Archive for the ‘Mídia’ Category

O polvo deles e o nosso polvo

O vereador, que ainda não registrou sua candidatura ao governo do estado, teve seu nome colocado na boca do sapo — ou melhor, do polvo. A diferença é que, no caso da Copa, o polvo Paul, contra todos os prognósticos, acertou em apontar os espanhóis como vencedores da partida. Com o nosso ‘polvo’, o desmentido veio duas horas depois.

Em seu blog, hoje de manhã, nosso polvo, o coordenador de marketing da campanha do governador à reeleição, disse:

Hissa Abrahão não será mais candidato a governador

Postado por: [nosso polvo] em 07/07/2010 às 12h06

O vereador Hissa Abrahão (PPS) não será mais candidato a governador nesta eleição, decisão tomada já há 72 horas. O que ainda será decidido hoje a noite, em Brasília, é se o PSDB apresentará um nome em substituição ao vereador, a fim de não ceder o tempo de televisão de aproximadamente três minutos, metade para Alfredo, metade para Omar.

Perguntei diretamente ao vereador se ele realmente desistira da candidatura, e a resposta foi:

Sou candidato, se quiserem me derrotar que seja nas urnas, o que considero pouco provável.

E mais:

  • Critico de forma veemente aqueles oportunistas de campanha, que sem me consultar, estão falando de desistência, sou candidatíssimo.
  • Meus adversários estão ciente de nosso crescimento eleitoral e estão buscando formas antecipadas para me prejudicar.
  • Muito estranho o que ele [Durango] disse, notícia sem fundamento, não me consultou, muito estranho, ele que se diz tão sério.

Diante de uma ‘notícia’ tão grave (a desistência de um candidato ao governo do estado), é de se perguntar: afinal, qual é a jogada do nosso polvo em espalhar, pros seus leitores, uma notícia falsa?

Contam os mais entendidos no assunto que época de campanha é assim: quem trabalha com isso não pensa em outra coisa. O nosso polvo se diz muito experiente no assunto. Como responde pela coordenação de marketing da campanha do governador, não deve ter publicado a nota a troco de nada. Seria uma forma de evitar que votos do governador migrassem para a candidatura da ‘terceira via’?

O nosso polvo tem realmente oito braços. É publicitário, já foi comunista (sim, isso conta no currículo), é empresário, é escritor, é assessor político, é coordenador de campanha e é consultor. Mesmo com toda essa gama de atividades, nosso polvo ainda encontra tempo para, nas horas vagas, ser pesquisador isento.

Como publicitário, nosso polvo participa ativamente de campanhas de sucesso — sempre do governo, seja ele estadual ou municipal. Durante o processo licitatório pela conta de publicidade da Prefeitura, por exemplo, passeava entre o gabinete do prefeito e pelo escritório da empresa de publicidade que ganhou a conta.

Como comunista, ajudou o atual governador (que também põe isso em negrito no currículo) em sua campanha para vereador. Hoje não é mais comunista, como o governador. Mas o governador é o governo estadual, a amizade continua.

Como empresário, nosso polvo é um Midas moderno. O que toca vira ouro — ouro do governo, claro. Recentemente criou uma empresa para espalhar tevês de LCD pelos PACs e órgãos públicos do Amazonas, onde a massa passa as manhãs, enquanto espera por um atendimento, vendo e ouvindo propaganda — das empresas dele e do governo estadual, claro.

Como escritor, nosso polvo escreveu um livro cheio de fotos antigas de Manaus, ‘conseguidas’ do Acervo Público Municipal, criou uma editora, imprimiu, fez uma capa dura, fez um coquetel de lançamento (num prédio público) e vendeu 300 exemplares — para o governo municipal, claro.

Nosso polvo é também assessor político. Sem cargo algum, comandou a retumbante posse do atual prefeito de Manaus. “A troco de nada”, “apenas por amizade”, dizia o nosso polvo. Recebeu R$ 65 mil por essa amizade — do governo municipal, claro.

É também coordenador de marketing de campanha, nosso polvo. Do governo  estadual, claro.

É consultor também. Informal. Do governo, estadual ou municipal, claro.

Paul, o polvo que acertou todos os palpites até hoje sobre a Copa da África do Sul, deve ter fama efêmera. É alemão, e a uma hora dessas, com a derrota dos seus ‘donos’, deve ter ido parar numa paella de algum restaurante espanhol de Oberhausen. Não importa que tenha acertado.

Acertar todas não é bom negócio quando o palpite contraria o cliente. Se Paul, o polvo deles, fosse o nosso polvo, teria guardado o palpite da vitória da Espanha pra si e colocado um sósia dentro do aquário, pra dizer que a Alemanha venceria.

