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Category: Música

A saga vitoriosa do bloco Andanças de Ciganos contada em 300 páginas, será lançada na quadra da escola de samba

mario_livro_001No período de 1976 a 1980, o bloco carnavalesco Andanças de Ciganos conquistou o título inédito de Pentacampeão do carnaval de Rua do Amazonas, de forma consecutiva. Em 81, 82 e 83 foi vice, até se transformar em Escola de Samba por sugestão da Empresa Amazonense de Turismo.

Essa história, marcada por acontecimentos pitorescos e fatos que mudariam os rumos do carnaval amazonense, está sendo contada no livro Meu Bloco na Rua de autoria do jornalista e cartunista Mário Adolfo, um de seus fundadores.

O livro, que tem prefácio do escritor Simão Pessoa, será lançado dia 05, às 20h na quadra do G.R.E.S Andanças de Ciganos (Rua Borba, 1303).

Em 300 páginas, Mário desenvolve uma narrativa traçando um paralelo entre a trajetória do bloco criado por um grupo de universitários, em 1976, e a própria história do bairro da Cachoeirinha, seus personagens, logradouros e prédios históricos, como o Palácio Rodoviário, o famoso Cine Ypiranga e o grupo escolar Carvalho Leal, onde o jornalista estudou na infância.

Meu Bloco na Rua também revela a forma ousada como o Andanças de Ciganos mudou a história do carnaval de rua amazonense, que na década de 70 ainda era um movimento de “mascarados” de porre atirando talco e lança-perfume uns nos outros.

Para mudar essa postura, Mário Adolfo, Simone Pessoa, Sérgio Mubarac, Rui Assunção, Antídio Weil, Simão Pessoa, Wilson Fernandes, Sici Pirangy e outros fundadores colocaram na rua um bloco recheado de universitários, belas garotas, crianças em companhia dos pais, fantasias de fino acabamento e enredos politicamente corretos, como “Grito da Selva”, contra a venda da Floresta Amazônica; “Demarcação” – Em Defesa das Terras Indígenas”; O Mundo Encanto de Charlie Chaplin, que homenageou o comediante no ano de sua morte; Saravá Poeta, em memória do poeta Vinícius de Moraes; e “Amado Jorge Amado”, homenageando os 50 do Livro O País do Carnaval, do escritor baiano.

― Esse enredo valeu uma carta de Jorge Amado endereçada a mim, que até hoje está num quadro, no meu ateliê de desenho – conta o autor do livro. Na ocasião do enredo, Mário escreveu uma carta convidando Jorge a vir desfilar nos Ciganos e ainda anexou uma fiota cassete com a gravação do samba que compôs em parceria com Armando e Felisberto Felica. Acontece que o escritor e a mulher, escritora Zélia Gatai estavam de viagem marcada para os Estados Unidos, o que impossibilitou a vinda a Manaus. Simpático, Jorge resolver escrever assim mesmo, agradecendo a homenagem e pedindo fotografias e matérias jornalísticas do desfile.

De acordo com o jornalista, o lançamento na quadra cigana vai reunir literatura, samba, cerveja e confraternização entre amigos de mais de 30 anos uma apresentação história de puxadores cantando os sambas do passado, seis deles escritos pelo próprio Mário Adolfo. “Uma livro resgata uma época de ouro do bairro da Cachoeirinha, um lugar bom de se morar. Onde a boemia no Top Bar do seu Aristides e no Bar-Raka, do Wilson Fernandes, mas parecia uma reunião familiar”, comenta o autor.

Mário Adolfo é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), está no jornalismo há 33 anos, onde já exerceu cargos de repórter especial, editor assistente, diretor executivo e diretor de redação. Ganhou dois Prêmios Esso de Jornalismo, em 1985 (A Crítica) e em 1997 (Em Tempo), e o Prêmio Caixa Econômica de 1995 (Em Tempo), além do Ecologia 2000. O jornalista também é o criador do personagem Curumim, o último herói da Amazônia.

flyer_overfest

Neste sábado, 19 de dezembro, no All Night Pub (Rua Ephigênio Salles — 2085, em frente à pizzaria Splash) acontece o 4° OVERFEST, o aniversário de 13 anos da banda Overload. A festa começa às 22h, com chope liberado até 1h da manhã. De meia-noite até as 3h da manhã, rodadas de tequila grátis com atendimento “hooters”. Especializada nos clássicos de bandas rock e pop dos anos 80 e 90, a Overload está preparando um show especial, com algumas novidades no repertório, bem como trechos dos especiais OverBox, apresentado todo último sábado do mês no All Night Pub, e OverBallads. A banda Black Jack, de rock nacional anos 80, fará o pós-show e, nos intervalos, o Dj Binho Sabóia apresentará um set list digno das melhores boates das décadas de 80 e 90 (Red Zone, Mykonnos, Vilage Café, Hangar 39…)

Overload

O professor de guitarra Felipe Cavalcanti, de 28 anos, passou boa parte do domingo em ônibus e trens. Mais precisamente, uma hora e meia para ir (e provavelmente outra hora e meia para voltar) do Morumbi até Guaianases, no extremo leste de São Paulo – e tudo isso debaixo de uma insistente garoa. Tudo isso para ver o americano Stanley Jordan, um dos maiores guitarristas de jazz do planeta.

