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Mercenaries Moto Clube inaugura nova sede dia 6

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Notas de segunda-feira

Manacapuru 1 — O presidente do TRE-AM, desembargador Ari Moutinho, simplesmente cancelou o julgamento que cassou o mandato do prefeito de Manacapuru, Edson Bessa. Moutinho alegou que o julgamento estava cheio de vícios e que não ficou comprovada a compra de votos. Foi Ari Moutinho quem recebeu, pessoalmente e a dois dias da votação, a denúncia do juiz Luiz Cláudio Chaves, da compra de votos e do uso da máquina pública em favor do então candidato Bessa. A denúncia do juiz apontava várias irregulariades praticadas não só pelo candidato, mas também pelo próprio governador Eduardo Braga.

Manacapuru 2 –Entre as irregularidades apontadas pelo juiz consta a distribuição de sacolas de rancho na madrugada, desligamento dos grupos geradores para a efetivação de entregas de sacolas de rancho, distribuição a quatro dias das eleições de títulos definitivos de terra, parcialidade da Polícia Militar, além de ameaças partidas tanto do governador Eduardo Braga quanto do ministro Alfredo Nascimento, dirigidas ao povo do município. Carros de som, com a voz gravada de ambos, diziam à população que se Bessa não fosse eleito o município não contaria com os investimentos dos governos estadual e federal.

Manacapuru 3 — A decisão de Ari Moutinho é mais uma daquelas que dá aos minimamente entendidos a sensação de que a Justiça amazonense, especificamente o TRE, precisam sempre estar vigiados pelo CNJ. Na última visita do órgão ao Amazonas, muita coisa foi colocada em ordem. Talvez seja a hora de outra visita.

Não pode 1 — Ligações telefônicas avisavam a equipe de redação do jornal Amazonas Em Tempo, durante a semana passada, que estavam proibidas matérias sobre crimes não solucionados nas páginas do veículo. A ordem era expressa da diretoria, e apenas crimes em que o autor estivesse preso poderiam ser publicados. Foi também na semana passada que o empresário Leandro Guerreiro matou um policial militar dentro de sua loja. É a solução governamental para reduzir o índice de violência no estado: não publicar violência. Fácil, não?

Não pode 2 — Há fortes indícios de que Guerreiro foi protegido por entes do governo estadual. Apesar de o autor do assassinato ser conhecido e ter se apresentado à polícia, o jornal não publicou a notícia que varreu a cidade. O silêncio foi no mínimo estranho, especialmente para um jornal que começou a semana denunciando assassinatos e violação de cadáveres de um acidente aéreo com mais de 30 anos de idade.

Valeu, hein! — Donmarques Mendonça, candidato derrotado à Prefeitura de Itacoatiara, ligou pessoalmente para o secretário de Governo José Melo, assim que ficou sabendo de mais uma das visitas de cortesia do onipresente braço-direito de Braga a figuras influentes da cidade, dessa vez uma desembargadora do TRE. Donmarques agradeceu Melo pelo suposto empurrãozinho que o secretário teria dado à manutenção de Antônio Peixoto no cargo. Peixoto foi cassado pelo TRE, mas hoje governa sob liminar concedida pela desembargadora.

Obra caseira — Estranho também foi o silêncio da TV Amazonas sobre o episódio em que o secretário municipal de Infraestrutura, Américo Gorayeb, agrediu o porteiro de um condomínio residencial, na companhia de duas filhas. Para a emissora de Felipe Daou, só há uma coisa mais religiosa do que a missa de domingo e a prática dos ensinamentos da Santa Igreja Católica: todo santo dia Américo Gorayeb ocupa metade do noticiário da tarde na emissora. Gorayeb e Vicente Nogueira, da Educação, são os artilheiros do campeonato municipal de exposição em veículos privados de comunicação.

E aqui? — Desde a semana passada, moradores da Baixada Fluminense, no Rio, podem acessar a internet de graça. O governo estadual disponibiliza conexão à rede para toda a população de São João de Meriti, a 60% dos habitantes de Duque de Caxias e Belford Roxo e a 20% dos moradores das cidades de Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis.

Quanta diferença — Se aproxima o fim de um ano diferentão para a imprensa da cidade de Manaus. Em 2009 os buracos viraram coisa da Cigás; a falta de água voltou a ser culpa da Águas do Amazonas; os ônibus voltaram a quebrar por culpa das empresas; os mototáxis invadiram as ruas vindos ninguém-viu-de-onde e a não há um só parlamentar televisivo cobrando providências do prefeito contra tudo isso.