O nosso polvo sabe disso. Não à toa seus oito tentáculos, cada um com uma função, sempre estão dentro do mesmo pote.

O do governo, claro.

A batalha dos arautos

Foto: Raimundo Valentim

Acompanhei o desenrolar das duas convenções e o que vi foi uma cena de pré-guerra medieval. De cada lado das colinas, dois exércitos se amontoam com suas espadas, armaduras, lanças e arcos de guerra. À frente de cada exército, os generais consultam seus auxiliares, que se dedicam a olhar no horizonte e saber, de antemão, o tamanho do exército inimigo.

A tática, então, é a de amplificar o próprio poder. Para isso não faltam, de lado a lado, arautos, mensageiros e trombeteiros, além do maior número possível de soldados, de preferência aqueles que não sabem quem é seu líder, muito menos o inimigo — a maior parte quer apenas andar de ônibus de graça.

Nas guerras medievais, eram os arautos os encarregados de oferecer trégua, listar exigências e condições e dar a chance, ao inimigo em desvantagem, de se render. Hoje o que não falta é marqueteiro, mensageiro e trombeteiro. Na guerra moderna, um trombeteiro talentoso vale mais do que cem soldados. É dele a tarefa de espalhar o terror nas hostes inimigas, falando da morte sangrenta que terão, das poucas chances que têm, do tamanho da lança do patrão etc. O arauto era o famoso ficeleiro real, o animador de auditório da corte.

Em Henrique V, de Shakespeare, Montjoy, o arauto de Carlos VI, é enviado para dar aos ingleses a chance de rendição na guerra dos 100 anos. Para isso, os comunica que os franceses são 50 mil, contra os 10 mil ingleses. No dia seguinte, após a famosa batalha de Azincourt, 10 mil franceses estavam mortos, entre eles 126 príncipes. Os ingleses mortos eram vinte e cinco.

Foto: Raimundo Valentim

Durante a convenção de Alfredo, a estimativa dos organizadores era de até 5 mil pessoas presentes, segundo os arautos de Alfredo. Na convenção de Braga (e Omar, claro), hoje, eram esperadas 3 mil, segundo os arautos de Braga (e Omar, não podemos esquecer do Omar).

Nesse ponto da campanha, é a única coisa que conta: mostrar poder ao adversário como nas guerras medievais, enviando arautos (com suas vuvuzelas douradas) para oferecer rendição ao inimigo em número inferior. Se for possível exibir aos soldados o último casal da espécie em extinção inimicus communis, devidamente empalhados como troféus de caça, tanto melhor.

Claro, contam também os prefeitos do interior, com a coleira dos convênios estaduais no pescoço, os professores da rede pública, os deputados e suas ONGs, os vereadores e os cargos de seus parentes, mas essa é a menor parte. Há também os empreendedores pastores evangélicos, provando o sucesso do agrobusiness amazonense: na ovinocultura amazonense, o rebanho da espécie IURD está sendo negociado por R$ 5 milhões neste momento.

Pouco importa o tamanho de cada exército. Com 5 vezes menos soldados, Henrique V venceu os franceses com um discurso belíssimo e patriótico, incentivando seus homens a lutar por suas famílias, sua honra e sua nação.

Os exércitos de hoje são movidos apenas pelo vazio, talvez pela algazarra coletiva. Não carregam mais lanças nem escudos, apenas cartazes e faixas de gente que nunca viram.

É a repetição, e a repetição, e a repetição da mesma morte de sempre, a morte social. Henrique V ofereceu aos seus homens a possibilidade de escreverem seus nomes na história. Os trombeteiros de hoje precisam apenas oferecer uma carona. Se rolar um ovo coberto com refresco de caju geladinho, então, o exército se multiplica.

Hoje pouco importa se a carona é para uma morte certa num campo de batalha distante.

Para os soldados de hoje, o que vale é a carona.

E a merenda de graça, claro.

Como vencer o Brasil

Por Daniel Alarcón, no The New Republic:

Você joga futebol. Você tem uma equipe, alguns jogadores razoáveis. Você é ambicioso. Bom para você. Agora, tente o seguinte: Depois do apito e do início da partida, corra em volta do campo lentamente, laconicamente, sorrindo o tempo todo. Sua linguagem corporal deve expressar uma indiferença para com o próprio jogo. Deixe o seu oponente controlar o ritmo, deixar que eles tenham a posse, deixá-los pensar que estão no comando.

