Archive for the ‘Eleições’ Category

A primeira vez de Dilma

Foto: Lalo de Almeida / Folhapress

O primeiro debate entre os candidatos à Presidência seguiu a temperatura da campanha até aqui. A despeito da guerra virtual entre os militantes dos dois principais candidatos, que já domina os espaços de discussão na internet há alguns meses, o clima foi de estudo do adversário. Nesse aspecto, o formato dos debates eleitorais acaba quase sempre engessando a discussão, que frequentemente é interrompida justamente quando engrena. O debate da Band, comparado ao aparato global, costuma ser mais solto, o que favorece o telespectador.

No fator “espetáculo” dificilmente seria diferente. Querer com Serra, Dilma e Marina as mesmas emoções que com Lula, Brizola ou Collor é o mesmo que procurar na Formula 1 de Button, Weber ou Massa o mesmo fascínio dos tempos de Senna, Prost, Mansell ou Piquet.

Plínio de Arruda Sampaio

Mas mesmo nas corridas de carro alguém precisa vencer. E nesse instantâneo fotográfico da corrida, Plínio de Arruda Sampaio, o melhor e mais envolvente dos radicais do PSOL, venceu. É claro, até o fim do campeonato ficará relegado à insignificância de sua sigla (ou equipe, no paralelo automobilístico que faço). Plínio, um dos intelectuais que fundaram o PT, encarna o personagem do franco-atirador que não pode faltar aos debates, mas tem o estofo humanista e a eloquência mais apurados do que a maioria dos chamados ‘nanicos’ de sempre. Não e político, e como tal, ficou à vontade para desmontar o discurso de todos os adversarios, sem medo de perder nada. Radical desiludido com o partido que fundou, mirou mais nos antigos companheiros do que no inimigo tradicional, o tucano Serra.

Marina Silva

Marina Silva (PV) é inatacável pela paixão com que defende suas causas, como o senador Cristóvam Buarque (PDT) quanto à Educação. Marina eleva o nível do debate. Uma pena que debate bom — porque o Brasil ainda precisa que seja assim — é exatamente o debate ruim. Há ainda muitas feridas brasileiras a serem expostas, e infelizmente debate de alto nível é algo que ainda não nos pertence. Foi exatamente nessa pretensão artificial de fazer um debate nobre que Arruda Sampaio saiu-se melhor, condenando o “bom mocismo” dos adversários. Marina foi o alvo do mais ferino ataque de Plínio, que a acusou de não saber pedir demissão — em alusão à saída da senadora do Ministério do Meio Ambiente.

É no lirismo e na paixão de Marina que moram suas maiores qualidades. Aqui retorno à comparação com Cristóvam, figura pública de quem é impossível falar mal. O problema, de um e de outro, é a dúvida sobre as qualidades administrativas — inclusive de conflitos entre tantas prioridades nacionais que não só as suas — de cada um. Nesse quesito, Marina e Buarque são indispensáveis por balancear o cenário, que ficaria ainda mais empobrecido apenas com Serra e Dilma, as equipes favoritas da temporada.

Dilma Rousseff

Dilma era o fenômeno a ser desmascarado. Na ótica tucana, foi. Visivelmente nervosa, ficou latente que, dos quatro presentes, era exatamente Dilma, a líder nas pesquisas e a candidata de um dos presidentes mais populares do mundo, a mais nervosa. A impressão que ficou foi a de uma aluna aplicada, mas que pecou pelo excesso de estudo. Dilma parece ter estudado demais para o vestibular da discussão ao vivo — tomou aulas particulares de vários ministros governistas sobre suas respectivas pastas –, e em vários momentos pareceu sofrer do ‘branco’ que acomete tantos estudiosos.

A esta altura, petistas podem sacar do bolso como desculpa exatamente o argumento que costumam usar para louvá-la: o ineditismo de ser uma mulher à frente das pesquisas, mesmo sem qualquer experiência em mandatos politicos, costuma ser discurso fácil da militância vermelha. O momento parece ser apropriado, talvez, para dizer que, nessa condição de caloura, Dilma até que foi muito bem.

Seu pecado, o mesmo de Serra, foi a dependência dos números. Pressionada por Serra e Arruda, a petista deu respostas evasivas a questões simples como sua posição sobre a propriedade rural (feita por Arruda), como quem dissesse “Professor, eu não sei essa resposta, mas me pergunte sobre empregos e programas sociais, foi pra isso que eu estudei!”. Somados os pontos positivos e negativos de sua apresentação, Dilma mostrou estar mais próxima do estereótipo cunhado pela oposição (de ser inanimado criado artificialmente por Lula, um genial Dr. Frankenstein político) do que da imagem de candidata de carne e osso.

