Skip to content

Archive

Category: Internacional

O Bossa Conference tem se consolidado nos últimos anos como um dos grandes eventos mundiais sobre open source, tecnologia e dispositivos móveis. Todos os anos, centenas de desenvolvedores do mundo inteiro se encontram nesse evento para discutir o que há de mais avançado na área.

A excelente notícia para nós é que nesse ano o evento veio pra Manaus!

Quem é da área sabe que um evento dessa magnitude é raro acontecer por aqui, o que torna essa uma oportunidade ímpar.

Você pode conferir a programação atualizada em: http://www.bossaconference.indt.org/programme.

A Comunidade Sol está apoiando a realização do evento, e temos ingressos com preços promocionais disponíveis.

Inscrição normal: R$180,00

Inscrição via Comunidade Sol: R$100,00

Se você tiver interesse, entre em contato com a gente o quanto antes pelo e-mail faleconosco@comunidadesol.org.

Fonte: Blog da Comunidade Sol

O cético pensador radicado nos EUA diz que as campanhas da web não resolvem nada

Maurício Meireles, no site da revista Época.

Salvem as baleias do Ártico e as crianças africanas. Petições assim circulam na internet em busca de apoio às causas mais diversas. Você pode jamais ter assinado uma delas – mas sua caixa de correio com certeza já recebeu inúmeras. A revolta virtual que motiva campanhas assim pode aliviar a consciência, mas não resolve nada. É o que afirma o pensador bielorrusso Evgeny Morozov. Pesquisador da Universidade Georgetown, nos Estados Unidos, ele até criou um termo para descrever as campanhas que tentam mobilizar as pessoas por meio da web. É o slacktivism (algo como ativismo preguiçoso, em português). Na opinião de Morozov, que defende suas ideias no blog Net.effect, essa onda contagia as pessoas que têm preguiça de se envolver em causas, mas são ansiosas por se sentir ativas.

QUEM É — Editor contribuinte da revista Foreign Policy e pesquisador do Instituto de Estudos Diplomáticos da Universidade Georgetown, em Washington, EUA

O QUE FEZ — Dirigiu a ONG Transitions Online, dedicada a promover a liberdade de imprensa nas ex-repúblicas soviéticas

O QUE PUBLICOU — Além de artigos em jornais como The New York Times, tem o blog Net.effect, no site da Foreign Policy

ÉPOCA – Que mudanças a internet trouxe para o ativismo?

Evgeny Morozov – Ela reduziu muito os custos de publicação e tornou mais fácil encontrar apoio, mas isso não quer dizer muita coisa. Quem garante que esses apoiadores serão realmente úteis ou estarão dispostos a ir às ruas? Da mesma forma que a rede diversifica o ativismo, ela também sofistica a vigilância e o controle. Os protestos são identificados mais rapidamente, as autoridades também reagem com mais prontidão. No passado, os ativistas tinham de tomar cuidado com os canais usados para se comunicar. Hoje, a comunicação é feita em espaços públicos, como o Twitter e o Facebook. Não é que o ativismo on-line não possa ser eficiente, mas os protestos ficam prejudicados se o alvo souber tudo de antemão.

ÉPOCA – A campanha eleitoral de Barack Obama é apontada como um marco de ativismo on-line, com resultado concreto na vida real. Por que a mesma coisa não poderia acontecer em outros lugares?

Morozov – Um dos principais erros cometidos por políticos e analistas é pensar que, se a tecnologia teve determinado efeito nos EUA, acontecerá o mesmo em qualquer lugar. É claro que, em democracias fortes, as campanhas de blogueiros podem levar o governo a mudar o rumo de suas políticas, mas isso só ocorre porque a sociedade civil usará seus meios para pressionar as autoridades. Em países como a Bielorrússia ou a Moldávia, a sociedade civil organizada nem sequer existe, porque a cultura democrática é frágil. O que funciona nos EUA não funciona na China. Na China nem há eleições.

