguém vai se importar de pagar um pouco mais, ou melhor, o justo, por ter conforto.

Se houvesse ônibus no horário certo, com lotação aceitável, e as cooperativas deixassem de insistir em esperar uma licitação que núncia virá e entrarem no mercado de transporte escolar, centenas de veículos deixariam de circular, melhorando o tráfego nos momentos de pico. Isto tornaria o fluxo de veículos mais acelerado.

Não, eu não sou engenheiro de tráfego. Mas eu não sou burro.

Azulzinhos decidem entrar em greve

Em uma assembléia histórica realizada na manhã de hoje pelo Sindtran, a proposta de paralisação das atividades dos agentes de trânsito e fiscais de transportes do IMTT foi aprovada por unanimidade . Mais de 100 funcionários compareceram à sede do Sintell, onde a reunião foi realizada. Após uma hora de discussão, a proposta de greve foi posta em votação. A data do início da paralisação será nove de dezembro.

O presidente do Sindtran ressaltou que durante a paralisação os funcionários devem comparecer todos os dias às bases, mas não se dirigir aos postos de trabalho nas ruas. O sindicato já articula a realização de campanhas educativas e eventos culturais durante a paralisação. Qualquer sugestão pode ser feita diretamente aos diretores do Sindtran.

Leia mais no blog do Sindtran.

Notas de segunda-feira

Agora vai! — Começam a surgir os primeiros números da administração Omar Aziz à frente da Segurança Pública do Amazonas. No segundo fim de semana após ser destacado para “reunir-se com lideranças” pelo fim da criminalidade, 12 (doze) pessoas foram assassinadas em Manaus. Institutos de pesquisa avaliam que em dois finais de semana a violência vai ultrapassar o próprio Omar nas pesquisas para o Governo, com margem de erro de 3 mortos para mais e para menos.

Foi o CNJ – É aguardada para logo mais nota oficial do comandante da Polícia Militar, coronel Dan Câmara, sobre os 12 assassinatos do fim de semana. Dan deverá dizer que todos os mortos faziam parte dos presos libertados pelo mutirão do CNJ, e que morreram trocando tiros entre si, sem nenhum inocente — muito menos um evangélico — envolvido.

Milagre — O prefeito Amazonino Pescando Mendes continua reclamando da falta de dinheiro da Prefeitura. Em entrevista recente à CBBN Manaus, disse que o órgão só tem R$ 50 milhões em caixa. Hoje o Diário do Amazonas revela que Braga e Amazonino repassaram, em 2009, R$ 155 milhões a diversas ONGs ligadas a políticos locais. E então? O que vale mais, o número do TCE ou a palavra do prefeito?

Concurso 1 — Questão de português para concurso fictício da PM: No período “Traficante detido com 60g de cocaína oferece R$ 5 mil de suborno aos policiais, é preso, conversa reservadamente com o delegado e é liberado.”, onde está o sujeito?

  • a. Calculando o prejuízo com o contratempo e embalando novos 60g.
  • b. Comprando uma caixa de uísque Dimple na Top do aeroporto, porque esse final de semana tem churrasco
  • c. Oculto, mas os PMs já receberam ordens para prendê-lo novamente, pois a coisa caiu na imprensa
  • d. Indeterminado, mas está frito, porque a família do vice-governador quer entrar no circuito e resolver o problema
  • e. Ligando para a filha, que estuda em Londres, e dizendo que vai poder dar aquele relógio de presente pra ela

Concurso 2 — Questão discursiva: um delegado de Policia ganha três salários mínimos por mês e tem dois carros importados, quatro apartamentos na Ponta Negra, uma fazenda em Boa Vista, um avião a jato e uma conta na Suiça. Calcule quantas horas extras ele teve que fazer para conseguir esse patrimônio todo.

Gente sofrida — Em disputada eleição interna do PTB, Sabino Castelo Branco é eleito pela própria família. Presidente do diretório regional é seu filho, Riso Castelo Branco. Sabino diz que sigla foi abandonada pelo prefeito e não ganhou nenhuma secretaria de Amazonino. A família bem que poderia se vestir inteira de gari e denunciar o descaso do poder público municipal no programa Bronca na TV, se o programa não fosse da família e não estivesse em recesso eleitoral.