Quando você receber a bola, toque-a para os lados um pouco, só para ver como é a sensação. Não é bonito o estádio sob as luzes? Sorria. Principalmente, porém, espere. Seja paciente. Não corra muito, a menos que seja absolutamente necessário. Só por diversão, deixe o outro lado chutar algumas vezes a gol, pra que o sangue deles corra nas veias. Então, depois de vinte minutos sem uma única oportunidade de marcar, crie uma de surpresa — roubando a bola no meio-campo, com um contra-ataque ou batendo uma falta rapidamente — e, uma vez em frente ao gol adversário, não tenha piedade.

Jogar contra o Brasil é um pesadelo absoluto. Eu não consigo pensar em um placar em meu favor pra começar a relaxar: 5 a 0, 7 a 0? Vamos ser honestos, a maioria dos times, ao ver aquela camisa amarelo-canário, se caga silenciosamente. No ano passado na Copa das Confederações, os Estados Unidos estavam dois gols à frente no meio do jogo, e rapidamente entregaram a partida. Do outro lado, o Brasil não pareceu muito preocupado em nenhum momento, e o placar final dificilmente seria menos surpreendente.

Foi, de fato, nada menos que a velha história. A minha vida inteira, eu tenho visto o Brasil jogar mal e vencer. Eles são o tipo raro de time que nunca parece estar no controle do jogo, embora sempre esteja. A verdade é que eles não estão jogando o mesmo jogo que os seus adversários. Eles estão jogando alguma coisa, um esporte parecido com futebol, mas totalmente diferente. Na versão de futebol que o resto de nós conhece, se eles fizerem um gol em você, eles vão fazer outros três. Uma vez que você é obrigado a perseguir o jogo — como foi com o Chile hoje –, eles terão o maior prazer em despedaçar você.

Marcelo Bielsa, técnico do Chile, por seu mérito, não teve medo. Eles jogaram o mesmo futebol atraente, mostrando o mesmo futebol que mostraram durante todo o torneio, mas infelizmente para eles, também exibiram a mesma futilidade pra chegar ao gol que os desgraçaram no grupo. (Chile chegou onde chegou com a força de apenas dois gols.)

Você não pode vencer o Brasil desperdiçando oportunidades. Você tem que marcar logo, e muitas vezes. Você tem que fazê-los ir até você. Você tem que forçar os seus zagueiros a jogar o tempo todo na defesa, sem lhes dar a chance de fazer aquelas corridas letais. E o mais importante, você tem que vencê-los nos noventa minutos. Quantas vezes eu vi Brasil ser completamente dominado por 85 minutos e sair de campo sorrindo e vitorioso, como se tivessem achado o espetáculo inteiro divertido?

Dunga e seus jogadores estão ali para serem elogiados. Mesmo com Kaká jogando mais ou menos, são impressionantes. Esta equipe é mais forte na defesa do que qualquer zaga brasileira de que me lembro, e eles são notavelmente consistentes no ataque. Luis Fabiano é um assassino direto. Todo mundo está lamentando o fim do jogo bonito, mas os dois malditos últimos gols pareceram muito jogo bonito para mim. Aposto que os fãs no Rio de Janeiro também acharam isso. Juan e Lúcio parecem nunca se cansar (e esses dois não jogaram também, se esgotando nas ligas europeias que outros usaram como desculpa?) E no caso de eles cansarem, o banco brasileiro é muito forte.

Você sabe, talvez eu deixe alguém responder a pergunta no título deste post. Talvez os holandeses tenham a receita secreta. Se existe uma resposta, meu palpite é que ela envolve um pouco de sorte.

Daniel Alarcón é editor da Etiqueta Negra, premiada revista publicada em sua cidade natal, Lima, no Peru, and professor visitante no Center for Latin American Studies da universidade de Berkeley, Califórnia. É autor de duas obras de ficção, War by Candlelight (finalista em 2006 do prêmio PEN/Hemingway) e Lost City Radio, romance publicado em dezenas de países. Alarcón ganhou diversos prêmios, incluindo um Whiting Award (2004), um Guggenheim e um Lannan Fellowships (2007), e um National Magazine Award (2008).

A dica do artigo é do jornalista Diego Escosteguy, da revista Veja, no Twitter.

Arena de Manaus deve virar ‘elefante branco’, diz estudo

Rafael Massimino - São Paulo – No Portal2014.org.br

Dos 12 estádios que serão construídos ou reformados para a Copa de 2014, ao menos sete podem virar “elefantes brancos” após o evento. O alto custo das obras, conjugado a uma estimativa irreal da demanda no pós-Copa, poderá afastar eventuais investidores e deixar ao poder público um legado negativo.