Alô, Greenpeace! — Na rede social Twitter, várias pessoas perguntavam, durante a semana, pelo posicionamento da ONG Greenpeace quanto à fumaça que tem atormentado o manauara ultimamente. A organização tem escritório em Manaus e costumava estrelar matérias elogiosas ao governo de Eduardo Braga até pouco tempo. Por onde anda o Greenpeace?

Contrapé — Leonardo Sakamoto conta em seu ótimo blog que descobriu a real intenção de César Benjamin com seu artigo da Folha de S. Paulo, sobre o suposto assédio sexual de Lula a um companheiro de cela em 1980. Sakamoto avalia que Benjamin, no fundo, queria criar uma onda de protestos a favor do presidente, num movimento de unificação “das esquerdas” não visto desde 2002. Pelo jeito, César conseguiu. E ninguém percebeu.

IRP 1 — Em seu ex-blog, o ex-prefeito do Rio, César Maia, criou o IRP  da Prefeitura de Eduardo Paes. IRP é o Índice Redutor de Promessas, segundo o qual Maia compara o que foi prometido com o que agora é feito. Paes prometeu 40 unidades de pronto atendimento, agora vai construir 20. IRP = 50%. Paes prometia levar saneamento básico a 100% da Zona Oeste, agora promete umento para 30% da Taxa de Cobertura da rede coletora de esgoto com tratamento na Zona Oeste. IRP = 70%. Paes prometeu aumentar a rede de creches, triplicando o número de vagas, agora fala em aumentar o serviço em 66%. IRP = 45%.

IRP 2 — Que números surgiriam com a aplicação matemática do IRP em Manaus?

Os All-Star do Deco Salgado

Meu querido Deco Salgado, designer de mão cheia, está participando do concurso “art collabs“, da Converse, a fabricante do All-Star. No site, os designers cadastram modelos para o tênis mais querido do planeta e submetem-se à votação do mundo inteiro. O tema do concurso é “pop art”, e o Deco criou três modelos, inspirados em Andy Warhol, Lien Lichtenstein e Yayoi Kusama, ícones do estilo. Vá lá, cadastre-se neste link, conheça os três modelos criados pelo Deco e dê a sua nota. Não vote nele porque é meu amigo, porque é gente da melhor qualidade ou porque é manauara, apesar de ser tudo verdade. Vote porque o cara é bom mesmo, e os All-Star que ele criou, bem, são autênticos All-Star.

Clique na imagem para visitar a página do Deco no site.

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Mais sobre o Deco

Deco Salgado é Designer formado pela Universidade Federal do Amazonas. Habilitação em Projeto de Produto. Fez uso fruto do convênio da UFAM com a UFRJ e estudou dois anos no Rio de janeiro, onde participou da turma de Programação Visual da EBA, o que lhe rendeu conhecimento e gosto pela área de comunicação. Atuante na área de comunicação, tem Especialização em Comunicação & Marketing. Participou da equipe que criou e instituiu o valor do Design dentro de instituições públicas, case da Prefeitura de Manaus, como designer e Coordenador de Design, publicidade e marketing.

Colaborador em várias empresas no mercado de Manaus como Instituto Nokia de Tecnologia, Tape Publicidade e Rede Amazônica. Na área acadêmica, lecionando na Universidade do Norte [Uninorte] para o curso de Design e no Instituto Federal do Amazonas [IFAM] para curso de Publicidade e Propaganda. Hoje desenvolve projetos na área de design, branding e publicidade/comunicação como professor e profissional através do projeto da Créatif Comunicação Integrada, como sócio-proprietário e responsável pela equipe de criação.

Por que me fascinei por “Up”

Publicado originalmente em 22 de junho, nO Malfazejo.

Colby Curtin, de 10 anos, estava viva por um único motivo — um filme.

Desde o momento em que viu o trailer do filme de animação Up, da Disney-Pixar, Colby ficou desesperada para assistí-lo. Colby foi diagnosticada com câncer vascular há três anos, segundo sua mãe, Lisa Curtin, e no início de junho ficou claro que ela morreria logo. Colby estava tão doente que não conseguia sequer ser levada para o cinema para ver o filme.