Jordan foi a principal atração da mais recente edição da Quebrada Cultural. O evento, inspirado na Virada Cultural que acontece na região central, leva diversas atrações culturais à periferia paulistana, sempre com entrada gratuita. Neste final de semana, o festival aconteceu em dois locais: além de Guaianases, na zona leste, também no Grajaú, no extremo sul da capital paulista.

Era de se esperar que a presença de um dos maiores guitarristas do mundo, num show gratuito e numa área carente de atrações culturais, atraísse um grande público. Mas não foi isso que aconteceu na Praça de Eventos de Guaianases, nome imponente que batiza uma espécie de estacionamento às margens do Ribeirão Itaquera: pouco antes de sua apresentação começar, havia exatamente 17 pessoas na plateia. Isso mesmo, 17.

Felipe Cavalcanti era uma delas. Junto com os amigos Kátia Arteiro e Carlos Alberto, atravessou a cidade inteira só para ver o guitarrista. Eram parte da metade do público que claramente era fã de Jordan. A outra metade era formada por curiosos. “A gente queria que tivesse mais gente aqui. Mas quem está aqui, está de coração”, afirmou o mestre de cerimônia da festa, pouco antes do show começar.

O professor de violão Wilson Sarmento, de 54 anos, tinha algumas explicações para o pequeno público. “Isso aqui foi muito mal divulgado. Eu mesmo só fiquei sabendo por acaso, quando procurava informações sobre um outro show”, conta. Ele também teve dificuldades para encontrar o local da apresentação. “A sinalização está péssima. E olha que eu conheço bem essa região”, criticou.

Uma integrante da organização do evento, que preferiu não se identificar, também apontou a divulgação insuficiente como principal culpada pelo fracasso de público. Outro fator importante, segundo ela, foi trazer um artista desconhecido da população da região. “Eu sei que isso pode parecer preconceituoso, mas o pessoal aqui só quer saber de pagode e rap. Aqui ninguém sabe quem é esse cara”, disse.

O diagnóstico poderia fazer algum sentido se Stanley Jordan fosse a única atração da Quebrada Cultural. Mas, antes dele, apresentaram-se cantoras como Vanessa Jackson (vencedora da primeira edição do reality show Fama) e Quelynah (uma das estrelas da minissérie Antonia), e mesmo assim a plateia não passava das 50 pessoas. Divulgação insuficiente, somada a um dia frio e chuvoso, parece ser a melhor explicação.

Jordan, é importante dizer, comportou-se como se tocasse para um estádio lotado. É verdade que, às vezes, dava olhares desanimados para o horizonte. Mas mostrou um profissionalismo exemplar ao ajustar o som até que ele estivesse de acordo com sua vontade. O que levou cerca de 40 minutos e irritou produção e parte do público, mas fez com que sua guitarra fosse ouvida com clareza pelas 17 pessoas que ali estavam.

Ele tocou junto com dois brasileiros: Dudu Lima, baixista que o acompanha há algum tempo, e Ivan Conti (vulgo Mamão), um dos maiores bateristas do Brasil. O show durou pouco mais de uma hora, e teve como pontos altos as impressionantes versões de “Insensatez” e “Eleanor Rigby”. Uma bela amostra da técnica única de Jordan, que toca as cordas de sua guitarra como se fossem as teclas de um piano.

No final, um sorriso tímido e nada de bis. Para os poucos e insistentes fãs, ficou a lembrança de um grande show e a expectativa de um longo caminho de volta para casa.

Do IG, com fotos de Augusto Gomes.

Cara pintada — Há 20 anos, o Brasil reconquistava o direito de escolher seu presidente em eleições diretas. Collor e Lula disputavam o cargo, e Collor venceu, com a ajuda de uma fraude eleitoral chamada Lurian. Acabou deposto do cargo por corrupção. Hoje, Lula tem Collor como um de seus maiores aliados no Congresso, e a geração cara-pintada que lhe derrubou, bem… idealismo contra a corrupção é como banda de rock na adolescência, um dia acaba.

‘Salafrária’ cubana? — A blogueira cubana Yoani Sánchez foi agredida no último sábado (07), enquanto participava de uma manifestação pela paz, em Havana, capital de Cuba. De acordo com relato publicado em seu blog, ela foi colocada, a força, dentro de um veículo. Os agressores não informaram o motivo da ação. Não custa lembrar que Cuba vive há décadas sob o único regime totalitário “oficializado” da América Latina.