José Serra

A incompetência de Dilma para se provar preparada só foi menor do que a incompetência de Serra para nocauteá-la. Aqui não avalio o que é realmente importante, como os dados e os prós e contras das eras Tucana e Lulista, mas essencialmente o debate, a fotografia da noite. Serra, como Dilma, é um piloto refém do excesso de informações da telemetria de seu carro. ‘Ajudado’ pelos dados das sondagens internas, ficou indeciso entre derrubar de vez a petista ou assoprar-lhe as feridas, e limitou-se a atacar cirúrgica e timidamente as fraquezas do discurso da petista.

Seguindo o franco-atirador Arruda, Serra mostrou-se o mais desenvolto. Mesmo pecando na decisão de atacar Dilma mais ou menos ferozmente, mostrou-se seguro. O problema de Serra, como com Alckmin, e genético. O paulistismo dos dois parece ser feito para lhes arrancar qualquer traço de carisma pessoal. Uma disputa presidencial é — feliz ou infelizmente — o balanceamento de muito mais fatores do que o preparo técnico e administrativo.

Serra, como Alckmin, soa falso ao ser sentimental, mesmo que não seja falso. Domina números, escolhe temas e aprendeu, com a experiência, a trabalhar com a dinâmica dos debates, aproveitando as sequências de respostas, réplicas e tréplicas a seu favor.

O debate da Band, como a maioria dos debates, decide pouca coisa. Nessa lógica, pode ter servido para que o PSOL de Arruda ganhasse mais simpatizantes entre a enorme parcela da população que detesta política e quer apenas bons ‘candidatos de protesto’. Dilma prova que não é Lula, Serra prova que não é bobo e Marina prova que segue seus princípios até o fim.

Não é a temporada mais emocionante da historia, e por vezes dá pra confundir petismo com tucanato na origem. O debate, mais do que outra coisa, mostra as semelhanças entre o candidato tucano e a candidata petista. Trazido para este patamar de comparação, Lula, um verdadeiro mago político moderno, saiu perdendo.

É talvez um Senna, tentando empurrar um Barrichello goela abaixo do Brasil.

Lula pode estar certo. Carisma por carisma, já que ele próprio não pode entrar na pista, melhor fabricar alguém do zero.

A disputa não é entre Serra e Dilma. É entre o carisma de um Senna aposentado e um séquito de pilotos medíocres.

Só falta o Curupira

A ascenção meteórica do micro-empresário Fernando Valente rumo ao Senado Federal começa a parecer reprise de novela. Com os novos desdobramentos da mais nova suspeita de extorsão contra Eduardo Braga (o caso da visita dos ‘emissários’ do PRB à sede do PMDB), fatalmente nos lembramos de outros carnavais.

Em 2004, por exemplo, a médica Soraia, que acusava Serafim Corrêa de ser pai do seu filho, desequilibrou a eleição a favor de Serafim. Soraia surgira da varinha de condão do então vereador Sabino Castelo Branco, que chegou a levá-la ao plenário da Câmara Municipal para um depoimento bombástico. Em 2005, em depoimento ao STJ, disse ter caído no “conto do vigário” de Sabino.

Em 2008, Renata Barros, comadre do então governador, surgiu num vídeo o acusando de corrupção ao lado do marido. Renata recebera a proteção do senador Arthur Neto, e passado o calor eleitoral, repensou sua vida, voltou para a felicidade do lar e retirou o que disse — possivelmente alegando privação temporária dos sentidos.

O que ocorre hoje? Fernando Valente, tão desconhecido até anteontem quanto Soraia e Renata, aproveitou a mania de chegar atrasado do ex-governador e registrou sua candidatura antes, como se, numa brincadeira de criança, tivesse corrido mais rápido ao final da música e sentado na cadeirona reservada a Braga, causando um rebuliço tremendo no meio dos bajuladores, assessores, amigos, familiares, jornalistas e blogueiros ligados ao ex-governador.

Ontem (terça, 13) à noite os capítulos desse Vale a Pena Ver de Novo começaram a se denunciar. Três bem intencionados senhores, anunciando-se emissários do agora poderoso Valente, ofereciam a Braga um acordo, que aparentemente envolvia dinheiro. O governador (opa, ex-governador!) não pensou duas vezes e acionou a polícia, deve ter dito José Melo, que no momento da suposta extorsão servia cafezinho a todos.

Fernando Valente, até março passado subsecretário de Amazonino Mendes, denunciou a trama. Valente tem dado mais entrevistas coletivas do que o delegado do caso Bruno, e seus quinze minutos de fama começam a se tornar perigosamente trinta.

Hoje descobriu-se que Marcius Filard de Souza, um dos homens detidos e que se apresentava como advogado de Valente, na verdade era correligionário do extorquido, Eduardo Braga. Filard é filiado ao PMDB desde dezembro de 2005. Na coletiva desta quarta, Valente repetiu seu mantra: “Não vou recuar”.