Depois que um amigo da família fez diversas ligações para a Pixar para garantir que o último desejo de Colby fosse realizado, o estúdio decidiu ajudar.

A companhia enviou um funcionário com o DVD de Up, que está em exibição apenas nos cinemas, para uma exibição privada do longa, no dia 10 de junho. A animação começa com cenas mostrando a evolução da relação entre um casal. Depois de perder a esposa já na velhice, o agora rabugento homem lidá com a perda prendendo milhares de balões à sua casa, voando no céu e vivendo a aventura com um garoto.

Colby morreu sete horas depois de assistir o filme.

Com o velório planejado para a sexta-feira seguinte, Lisa Curtin comentou sobre como estava agradecida à Pixar — e ao filme Up — por terem sido parte do último dia de vida de sua única filha.

“Quando eu assisti o filme, eu não fazia idéia do tema do filme”, disse Lisa, de 46 anos. “Eu só pensava na palavra ‘Up’ e em todos aqueles balões, e eu juro, para mim aquilo significou que Colby estava indo para cima. Pro céu.”

A Pixar preferiu não comentar a história nem revelar o nome dos funcionários envolvidos na operação.

O trailer

Colby foi diagnosticada com câncer vascular em 23 de dezembro de 2005, depois que os médicos encontraram um tumor em seu fígado. Nos últimos dias, seu abdome estava com 94 polegadas, engolido por fluidos que não deixavam que a digestão fosse realizada corretamente. Carole Lynch, outra amiga da família, disse que Colby pesava apenas 20kg na fase terminal da doença.

Colby estudava na Escola Primária de Newport, e era conhecida por fazer os outros rirem, disse Terrell Orum, também amigo dos Curtin. Colby gostava de dançar, cantar, nadar e parecia mais madura do que outras crianças da mesma idade, disse Orum.

Em 28 de abril, Colby foi assistir “Monsters Vs. Aliens”, um filme em 3-D da DreamWorks, mas ficou impressionada mesmo com o trailer de Up.

“Depois daquilo, ela vivia dizendo ‘eu preciso ver aquele filme, parece tão legal’”, disse Carole Lynch. Colby adorava filmes, disse Lisa, sua mãe, e gostava mais dos filmes da Pixar porque era amava bichos.

Dois dias depois, o estado de Colby começou a piorar. Em 4 de junho Lisa pediu que uma enfermeira levasse uma cadeira de rodas para que sua filha pudesse ir ao cinema ver Up. O fim de semana passou, e a cadeira não veio.

Em 9 de junho, Colby não podia mais sequer ser levada ao cinema, e a família achou que ela fosse morrer sem conseguir ver o filme. Foi quando Orum, desesperado para que Colby realizasse seu último desejo, começou a ligar para o estúdio, para saber se alguém podia ajudar.

Diretores da Pixar, depois de ouvir a história, concordaram em mandar alguém para a casa da menina no dia seguinte. Depois de avisada, Lisa perguntou à filha: “Você acha que consegue aguentar?”. “Eu estou pronta (pra morrer), mas eu vou esperar o filme”, respondeu Colby.

O filme

Ao meio-dia e meio, o funcionário da Pixar chegou à casa dos Curtin com o DVD, uma sacola com animais de pelúcia dos personagens e um pôster do filme. Ele explicou alguns detalhes do filme e todos se arrumaram para assistir Up.

Colby não conseguia ver a tela por causa das dores, e manteve os olhos fechados. Sua mãe contou o filme enquanto assistia, cena por cena. Perguntada se tinha gostdo do filme depois do final, Colby conseguia apenas acenar com a cabeça que sim.

“Ele não podia ter sido mais legal”, disse Carole Lynch, que assistiu ao filme com a família, sobre o funcionário. “Ele simplesmente não conseguia parar de chorar”, ela disse. Depois do filme, o pai de Colby, Michael Curtin, divorciado de Lisa, chegou.

Colby morreu ao lado dos pais, às 9h20 da noite.

Entre as lembranças deixadas pelo empregado da Pixar, havia um “livro de aventuras” — um livro de anotações que a esposa do personagem principal do filme usava para narrar suas jornadas.

“Eu vou precisar preencher aquelas aventuras para ela”, disse Lisa Curtin.

Do site americano Findagrave.com, especializado em serviços póstumos, onde se pode deixar depoimentos, dedicar flores e publicar fotos sobre pessoas queridas que morreram.

O Gizmodo também registrou a história.