Sozinho — Quem diria! Com a saída de Ângelus Figueira das trincheiras oposicionistas na Assembléia (Ângelus assume a Prefeitura de Manacapuru), restou para Liberman Moreno a inglória missão de ser o Eron Bezerra do passado, a única voz no Legislativo a cumprir a obrigação legal de fiscalizar o poder Executivo de Eduardo Braga. Com Eron no lado Braga da Força, Liberman será, por assim dizer, o único a cantar de galo na oposição estadual.

Decadência — Piadinha corrida no Twitter na última segunda (9): “Sinal dos tempos. Há 20 anos, Pedro Bial estava na Alemanha, cobrindo a queda do Muro de Berlim. Hoje está no Projac, cobrindo a queda de saradões no paredão do Big Brother”.

Cadê a lona? — Na Prefeitura de Manaus, a semana começou com a notícia de que o secretário de Limpeza Pública, Paulo Cavalleti, agrediu uma assessora a capacetadas, comeu churrasco de anta com funcionários e atirou em cachorros de rua para praticar tiro ao alvo. Maria Helena deve cair também, por distribuir aos servidores documento que provaria que projeto do software de R$ 17 milhões foi redigido por empresa interessada na venda. Amazonino vai acabar trocando a má fama injusta de Ali Babá pela de Orlando Orfei.

Gagolândia — Um projeto do deputado Cassiá Carpes (PTB-RS) prevê que as empresas de telefonia celular concedam um desconto de 50% em suas tarifas para clientes gagos. “Conversar com alguém que tem essa deficiência é muito difícil, porque ela leva muito mais tempo para se expressar”, defende o deputado. Cassiá diz que o Brasil tem 2 milhões de gagos. Se o projeto for aprovado, estimativa do IMMB (Instituto de Medição da Malandragem Brasileira) avalia que esse contingente deve ultrapassar os 50 milhões em pouco tempo.

Uhú! — A ex-BBB Milena Fagundes tem planos para se candidatar a deputada estadual em 2010, informou durante a semana o colunista Júlio Ventilari. Milena ainda não teria decidido por que partido concorrer, mas fontes do blog avaliam que a legenda escolhida será o PDBLB, o Partido Democrático Baladeiro do Lado B. Milena já teria até escolhido o slogan de sua campanha: “Vote em mim por afinidade mesmo…”

CBN Serviço — O ótimo blog The Wall Memories, sobre os 20 anos da queda do Muro de Berlim, sorteou entre os leitores um cartão postal como brinde. Fui um dos sorteados, e recebi a notícia via email, da autora do blog, a jornalista Ariane Mondo, que me pediu o endereço da minha casa. Para poupar o trabalho, indiquei o site da rádio CBN em Manaus, que desde 29 de outubro orienta a população sobre como chegar no meu endereço. E ainda dizem que o rádio não pode ser útil…

Hierarquia — A atriz Luana Piovani foi fotografada no terraço do Hotel Fasano, no Rio, tomando sol como uma turista, exatamente no momento em que a cantora Madonna se hospedava no mesmo hotel. Luana é tiete declarada da cantora, e pareceu não se importar com o flagrante de subserviência celebritária.

Vingança dos nerds — Uma pesquisa realizada pelo instituto KCUF, Massachusetts Ohio, constatou que usuários do Sistema Operacional Linux perdem a virgindade, isto é, tem sua primeira relação sexual em média com 35 anos de idade. Adoradores do sistema operacional gratuito então invadiram os computadores do KCUF, descobriram que o sistema ali é Windows e picharam o site do instituto, colocando os dizeres “Perdemos a virgindade aos 35, mas nunca recebemos a mensagem ‘essa transa foi interrompida e será fechada automaticamente’ durante o sexo”.

Lá e cá — Os 700 colegas de faculdade da aluna Geyse na Uniban a perseguiram pelos corredores gritando “puta! puta! puta!”. Tudo por causa do tamanho da saia da moça. Há quem comente que, em algumas das faculdades particulares de Manaus, a mesma Geyse, com o mesmo vestido, teria sido perseguida e chamada pelos corredores de “crente! crente! crente!”

Iluminado — Equipe de criação da agência Mene & Money ganhou ontem um belo tema para a próxima propaganda de Eduardo Braga na televisão. Exibindo imagens dos prédios manauaras à noite e da iluminação do Teatro Amazonas durante o Amazonas Film Festival, se ouvirá uma bela locução sobre o orgulho amazonense de não ter sofrido com o apagão da terça, na maior parte do país.

afonsoManausNovembro

Marco Heleno, Dorothy, o professor Marvel e 'The Dark Side'

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O Simão Pessoa, que foi, conta em detalhes o dia em que meu primo Marco Heleno debutou nas apresentações do CDF.

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