continue reading…

Um estudo divulgado semana passada pelo Pew Internet & American Life Project revelou que jovens americanos estão perdendo o interesse em blogs e se concentrando cada vez mais em comunicações curtas. Especialistas em tecnologia afirmam que isto não significa o desaparecimento do ato de blogar – pode-se fazer uma comparação com o e-mail: ainda é algo útil, mas não tão charmoso. “Lembra quando receber um e-mail era algo excitante?”, diz Danah Boyd, do Centro Berkman para Internet e Sociedade, da Universidade de Harvard. “Agora, as pessoas usam outros canais [como redes sociais, vídeos e jogos] para as atividades mais divertidas”.

O estudo descobriu que 14% dos internautas entre 12 e 17 anos dizem blogar atualmente, comparado a mais de 25% em 2006. E apenas metade nesta faixa etária comenta em blogs de amigos; enquanto há três anos, 75% o faziam. Em pesquisa realizada com o grupo de 18 a 29 anos, o Pew encontrou resultados semelhantes.

Celular em alta

De maneira geral, estima-se que apenas um em 10 adultos usuários de internet mantém um blog – número que permanece constante desde 2005, quando os blogs tornaram-se uma atividade considerada mais “tradicional”. Nos EUA, isto significa que há mais de 30 milhões de adultos que blogam. “É considerável ir de zero a 30 milhões em dez anos”, afirma David Sifry, fundador do site de busca de blogs Technorati.

No entanto, de acordo com a pesquisa, a população de blogueiros está envelhecendo. A porcentagem de usuários de mais de 30 anos que mantêm um blog aumentou de 7% em 2007 para 11% em 2009. A diminuição do interesse dos jovens em blogar parece ter relação com a explosão das redes sociais. Segundo o estudo, quase 75% dos jovens de 12 a 17 que têm acesso à rede usam sites como o Facebook e o Twitter; há quatro anos, este número era de 55%. Hoje, mais jovens acessam a internet por meio de telefones celulares, o que também aumenta a necessidade de uma comunicação breve. Informações de Martha Irvine [AP, 3/2/10].

No Observatório da Imprensa.

Planalto ignorou carta das Nações Unidas, que agora preparam comunicado público expressando preocupação – De Jamil Chade, no Estadão:

A censura imposta ao Estado é um tema para as Nações Unidas questionarem o governo brasileiro. O relator da ONU para defesa da liberdade de expressão, Frank La Rue, enviou ao Itamaraty carta pedindo explicações sobre a mordaça no jornal e cobrando solução do caso.

Em sua avaliação, foi “terrível como precedente” a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada na quinta-feira passada, que manteve a censura. “Qualquer obstáculo ao trabalho da imprensa é um ato antidemocrático”, disse o relator.

Desde 31 de julho, o Estado está proibido de publicar reportagens sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que investigou e indiciou o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Na reclamação ao STF, o Estado afirmou que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal instaurou a censura judicial, proibida pela Constituição. O recurso foi arquivado por 6 votos a 3. O jornal vai recorrer.

A reportagem apurou com fontes da ONU que a carta foi enviada antes da decisão do STF. Mas até agora foi ignorada pelo governo, que não prestou informações. Os relatores de Direitos Humanos da ONU têm como mandato fiscalizar e avaliar a situação de diversos temas em todos os continentes. O instrumento que contam para pressionar por mudanças é o diálogo com os governos e a capacidade de influenciar a opinião pública mundial

Por Carlos Madeiro

Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos.

Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O metereologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.

UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?

Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E ele tem um período de 90 anos aproximadamente em que ele passa de máximo de atividade para o mínimo. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, depois entrou em baixa atividade novamente no final de 19 e inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22

Leia mais na entrevista especial para o UOL Ciência e Saúde. (dica do Rommel Sousa, via Twitter)

Há 18 anos de diferença entre as duas fotos abaixo. Numa delas, baterias anti-aéreas israelenses se defendem dos misséis Scud iraquianos na primeira Guerra do Golfo, em 1991. Na outra, publicada nesta sexta pelo perfil do jornal Dez Minutos no Twitter, Manaus vê em seu horizonte o clarão das queimadas que tornaram a manhã deste sábado uma das mais esfumaçadas de sua história de preservação ambiental, créditos de carbono e florestas em pé.

