Archive for the ‘Meio Ambiente’ Category

Enquanto isso, na terra da Floresta em Pé…

Ação contra desmatamento gera ameaças no AM

KÁTIA BRASIL – da Agência Folha, em Manaus – 12 de março

Uma equipe de analistas ambientais do ICMbio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), do Ministério do Meio Ambiente, ficou cercada por 11 horas anteontem (10) e foi ameaçada por políticos, madeireiros e grileiros no município de Lábrea (703 km de Manaus), um dos que mais desmatam no sul do Amazonas.

Dois deles ficaram retidos dentro de um hotel e outros na casa de um deles. Escoltados por cerca de 30 policiais militares, eles foram levados de avião para Rondônia, onde chegaram anteontem.

O protesto aconteceu depois que a equipe fechou serrarias, movelarias e aplicou multas por falta de comprovação da origem da madeira. Os fiscais realizavam a Operação Matrinxã para combater a extração ilegal de madeira da Reserva Extrativista Médio Purus e coibir a retirada de areia das margens do rio Purus para obras do governo estadual.

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Prefeitura assume danos ambientais no Corredor do Mindu

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Eu já comentei diversas vezes aqui o crime ambiental cometido pela Prefeitura no Corredor Ecológico do Mindu.

Agora, no Diário Oficial do Município do dia 12 de fevereiro, a própria Prefeitura publicou o Termo de Ajustamento de Conduta Ambiental (TACA) assinado perante o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual, comprometendo-se a recuperar os danos causados ao Corredor Ecológico do Mindu.

Depois de aprovar Taxa do Lixo, agora Prefeitura quer conversar

Está no Blog do Negão:

No próximo dia 19 (sexta-feira), a Prefeitura de Manaus e o Governo do Estado vão estar no comando da segunda audiência pública que vai debater os destinos do lixo produzido em Manaus. Trata-se da primeira etapa para elaboração da lei do Plano Diretor de Resíduos Sólidos (PDRS) que vai nortear o sistema de gestão ambiental de Manaus, para as próximas décadas. Antes de ser implantado, o PDRS será discutido com a população, no auditório da Prefeitura, a partir das 8h30.

O PDRS se baseia nos princípios de não-geração e de redução da geração de resíduos sólidos, ou seja, traça normas e regras para que a população produza cada vez menos lixo e, de preferência, não produza nenhum partindo para a reciclagem e reaproveitamento de tudo que consome. O PDRS vai, por exemplo, descrever as ações que devem ser adotadas pelo poder público para reduzir a produção de lixo; como proceder na hora da retirada dos resíduos e como isolá-los depois de identificado e ainda regulamentar o acondicionamento, identificação, coleta e transporte (interno e externo), armazenamento temporário, tratamento interno e externo, coleta e transporte externo até sua disposição final.

O titular da Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos, José Aparecido dos Santos, destaca a importância do debate em torno das novas normas. “É esse conjunto de regras, essa nova lei, que vai determinar o comportamento, tanto do poder público quanto da sociedade, no que diz respeito ao futuro ambiental da cidade”, explica ele. Segundo Aparecido, decidir o que fazer com o lixo produzido é uma das maiores dúvidas das sociedades contemporâneas. “Nós estamos tendo a oportunidade de planejar o que faremos em uma cidade que atrai olhares do mundo inteiro por sua localização em meio à maior floresta tropical do mundo e com alto índice de preservação regional”, aponta José Aparecido.

O anteprojeto do Plano Diretor de Resíduos Sólidos da cidade de Manaus está sendo elaborado pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam), contratado pelo governo do Estado através do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim). “A chave para elaboração deste projeto está fincada no conceito de gestão integrada de resíduos sólidos”, explica o secretário José Aparecido. Isso significa metas e objetivos que visem principalmente a redução de resíduos sólidos; a reutilização e reciclagem; a prestação do serviços de coleta e limpeza sejam extensivos a toda a população; a promoção do tratamento e da disposição final; a inclusão social e econômica dos catadores de materiais recicláveis e a sustentabilidade envolvendo as dimensões ambientais, social, cultural, econômica, política e institucional.