Já comentei aqui antes, no Amazonas o escândalo depende mais do malandro do que da polícia ou da imprensa. Soraia protagonizou, ao lado de Sabino, um dos espetáculos mais deprimentes da política amazonense. Renata, do ciclo de amizades do ex-governador, nunca dirá o que a motivou a denunciar o amigo e compadre. Fernando Valente, que já trabalhou com Braga, era subsecretário de Amazonino.

Novela boa é novela previsível. Precisa ter um galã, um vilão, uma mocinha, uma história de amor não correspondido, um núcleo cômico, uma vizinha fofoqueira, um filho misterioso, uma causa social e uma penca de espectadores em casa, aguardando pela dose diária de entretenimento.

O lamentável, nessa novela que se repete a cada dois anos, é que acabamos rindo de um filme que não é comédia, e sim um drama. Um drama que conta a nossa própria desgraça.

Március, o suspeito de extorquir Braga é do partido de Braga. Renata e Ney voltaram a ser o casal feliz e bem sucedido que sempre foram.

Soraia também voltou ao ninho. É candidata a deputada estadual pelo PTB, o partido do prefeito Amazonino Mendes, que ajudou a derrotar em 2004. O mesmo PTB hoje presidido por Sabino Castelo Branco, que em 2004 lhe passou o “conto do vigário”.

O mundo dá voltas, mas acaba sempre no mesmo lugar.

Em Manaus, PF usará táticas de combate pra evitar compra de votos

De Raphael Cortezão, no portal Terra:

A informação é do superintendente da Polícia Federal no Estado, delegado Sérgio Fontes, e o objetivo é coibir a compra de votos com dinheiro nas eleições deste ano.

As ações de fiscalização no embarque em aviões e barcos que partem de Manaus e de algumas cidades do interior do Estado já começaram a ser realizadas e seguem até o dia 3 de outubro, de acordo com o superintendente da PF. “Estamos empregando 60% do nosso efetivo nessas ações, além de dispormos de scanners e cães farejadores treinados para encontrar dinheiro”, disse Sérgio Fontes.

O passageiro que for flagrado com quantias expressivas de dinheiro na bagagem terá que explicar à PF a origem e o destino do montante transportado e ainda apresentar justificativa com os motivos que o levaram a transportar o dinheiro em espécie em vez de depositar no banco. “Para mantermos a segurança das ações, não podemos divulgar todos os pontos fiscalizados”, ressaltou.

Para o superintendente, o histórico de compra de votos em diversos municípios do Estado, durante eleições anteriores, reforçou a necessidade de adotar maior rigidez na fiscalização do transporte de dinheiro em espécie durante o período eleitoral no Amazonas. A própria capital do Estado e as cidades de Tapauá, Barcelos e Manacapuru tiveram casos de compra de votos nas eleições municipais de 2008.

Conforme prevê a Lei 9.504/97, candidatos que doarem, oferecerem, prometerem, ou entregarem dinheiro ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, ao eleitor estão sujeitos a multa de R$ 1 mil a R$ 50 mil e cassação do registro de candidatura. O eleitor que vender seu voto também pode ser processado criminalmente.

Papai do Céu tá vendo…

Suas ovelhas estão recebendo ’santinhos’, ou melhor, ‘discipulozinhos’ (evangélicos rejeitam a figura católica dos santos) sem os nomes de Vanessa Grazziotin (PCdoB) e Dilma Rousseff (PT).

É que a dupla, apesar de fazer parte da coligação de Dilma e Vanessa, decidiu ‘ungir’ candidatos de outras ‘denominações’ — ou declarar o desapoio às duas, quem sabe por vontade de Deus, contra o comunismo.

O que se prevê é que muitos candidatos da coligação de Omar vão agir assim, declarando apoio e pedindo votos apenas para Eduardo Braga ao Senado. Para Vanessa, nem um mísero ‘aleluia’.

Bonito, não?

O polvo deles e o nosso polvo

O vereador, que ainda não registrou sua candidatura ao governo do estado, teve seu nome colocado na boca do sapo — ou melhor, do polvo. A diferença é que, no caso da Copa, o polvo Paul, contra todos os prognósticos, acertou em apontar os espanhóis como vencedores da partida. Com o nosso ‘polvo’, o desmentido veio duas horas depois.

Em seu blog, hoje de manhã, nosso polvo, o coordenador de marketing da campanha do governador à reeleição, disse:

Hissa Abrahão não será mais candidato a governador

Postado por: [nosso polvo] em 07/07/2010 às 12h06

O vereador Hissa Abrahão (PPS) não será mais candidato a governador nesta eleição, decisão tomada já há 72 horas. O que ainda será decidido hoje a noite, em Brasília, é se o PSDB apresentará um nome em substituição ao vereador, a fim de não ceder o tempo de televisão de aproximadamente três minutos, metade para Alfredo, metade para Omar.