A conclusão é da consultoria Crowe Horwath RCS, que acaba de lançar o estudo “Gestão do ativo estádio – Viabilidade econômico-financeira de estádios e arenas para a Copa de 2014”.

(…) “Atualmente, nenhum estádio brasileiro tem esse retorno”, diz Amir Somoggi, diretor da área Esporte Total Crowe Horwath RCS. Para ele, os estádios de Brasília, Cuiabá, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador são fortes candidatos a virarem “elefantes brancos” depois da Copa.

Redução de custos

Segundo o estudo, a receita para que as arenas da Copa evitem se tornar deficitárias é redução dos custos. Os R$ 5,3 bilhões deveriam cair para algo em torno de R$ 4 bilhões. “Além disso, somente projetos integrados com setores da iniciativa privada, como o imobiliário e o hoteleiro, e o fortalecimento do futebol local, podem gerar retorno ao investimento em certos estádios“, diz Somoggi.

Para o retorno do investimento, segundo o estudo, os clubes têm que combinar a receita de bilheteria com a geração de novas rendas de serviços. O exemplo, novamente, é a Alemanha, onde os investimentos nos estádios catalisaram o aumento de receitas do futebol.

De 2003 para cá, o faturamento dos 36 times da primeira e segunda divisões alemã, a Bundesliga, aumentou de 1,28 bilhão para 2 bilhões de euros, tornando-se a segunda maior da Europa. Apenas com estádios, as receitas chegaram a 425 milhões de euros na temporada 2008-2009.

Segundo o estudo, o Brasil terá muito trabalho pela frente se pretende colher um legado comparável ao alemão. Em 2008, as receitas com estádios nas séries A e B somaram apenas R$ 190 milhões, a maior parte com venda de ingressos.

A consultoria estima que, até 2014, esse número possa chegar a R$ 400 milhões, principalmente por meio da diversificação de serviços oferecidos e do aumento do preço médio dos ingressos, que já sobe 15% ao ano desde 2005.

Mesmo assim, o grande desafio é atrair o torcedor aos estádios. Enquanto a média alemã é de 42.565 torcedores por jogo, a brasileira é 17.807 – inferior até mesmo à primeira liga japonesa, que atrai 19.278 pessoas, em média, a cada partida.

A nova Era Dunga: o fim do besteirol esportivo

Um trecho de Leandro Fortes:

Na Copa de 2006, na Alemanha, essa encenação jornalística chegou ao ápice em torno da idolatria forçada em torno da seleção brasileira penta campeã do mundo, então comandada pelo gentil Carlos Alberto Parreira. Naquela copa, a dominação da TV Globo sobre o evento e o time chegou ao paroxismo. A área de concentração da seleção tornou-se uma espécie de playground particular dos serelepes repórteres globais, lá comandados pela esfuziante Fátima Bernardes, a produzir pequenos reality shows de dentro do ônibus do escrete canarinho.

O estilo grosseiro e inflexível de Dunga desmoronou esse mundo colorido da Globo movido por reportagens engraçadinhas e bajulações explícitas confeitadas por patriotadas sincronizadas nos noticiários da emissora. Sem acesso direto, exclusivo e permanente aos jogadores e aos vestiários, a tropa de jornalistas enviada à África do Sul se viu obrigada a buscar informações de bastidores, a cavar fontes e fazer gelados plantões de espera com os demais colegas de outros veículos. Enfim, a fazer jornalismo. E isso, como se sabe, dá um trabalho danado. Esse estado de coisas, ao invés de se tornar um aprendizado, gerou uma reação rançosa e desproporcional, bem ao estilo dos meninos mimados que só jogam porque são donos da bola. Assim, o sorriso plástico dos repórteres e apresentadores se transformou em carranca e, as gracinhas, em um patético editorial.

Leia o texto completo.

Google lançará pacote de ferramentas para eleições 2010

Marina Novaes, do R7

Imagem: InfoAbrilResponsável pela rede social mais popular no país, o Google planeja lançar, em agosto deste ano, um pacote de aplicativos especialmente voltado para as eleições. Em 2010, a internet tem se revelado uma das ferramentas preferidas dos candidatos para mobilizar seus militantes e, ciente disso, a empresa aposta no “calor” da discussão política para atrair seus internautas.

De acordo com Félix Ximenes, diretor de Comunicação do Google Brasil, a ideia é promover espaços específicos para que os usuários possam discutir os rumos das campanhas eleitorais, assim como foi feito em 2008, mas de forma menos “tímida”.