Braga reincide no crime ambiental e não deve receber o Bolsa Floresta

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Máquina do governo estadual, universalmente conhecido pela causa da preservação ambiental, derruba ilegalmente árvores em Manaus.

O governo foi autuado pela Prefeitura, recentemente, pelo crime ambiental.

Pelo jeito não adiantou. Manter a floresta em pé é coisa pra ribeirinho.

A foto foi publicada no Twitter pelo jornal Dez Minutos.

Desmatamento antecipado


Por enquanto a futura ponte Manaus e Iranduba ainda é uma grande linha de gigantescos pilares que atravessa o Rio Negro. A inauguração, segundo a previsão oficial, só deve ocorrer em dezembro do ano que vem. Mas os impactos da obra já são sentidos, e muito, na margem direita. Este ano, o desmatamento e o número de focos de calor detectados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) voltou a crescer, após terem praticamente sido nulos no ano passado.

Em 2008, apenas 1,9 Km2 de matas primárias foram destruídas. Até setembro deste ano, já tinham sido 5 Km2. Nem o fato de a área do município estar sobre uma Área de Proteção Ambiental não serviu para que este crescimento tenha sido organizado ou respeitado às leis ambientais.

“A ponte é necessária. A cidade precisa de espaço para crescer. Manaus espremida entre os rios Negro e Tarumã, com a Reserva Ducke do outro lado. Mas não podemos repetir do outro lado, os mesmos erros cometidos aqui, como invasões de terra”, afirma o o pesquisador José Glauco da Costa Nascimento, professor da Universidade do Estado da Bahia.

José Glauco veio a Manaus fazer doutorado sobre regeneração florestal no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e acompanha a situação em Iranduba. Para ele, o grande problema é falta de governança, ou seja, de uma ação eficaz do estado para evitar os impactos negativos da obra.

Até o ano passado, a maior parte do desmatamento do município era relacionado ao consumo de madeira para olarias, que ainda preferem consumir madeira da mata nativa ou de áreas em regeneração à reposição florestal. Mas no ano passado, o apetite das fábricas de tijolos por florestas foi freado por operações do Ibama e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). “A diferença é que agora as árvores estão virando fumaça antes de ir para as olarias”, afirma o pesquisador.

Leia a reportagem completa de Vandré Fonseca no site oeco.com.br

Ab’Saber: COP-15 é farsa; Amazônia crescerá com aquecimento

Geógrafo acredita que Copenhague não chegará a acordo

Carolina Oms escreve para a “Terra Magazine”:

Atento aos estudos sobre os impactos das mudanças climáticas globais e às notícias sobre a Cúpula do Clima (COP-15) em Copenhague, Dinamarca, o geógrafo Aziz Ab’Sáber, 85, considerado referência no assunto, retifica a tese de que o planeta está mesmo aquecendo. Mas não acredita que as medidas apresentadas na conferência possam impedir esse processo.

O professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) classifica a conferência como “farsa”. “Em um lugar com mais de 1.000 pessoas, não pode haver debate ou questionamentos”, justifica.

Tampouco acredita nas metas levadas para a redução de emissão de CO2: “São metas irreais. Quando um país leva uma meta que vai reduzir 40%, por exemplo, não vai”.

Ponderado, o professor, critica os que ele chama de “terroristas do clima”: “Não tenho dúvida de que as causas (do aquecimento) não são tão perfeitas quanto eles pensam”.

Experiente, Ab’Saber estuda geografia há 68 anos (ingressou aos 17 no curso de geografia da USP), ele afirma que os “terroristas” não consideram os movimentos periódicos do clima ou as variações climáticas ao longo da história da Terra.

Sobre as consequências catastróficas prenunciadas pela maioria dos cientistas, ele também faz inúmeras ressalvas. Para ele, o aquecimento não causará a desertificação das florestas tropicais, ao contrário. “A tendência, no caso da mata Atlântica e da Amazônia, é que elas cresçam”, defende.