E então, à primeira vista, você saberia diferenciar Manaus de 2009 e Tel-Aviv de 1991?

Nas CNTP — Condições Normais de Temperatura e Pressão, e assumido que uma cidade como Manaus já teria criado anticorpos contra certo tipo de doença, jornais utilizados tão somente para fins políticos já seriam uma página virada da vida dessa sociedade, que por tantas vezes já assistiu o mesmo tipo de expediente engendrado por políticos e seus amigos alaranjados. Comercialmente, o que ocorre no mercado jornalístico de Manaus é um exotismo difícil de explicar, afinal, como pode o mesmo grupo de políticos e empresários, depois de seguidos insucessos na área, insistir cada vez mais na injeção de milhões de reais num setor tão caro e exposto como o jornalismo impresso? Afinal, que fascínio as impressoras e a complicada logística exercem em empresários que pouco têm de intimidade com a notícia, a paixão pela verdade e a busca pela informação, seja ela qual for?

A hipótese mais provável é a de que gastar o dinheiro alheio não dói. Se esse dinheiro é público (ou seja, de ninguém), as aventuras são ainda menos arriscadas, e os fracassos menos doloridos. Para uma classe seletíssima de empresários amazonenses, investir milhões num jornal é como arriscar mais uma vida na partida de videogame. Não há morte real, fracasso retumbante. Se os créditos acabam, basta que se comprem novas fichas e tudo recomeça. Para essa classe de pessoas, a vida é esta mesmo, vai do Game Over ao Restart num apertar de botão.

Aqui cito o jornalista Luis Nassif — Watergate tinha dois repórteres espertos – Bob Woodward e Carl Bernstein – e um editor memorável – Ben Bradlee – que filtrava todas as informações e só permitia a publicação daquelas confirmadas por pelo menos três fontes. Até hoje Bradlee é um dos símbolos do bom jornalismo e exemplo para jornalistas de todas as partes do mundo. O escândalo divulgado pela Folha na sexta-feira – um artigo de um dissidente do PT, César Benjamin – acusando Lula de ter currado um militante do MEP no período em que esteve preso no DOPS, é um dos mais deploráveis episódios da história da imprensa brasileira. E mostra a falta que fazem pessoas da envergadura de Bradlee.

continue reading…

Adolf Hitler em sua Mercedes “azul meia-noite”, cercado pela multidão em Sieg Heiling em 1937. Foto: © Bettmann/CORBIS

Exibindo sua impressionante coleção de carros clássicos, Dmitry Lomakov explica a paixão dos russos por carros nazistas. “São símbolos da vitória russa”, diz ele. “Para os russos, a Segunda Guerra Mundial não é um evento histórico. Para nós, aconteceu ontem.” Lomakov é o diretos do museu de carros antigos de Moscou, cuja coleção, num hangar congelante, inclui três carros raros, pertencentes aos nazistas. “Comprar um carro nazista é como ‘mostrar o dedo’ para Hitler”, ele explica. À esquerda da porta de entrada, está a Mercedes Benz 540K de Joseph Goebbels, comprada pelo pai de Lomakov em 1972 depois que ele a viu enferrujando num jardim da comunista Letônia. Então surge a Limusine Horch-853 de Hermann Goering. Próximo dela está a relativamente modesta Mercedes-Benz 320 de Martin Boorman, usada por seu cozinheiro para carregar sacos de batatas. No início desta semana, um colecionador anônimo arrematou o troféu definitivo: uma Mercedes-Benz 770K azul escuro, pertencente a Hitler.

Leia a matéria completa (em inglês) no site do jornal The Guardian.