- Nós fomos muito tímidos em 2008, até porque, o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] ainda não tinha muito claro o que podia ser feito ou não. Nesse ano, como o TSE liberou o uso da internet [para as campanhas eleitorais], com exceção à publicidade, e a gente vai ter novos aplicativos com todas as ferramentas disponíveis para ajudar o eleitor a tomar sua decisão e a participar do processo democrático.

Em 2008, a empresa criou recursos específicos para o debate eleitoral no Youtube (canal de vídeos); no Google Maps – com mapas indicando como chegar às seções eleitorais em todas as capitais brasileiras –; além do Orkut, onde os usuários acompanhavam enquetes sobre o tema.

Apesar de ainda manter em segredo os detalhes do lançamento, Ximenes aposta no sucesso da ferramenta, com a ampliação do debate na internet.

- Acreditamos muito na liberdade de expressão e os recursos específicos para as eleições fizeram muito sucesso em 2008. [...] Vamos só esperar passar essa euforia da em torno da Copa do Mundo e anunciaremos aplicativos e outras novidades, já que no Brasil, o debate político é sempre muito acalorado e as pessoas querem discutir.

Em crescimento no Brasil, o Facebook – concorrente do Google – não deve lançar um “pacote eleitoral”, porém, Júlio Vasconcellos, gerente de crescimento do Facebook no país, disse acreditar que as ferramentas já disponíveis possam ser úteis para militantes e partidos, a exemplo do que ocorre em outros países.

- Não temos nenhum aplicativo específico para as eleições, mas em outros países há partidos que usaram recursos já existentes no Facebook para chegar ao eleitor.

Polêmica

Apesar de ser a vedete dos candidatos à Presidência, o uso das redes sociais pelas campanhas ainda gera polêmica e desconfiança. Nesta semana, a Justiça Eleitoral determinou que o Google revelasse a autoria dedois blogs aparentemente criados por eleitores de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), com conteúdo favorável aos presidenciáveis.

Em debate nesta quinta-feira (17), os estrategistas virtuais do tucano e da petista, Sérgio Caruzo e Marcelo Branco, admitiram ser impossível fiscalizar o conteúdo veiculado por militantes na internet, e afirmaram que este é um dos “pontos obscuros” da lei eleitoral. Para eles, as campanhas devem orientar seus seguidores sobre as regras, porém, não podem ser responsabilizadas pelo que outros internautas publicam.

Tanto o responsável pelo Google no país, quando o gerente do Facebook, também disseram que é inviável fiscalizar o conteúdo gerado na internet. Mesmo assim, afirmaram que as empresas colaboram com a Justiça para que as regras sejam cumpridas.

Em 2010, a Justiça Eleitoral autorizou que os candidatos usassem ferramentas como Orkut, Twitter, Facebook em suas campanhas, e liberou os debates pela web.

Colaborou André Sartorelli, do R7

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Assaltos na UFAM: Agora vai!

A reitora da Universidade do Amazonas, Márcia Perales, começou a tomar providências quanto aos constantes assaltos e arrombamentos de carros nos estacionamentos do Campus Universitário: mandou suspender o uso do perfil institucional da UFAM no Twitter.

O motivo da medida seria um tweet (mensagem) publicado na rede social que informava aos seguidores da universidade que no dia 17 de maio havia uma manifestação dos alunos de Direito em frente à reitoria, cobrando a solução para a violência. Não havia na mensagem qualquer incitação, apenas uma resposta seca à tradicional pergunta da rede social: “What’s happening?” — “o que está acontecendo?”, para meus leitores monoglotas.

É que três dias antes, no dia 14 de maio, seis alunos do curso de Direito tinham sido vítimas de um assalto no estacionamento comum à Faculdade de Tecnologia (FT), ao Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) e à Faculdade de Direito (FD).

Abaixo, a mensagem publicada no dia 17 de maio:

Hoje (21), ao descobrir que a UFAM informara, via Twitter, seus seguidores de que ocorria a manifestação, a reitora ordenou a retirada da mensagem (a imagem acima é do cache do Google, este dedo-duro pós-moderno) e a publicação de um aviso:

A UFAM tem 2.011 seguidores no Twitter. Alunos e professores que perdem, com a medida, um de seus canais de troca de informação com a instituição, que sofre há muito tempo com os constantes assaltos e furtos em seus estacionamentos.

Seria de se esperar que, mesmo contrariada pelas manifestações, a reitoria viesse a público oferecer espaço para a discussão do problema. Investindo na interação com sua comunidade na internet, a UFAM poderia sair bem na foto, mantendo seus seguidores informados sobre o que está sendo encaminhado quanto ao problema.