Leia os principais trechos da entrevista:

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BR-319, por onde vai sangrar a Amazônia

Por Daniela Chiaretti

Nos últimos dias de março um avião sobrevoou o sul do Amazonas acompanhando, lá embaixo, um risco de terra rodeado de floresta por todos os lados. Supõe-se que o governador Eduardo Braga (PMDB-AM) e o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR-AM) tenham espiado pela janelinha como a natureza comeu a BR-319, construída pelo governo militar na década de 70 e por onde o último ônibus de linha passou há mais de vinte anos. A pavimentação da rodovia, uma obra que está no PAC, foi orçada em R$ 600 milhões e é considerada uma temeridade por ambientalistas e cientistas, tem potencial para ser a nova dor de cabeça ambiental do governo Lula. A estrada, no caso, parece ser menos uma via de transporte que um forte instrumento político.

Que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes quer o asfalto no meio da floresta, ninguém duvida. O processo, brecado em setembro pelo ministro do Meio Ambiente Carlos Minc (que exigia a criação de um cinturão verde para minimizar o estrago), está a todo vapor. Um EIA-Rima de umas três mil páginas produzido por uma equipe mutidisciplinar da Universidade Federal do Amazonas deu entrada no Ibama em 12 de fevereiro. Pouca gente viu (e leu) o tijolão difícil de baixar na internet, mas o Diário Oficial da União acaba de publicar a data das audiências públicas previstas para discutir a obra em Porto Velho, em Rondônia (23/04), e Humaitá (22/04), Careiro da Várzea (27/04) e Manaus (28/04), no Amazonas. Parece uma corrida contra o tempo para liberar o rolo-compressor.

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“Não existe aquecimento global”, diz especialista brasileiro

Por Carlos Madeiro

Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos.

Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O metereologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.

UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?

Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E ele tem um período de 90 anos aproximadamente em que ele passa de máximo de atividade para o mínimo. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, depois entrou em baixa atividade novamente no final de 19 e inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22

Leia mais na entrevista especial para o UOL Ciência e Saúde. (dica do Rommel Sousa, via Twitter)

Arthur fala do clima e contesta secretário da ONU

Ao falar, hoje, no Senado, da Conferência que se realiza em Copenhague, a respeito das mudanças climáticas, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), aproveitou para lembrar e contestar declaração do secretário-geral da ONU sobre o Brasil. O senador assinalou que, em setembro, quando se encontrava em Genebra, Suíça, o sul-coreano Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, disse que o Brasil deveria “deixar de usar o argumento da soberania para impedir qualquer sugestão sobre a Amazônia”.

Essas declarações, na época interpretadas como pressão sobre o presidente Lula, não foram, segundo o senador, nem desmentidas nem confirmadas. Elas traduzem, a seu ver, pensamento existente em alguns círculos, no exterior, mas não as vê como ameaça real, pois “é inabalável a soberania do País sobre a Amazônia, que é Terra Brasil”. O líder tucano disse ser cedo para prever os resultados do encontro. Está certo, porém, de que “a oportunidade é das melhores dos últimos tempos para a adoção de providências globais, de envergadura, para a salvação da Humanidade”. “Espero – frisou – que os participantes possam assumir as responsabilidades que o momento lhes impõe.”

Arthur Virgílio acrescentou que sempre foi contrário ao desmatamento na Amazônia, defendendo, sim, a exploração sustentável dos recursos florestais. Agora mesmo viu com certa reserva a informação de que nos últimos 12 meses houve redução de 46% no desmatamento em relação ao ano anterior. A notícia é boa, segundo ele, mas há outro dado preocupante: em apenas um mês, de junho para julho últimos, houve crescimento de 18,5%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Da assessoria.

Conferência climática: 1.200 limusines, 140 jatinhos e fatias de caviar

Num dia normal, Majken Friss Jorgensen, diretor-gerente da maior companhia de aluguel de limusines de Copenhagen, diz que sua empresa tem doze carros nas ruas. Durante a conferência para salvar o planeta, que abre amanhã (hoje, segunda, 07), Majken terá 200 limusines na rua. “Nós pensamos que eles não iam usar muitos carros, já que é uma convenção sobre o clima”, ela diz. “Mas parece que alguém consultou a previsão do tempo na semana passada.”

Leia a história completa (em inglês) no site do Telegraph. Indicação via @aon1, no Twitter.