Primeiro mundo — Frase publicada no serviço de microblog Twitter: “A Estrada da Ponta Negra tá quase uma Autobahn. Tá certo, quem tem uma Ferrari merece!” Autobahns são as impecáveis rodovias alemãs, onde não há limite de velocidade.

Piada de português — No dia 1 de setembro, o ex-prefeito Serafim “Correia” publicou duas imagens em seu blog. Uma com o seu projeto para a obra da Paraíba com o V-8. Outra, da obra que está sendo feita por Amazonino. Você, que espera ansiosamente pela entrega da obra, dê uma olhada nas duas imagens e compare. Mas vou adiantando, se eu fosse o ex-prefeito, preferiria não ser convidado para a inauguração.

E o barbudo? — “Será que o Mensalão eram as trinta moedas?”. A pergunta é do senador Cristóvam Buarque (PDT-DF), no serviço Twitter. O perfil do senador está em http://twitter.com/sen_cristovam

Sai o “Correia” — Nota publicada no site da rádio CBBN Manaus finalmente acerta o nome do ex-prefeito, Serafim Corrêa. Para uma emissora voltada ao jornalismo, é salutar sugerir a implantação de um manual de redação, para evitar fraudes e falsidade ideológica, como a publicada recentemente sob a sigla CBN, quando o dono da rádio cometeu o mesmo pecado gramatical de um comentarista falso, grafando “Correia”, possivelmente numa confusão com um dos anunciantes da rádio, a Casa das Correias. O manual ajudará a praticar jornalismo mais profissional, e impedirá que outras presepadas criminosas sejam descobertas com tamanha facilidade.

Mentira nobre — Convidado a ser vaiado pelo apresentador da festa no Boi Manaus 2009, o cantor de toadas David Assayag, que é deficiente visual, foi confortado por amigos logo depois de sua apresentação. “Relaxa, David, não era pra você. Foi o Amazonino que apareceu na mesma hora em que você cantava”. Compositores do boi vermelho poderiam adaptar as letras do Caprichoso, mais dançantes e animadas, e poderiam compor uma toada com o refrão “vire para a frente, e gira/  remexe para trás, delira / dá uma vaiadinha, joga uma latinha / iê-iê-iê-iê…”

“Socorro, queremos trabalhar”, desabafa agente de trânsito

Gostaria de Fazer a seguinte pergunta: O que é um agente competente ? Eu sei o que é, pois sou um e conheço muitos, mais infelizmente como toda profissão existe bons e péssimos profissionais. Nos que trabalhamos arduamente todos os dias sabemos quais são os problemas do trânsito de Manaus ? Manaus cresceu, mas apesar disso, se tem o pensamento de uma Cidade provinciana. Temos paradas de ônibus em rotatórias, ônibus executivos e alternativos que param onde querem, prejudicando totalmente a fluidez, retornos a menos de 5 metros um dos outros e tudo isso pra beneficiar “os grandes”, é, exemplo disso são os retornos da Av. André Araújo, um beneficia a Sra. Acrítica e o outro a Sra. Rede Amazônica, vocês já viram que transtorno isso causa pela manhã ? MAS…. É cidade provinciana !!

A cima de tudo isso tem outro grande problema no Transito de Manaus. É que assim como a gestão passada, a atual Gestão também vem “BRINCANDO DE FAZER TRÂNSITO”.
Nós Agentes somos mal remunerados (7 anos sem aumentos), não temos boas viaturas para fazer patrulhamento, as motos que temos estão em condições precárias, INCLUSIVE ONTEM 22/10, UM COLEGA DE TRABALHO SE ACIDENTOU POR FALTA DE MANUTENÇÃO NAS MOTOS, Pneus carecas, lâmpadas queimadas, Kits desgastados, Falta combustível, e para completar até ontem estávamos ameaçados de termos nossos tickets refeição reduzidos de 300 para 220 reais, não ganhamos insalubridade, não temos protetores solar e nem auricular, a nossa base operacional é um grande desrespeito, não temos se quer um local digno para descansar.