O mais interessante é que há medidas sendo tomadas. No site Maloca Digital, revista eletrônica editada pela própria UFAM, é permitido ao público saber de algumas delas:

“(…) Os manifestantes convidaram os alunos do ICHL para participar do movimento, e retornaram à FD, onde conseguiram falar com o vice Reitor [Professor Dr. Hedinaldo Narciso] e com o prefeito do Campus, professor Marco Antônio. Ambos anunciaram que conversaram com a Central Acadêmica de Direito, e já começaram a providenciar melhorias. Entre elas uma viatura que ficará todos os dias das 18:00h até as 23:00h no estacionamento, guardas que ficarão o dia inteiro no local, e iluminação no corredor de passagem entre a FD e o estacionamento. Posteriormente serão instaladas câmeras de segurança e guaritas. As medidas implantadas até agora foram a viatura e, 2 guardas no local.”

Então, se há providências sendo tomadas pela reitoria, por que impedir que a comunidade acadêmica tome conhecimento disso? Usando os poucos canais de informação de que dispõe, a UFAM deveria espalhar a informação, quem sabe consultando seus professores e alunos sobre as melhores opções para resolver o problema.

No lugar disso, fica a aura de censura e desinformação, visto que a reitoria só tomou conhecimento de seu “deslize” na internet um mês depois.

Não sei como andam as melhorias atualmente, pois só descobri sobre a manifestação do dia 17 de maio hoje, na revista Maloca Digital, e foi neste site que vi que a UFAM negociou com os estudantes e colocou uma viatura e dois guardas para protegê-los nos estacionamentos.

O link para o site está aí acima. Aproveite e se informe, enquanto a reitoria ainda não o descobriu.

Inicializando…

As evidências de um crime virtual

Por Brunno Batista.

Este é meu primeiro post em um blog e por um motivo bastante desagradável, mas tenho que fazê-lo para explicar os fatos ocorridos.

Todos vocês já conhecem a história de que circulou um e-mail difamando um grupo de pessoas, no qual estariam incluídos o meu nome e o de alguns amigos. O Não Senhor já provou que era tudo falso aqui e aqui.

No mesmo dia, resolvi fazer uma busca simples sobre o email e pedi uma cópia de um amigo que havia recebido a mensagem. Observei o HEADER (cabeçalho) do e-mail enviado e usei das evidências expostas em busca da origem deste e-mail.

Das Evidências

No HEADER do email, estava contida a seguinte autenticação:

//Received-SPF: pass (google.com: domain of news@mkvam.com.br designates 75.125.191.34 as permitted sender) client-ip=75.125.191.34;//

//Return-Path: //

//Received: from dedicado.icbeu.com (dedicado.icbeu.com [75.125.191.34])//

Ok, mas que porra é essa?

SPF ou “Sender Policy Framework”, é uma arma contra SPAMs desenvolvida com o objetivo de autenticar o email, não permitindo que outras “pessoas” utilizem o nome de um domínio para espalhar SPAMs na internet, gerando um endereço retorno válido para o devido email.

Mostrando como funciona: exemplo.com => SPF => “v=spf1 a mx ip4: 192.1.1.100/24 -all”. Isso significa que o domínio: exemplo.com só aceita o envio de emails do seguinte bloco de IPs: 192.1.1.100/24 e todos os outros serão negados/invalidados (-all).

Voltando para o email em questão, conclui-se que o domínio mkvam.com.br autoriza o envio de email usando seu nome pelo IP:75.125.191.34 e que a origem do email era o servidor icbeu.com.

De início achei que seria improvável alguém do ICBEU/MANAUS (INSTITUTO CULTURAL BRASIL-ESTADOS UNIDOS) estaria por trás desta manobra suja de difamação. Mas ainda havia muito o que se investigar.

Listas SPF

mkvam.com.br

SPF=> v=spf1 a mx ptr ip4:75.125.191.34 mx:mkvam.com.br ?all

icbeu.com

SPF=> v=spf1 a mx ip4:75.125.191.34 ?all

noticiasdoamazonas.com

SPF=> null

Análise dos Domínios

icbeu.com:

A pesquisa nos traz o seguinte:

Proprietário: INSTITUTO CULTURAL BRASIL – ESTADOS UNIDOS

Data Registro: 29/10/98

Servidor: ns1.icbeu.com (75.125.191.34) e ns2.icbeu.com(75.125.191.35)

Email: somente por contato via correio para os EUA.

mkvam.com.br:

Em uma busca básica temos as seguintes informações:

Proprietário: U R NEVES – ME, CNPJ: 06.164.678/0001-96, empresa aberta em 26/03/2004, de propriedade do Sr. Uily Roberto Neves Neto, economicamente ativa.