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Sindicato dos “Azuizinhos” reage a trololó de Amazonino

É, no mínimo, estranho que o prefeito Amazonino não reconheça que, se há falhas no trânsito da cidade, a culpa é de sua administração morosa e sem rumo. Quanto às insinuações de existência de agentes de trânsito despreparados e sem disciplina, isto prova que ele desconhece seus próprios funcionários. Se ele fizer uma simples pesquisa no setor pessoal no IMTT irá descobrir que  90% dos agentes de trânsito possuem formação superior (ou concluindo), outros fazendo pós-graduação ou mestrado.

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Prefeitura justifica obra ilegal no Corredor Ecológico do Mindu

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) esclarece que a pista cuja construção está sendo proposta dentro do Programa de Requalificação Social e Ambiental do Mindu, pela atual gestão, vai margear o Corredor Ecológico Urbano do Mindu, com o objetivo de dar visibilidade àquela unidade de conservação e garantir a proteção da mesma. Ao contrário do que afirmam alguns teóricos e outros “ditos” ambientalistas que contestam a iniciativa, o igarapé não terá uma marginal construída em sua Área de Preservação Permanente (APP), que corresponde a uma faixa de 30 metros a partir do ponto de maior cheia do curso d’água. A intervenção, inclusive, foi o motivo da ação movida pelo Ministério Público Federal contra a Prefeitura de Manaus. O secretário da Semmas, Marcelo Dutra, esclarece que, ao contrário do que afirma o MPF, a pista que está sendo planejada para a parte externa ao corredor e resguardará aquela área protegida. O corredor corresponde a uma faixa de sete quilômetros dos 16 quilômetros de extensão do igarapé cujas margens estão com a vegetação ciliar preservada.

Leia mais no Blog do Negão.

Motivo foi o sustento e a dignidade da família, certamente

MANAUS – William Stanley Monteiro Farias, de 25 anos, foi morto com quatro tiros nas costas pelo rival, o mototaxista Elielson Mota Pereira, de 27 anos, no bairro Nova Israel, na zona Norte, que também foi baleado por William. De acordo com testemunhas, o crime foi motivado por uma antiga rixa entre os dois. O crime foi registrado no 15° Distrito Integrado de Polícia (DIP) e Eleielson foi preso e levado ao Hospital e Pronto Socorro João Lúcio, na zona Leste, onde permanece internado. (AL)

Das 27 capitais, Manaus tem a oitava passagem mais cara do Brasil

No portal G1, a tabela das tarifas de ônibus nas 27 capitais brasileiras:

Capital Tarifa de ônibus Último reajuste Próximo reajuste
Florianópolis (SC) R$ 2,80 ago/09 sem previsão
Campo Grande (MS) R$ 2,50 abr/09 sem previsão
Belo Horizonte (MG) R$ 2,30 fev/09 fev/10
Cuiabá (MT) R$ 2,30 jul/09 sem previsão
Porto Velho (RO) R$ 2,30 fev/09 sem previsão
Porto Alegre (RS) R$ 2,30 fev/09 fev/10
São Paulo (SP) R$ 2,30 nov/06 jan/2010
Manaus (AM) R$ 2,25 ago/09 sem previsão
Salvador (BA) R$ 2,20 jan/09 sem previsão
Goiânia (GO) R$ 2,20 abr/09 abril ou maio/2010
Curitiba (PR) R$ 2,20 jan/09 sem previsão
Rio de Janeiro (RJ)* R$ 2,20 dez/07 sem previsão
Maceió (AL) R$ 2,00 jan/09 sem previsão
Brasília (DF) R$ 2,00 dez/06 sem previsão
Natal (RN) R$ 2,00 set/09 sem previsão
Boa Vista (RR) R$ 2,00 jun/09 sem previsão
Palmas (TO) R$ 2,00 mai/09 sem previsão
Macapá (AP) R$ 1,95 jul/08 sem previsão
Aracaju (SE) R$ 1,95 fev/09 sem previsão
Rio Branco (AC) R$ 1,90 jul/09 sem previsão
Vitória (ES) R$ 1,85 jan/09 jan/10
Recife (PE)* R$ 1,85 jan/09 não há data
Fortaleza (CE) R$ 1,80 mai/09 sem previsão
João Pessoa (PB)** R$ 1,80 jan/09 sem previsão
Teresina (PI) R$ 1,75 jan/09 sem previsão
Belém (PA) R$ 1,70 set/08 sem previsão
São Luís (MA) R$ 1,60 jul/04 sem previsão