Data Registro: 21/05/2010

Servidor: ns1.icbeu.com e ns2.icbeu.com

Email: uilyneves@gmail.com

noticiasdoamazonas.com:

Proprietário: Paulo Massa Jr. (Provável que seja falso. Há um homônimo no site www.desaparecidos.org)

Data Registro: 12/05/2010

Servidor: ns1.hostnet.com.br e ns2.hostnet.com.br

Email: paulomassajr@globomail.com

Da Análise dos Fatos

O hotmail.com e gmail.com só aceitam o recebimento de e-mail se houver um certo tipo de registro TXT no DNS para identificar as permissões de envio de dados do domínio, e tais registros somente podem ser feitos no administrador do domínio.

Todas as empresas de hospedagem de domínio sabem do problema com invasões por hackers, e tomam as devidas providências para evitar mais de 2 erros ao logar, o que impediria um ataque do tipo “BRUTE FORCE” na tentativa de logar com sucesso.

Inclusive o próprio registro.br impediria esse tipo de acesso forçado para usar PROFILES de terceiros, bloqueando imediatamente ao segundo erro ou indefinidamente nos erros subsequentes. O mesmo acontece com os provedores de email, principalmente o GMAIL.com.

Conclusão

O domínio mkvam.com.br está hospedado no servidor icbeu.com. Um fato interessante é a data do registro deste domínio, 21/05/2010, exatamente a mesma em que a imagem do “contrato” e dos blogueiros “envolvidos” foi postada no twitpic e começou a circular nos e-mails.

O domínio mkvam.com.br foi realmente registrado por Uily Neves e ele cometeu o erro mais fundamental no envio de email nos dias atuais, o fator SPAM, que para ser aceito tem que ser autêntico e tem que ser feito manualmente por um sistema ADMINISTRATIVO de DNS. Mais um forte indício de que o domínio noticiasdoamazonas.com foi criado exclusivamente para abrigar o falso e-mail e o domínio mkvam.com.br foi registrado com o único objetivo de espalhar essa mala-direta. O ID do sr. Uily no site registro.br também foi modificado neste dia.

Telefonamos para o ICBEU e, para nossa surpresa, descobrimos que o sr. Uily Neves é funcionário de lá. Em conversas pelo Gtalk, ele confirmou que o domínio é dele e que está hospedado em um servidor do ICBEU, mas alegou que o mesmo sofreu uma invasão e que ele não tinha participação alguma no caso. Informou ainda que o problema seria solucionado e que isto não voltaria a acontecer.

O status inativo do domínio mkvam gerava um erro a quem tentasse acessá-lo. Curiosamente, depois do contato com o sr. Uily Neves, hoje o site encontra-se ativo e mostra o seguinte conteúdo.

Outra coincidência interessante é a data do primeiro tweet do sr. Uily Neves no twitter, 13 de abril, a mesma data em que vários perfis fakes foram criados para propagar a falsa denúncia contra nós.

Após contato telefônico, ele adicionou a foto no perfil.

Hoje o site do ICBEU apresentava erros em sua página inicial, o que levanta a suspeita de que sofria modificações, provavelmente alterações no banco de dados na tentativa de ocultar rastros.

Em busca de uma relação com o domínio de origem do e-mail (noticiasdoamazonas.com), acessei o globomail.com. E ao pedir o lembrete de senha do e-mail paulomassajr@globomail.com, que é o e-mail relacionado ao domínio noticiasdoamazonas.com no registro.br, retorna a mensagem do envio da senha para um e-mail secundário: “cristiano@salveoplaneta.com”.

O envolvimento de mais um nome, desta vez de alguém de fora do Estado levanta duas hipóteses: ou o tal Cristiano usou o servidor icbeu.com, através do domínio mkvam.com.br para enviar estes e-mails com o objetivo de não ser rastreado (chance remota, devido a dificuldade de invasão); ou atuou em parceria com o Uily (mais provável, até mesmo pelos indícios que envolvem a participação deste).

A responsabilidade do Cristiano no caso já está sendo investigada. Por enquanto pudemos perceber que ele é enrolado, cheio de sites, twitters e domínios registrados; e que ele é capaz de fazer esse tipo de trabalho. Resta saber se este ATO CRIMINOSO em específico foi realizado por ele e de quem partiu a ordem para seu cumprimento.

Brunno Batista
@brunnoihoax

OBS: Dados confirmados. Não faço esse tipo de investigação para terceiros.

PS: Alguém me informa o número da conta e o banco que está sendo depositado o meu salário, que eu não vi nada até agora.

Direito de resposta

Recebi, do radialista Jefferson Coronel, uma carta-resposta ao proprietário da rádio CBN Manaus, que no último sábado (22), o denunciou em seu blog, na página oficial da rádio. Coronel enviou a carta ao blog do referido senhor, que não a publicou. Jefferson então enviou sua carta a outros blogs que, talvez por não adotar o mesmo critério democrático da rede CBN, optaram por publicá-la. Este blog adotou como política, já há algum tempo, não se envolver com pessoas ou instituições incapazes de interagir oficialmente com seus consumidores. Em bom português: não falo mais de quem não assume oficialmente sua identidade, mas cumpro o dever democrático de publicar a carta. Convém informar: os posicionamentos expressos na carta não refletem, necessariamente, a opinião do autor deste blog.

Por Jefferson Coronel

Caro Ronaldo…

Esse seu “artigo” bem que não merecia resposta, tal o nível a que o amigo desceu. Mas essa de ameaçar descaradamente com estórias de amantes e prostitutas me parece ser o fim da linha no que poderia ainda ter algum tipo de debate. Não entre nisso. Você sabe que esse tipo de atitude é desprezível. Você representa em Manaus a bandeira CBN e, se depender de mim, não tem o direito de partir pra uma abordagem que desmoraliza e ridiculariza sua figura. Proteja esse patrimônio chamado CBN.

Pense que sempre lhe tratei com respeito e consideração. Quando critiquei, o fiz em termos íntegros, nunca pessoais. Não fiz insinuações contra o Omar (Omar Aziz, atual governador e candidato à “reeleição”). Se você acha que fiz, cite como e qual foi a insinuação. Agora, tenho liberdade sim pra me expressar, reclamar, criticar e debater. Você não tem? Tem e eu defendo que tenha a vida toda, plena, irrestrita. Só não pode é ficar nessa coisa de prostitutas e amantes. Isso é coisa que o dono de uma rádio bandeira CBN, advogado, jornalista, fique clamando e ameaçando?

Faça suas críticas ao Alfredo Nascimento (ex-ministro de Lula e candidato ao Governo do Amazonas). Tenha sua opinião. Diga o que quiser dele e de qualquer político. Opte pelo Omar nessa eleição. Tudo isso pode e vale numa democracia. Mas há leis, leis que você, como advogado, deve conhecer melhor que eu.

Tente se manter numa linha aceitável. Não fique querendo transformar em bandidos e perseguidos todos os que de alguma forma discordam do seu pensamento e das suas opções políticas, como é o caso da opção pelo Omar Aziz. Não tem mal nenhum nisso. E também não tem mal nenhum se outras pessoas optarem por B, C ou D nessas eleições. As eleições acabam em Outubro. Depois a vida continua, eu sustentando meus filhos, você sustentando os seus. E todo mundo trabalhando e sobrevivendo dignamente.

Temos, ambos, mais valores a defender que o clima tenso de uma eleição. Veja só, você não receberia em sua casa um cara que tivesse feito tudo o que me atribui. Não tomaríamos aqueles vinhos juntos se você soubesse que eu teria feito essas lambanças. Você teria, antes, denunciado, contado pra todo mundo. Sou amigo dos seus irmãos, trato sua família com o mesmo respeito que trato a minha. Conheço e me relaciono bem com seus filhos. E você com os meus.

Proponho defendermos esses valores juntos, preservarmos esses espaços pessoais que, confesso, foram até generosos de sua parte. Você não seria amigo de um cara que tivesse sido capaz de engendrar tudo o que, agora, só agora, por questões políticas, resolve colocar nas minhas costas.

E o faz de uma forma agressiva, infundada e, por si só, dúbia e sem argumentos. E aquele fraudulento contrato que você mostra? Uma arte tosca e mal acabada feita pra injustiçar pessoas. Aquilo é um tiro no pé de quem inventou, de tão mal feito. Tanto que foi desmontado tim-tim por tim-tim pelos que foram ali citados.

Eu não pretendia responder nada. Mas meu coração ficou aqui me cutucando e pedindo que tentasse e tentasse um caminho de paz, de tranquilidade e, muito muito, de amizade, de consideração.

Venha, pense, reflita e aceite, comigo essa proposta humilde e sincera. Insisto em continuar seu amigo. É mais que apelo, é um pedido do simples radialista Jefferson Coronel.