Perguntei diretamente ao vereador se ele realmente desistira da candidatura, e a resposta foi:

Sou candidato, se quiserem me derrotar que seja nas urnas, o que considero pouco provável.

E mais:

  • Critico de forma veemente aqueles oportunistas de campanha, que sem me consultar, estão falando de desistência, sou candidatíssimo.
  • Meus adversários estão ciente de nosso crescimento eleitoral e estão buscando formas antecipadas para me prejudicar.
  • Muito estranho o que ele [Durango] disse, notícia sem fundamento, não me consultou, muito estranho, ele que se diz tão sério.

Diante de uma ‘notícia’ tão grave (a desistência de um candidato ao governo do estado), é de se perguntar: afinal, qual é a jogada do nosso polvo em espalhar, pros seus leitores, uma notícia falsa?

Contam os mais entendidos no assunto que época de campanha é assim: quem trabalha com isso não pensa em outra coisa. O nosso polvo se diz muito experiente no assunto. Como responde pela coordenação de marketing da campanha do governador, não deve ter publicado a nota a troco de nada. Seria uma forma de evitar que votos do governador migrassem para a candidatura da ‘terceira via’?

O nosso polvo tem realmente oito braços. É publicitário, já foi comunista (sim, isso conta no currículo), é empresário, é escritor, é assessor político, é coordenador de campanha e é consultor. Mesmo com toda essa gama de atividades, nosso polvo ainda encontra tempo para, nas horas vagas, ser pesquisador isento.

Como publicitário, nosso polvo participa ativamente de campanhas de sucesso — sempre do governo, seja ele estadual ou municipal. Durante o processo licitatório pela conta de publicidade da Prefeitura, por exemplo, passeava entre o gabinete do prefeito e pelo escritório da empresa de publicidade que ganhou a conta.

Como comunista, ajudou o atual governador (que também põe isso em negrito no currículo) em sua campanha para vereador. Hoje não é mais comunista, como o governador. Mas o governador é o governo estadual, a amizade continua.

Como empresário, nosso polvo é um Midas moderno. O que toca vira ouro — ouro do governo, claro. Recentemente criou uma empresa para espalhar tevês de LCD pelos PACs e órgãos públicos do Amazonas, onde a massa passa as manhãs, enquanto espera por um atendimento, vendo e ouvindo propaganda — das empresas dele e do governo estadual, claro.

Como escritor, nosso polvo escreveu um livro cheio de fotos antigas de Manaus, ‘conseguidas’ do Acervo Público Municipal, criou uma editora, imprimiu, fez uma capa dura, fez um coquetel de lançamento (num prédio público) e vendeu 300 exemplares — para o governo municipal, claro.

Nosso polvo é também assessor político. Sem cargo algum, comandou a retumbante posse do atual prefeito de Manaus. “A troco de nada”, “apenas por amizade”, dizia o nosso polvo. Recebeu R$ 65 mil por essa amizade — do governo municipal, claro.

É também coordenador de marketing de campanha, nosso polvo. Do governo  estadual, claro.

É consultor também. Informal. Do governo, estadual ou municipal, claro.

Paul, o polvo que acertou todos os palpites até hoje sobre a Copa da África do Sul, deve ter fama efêmera. É alemão, e a uma hora dessas, com a derrota dos seus ‘donos’, deve ter ido parar numa paella de algum restaurante espanhol de Oberhausen. Não importa que tenha acertado.

Acertar todas não é bom negócio quando o palpite contraria o cliente. Se Paul, o polvo deles, fosse o nosso polvo, teria guardado o palpite da vitória da Espanha pra si e colocado um sósia dentro do aquário, pra dizer que a Alemanha venceria.

O nosso polvo sabe disso. Não à toa seus oito tentáculos, cada um com uma função, sempre estão dentro do mesmo pote.

O do governo, claro.

A batalha dos arautos

Foto: Raimundo Valentim

Acompanhei o desenrolar das duas convenções e o que vi foi uma cena de pré-guerra medieval. De cada lado das colinas, dois exércitos se amontoam com suas espadas, armaduras, lanças e arcos de guerra. À frente de cada exército, os generais consultam seus auxiliares, que se dedicam a olhar no horizonte e saber, de antemão, o tamanho do exército inimigo.

A tática, então, é a de amplificar o próprio poder. Para isso não faltam, de lado a lado, arautos, mensageiros e trombeteiros, além do maior número possível de soldados, de preferência aqueles que não sabem quem é seu líder, muito menos o inimigo — a maior parte quer apenas andar de ônibus de graça.

Nas guerras medievais, eram os arautos os encarregados de oferecer trégua, listar exigências e condições e dar a chance, ao inimigo em desvantagem, de se render. Hoje o que não falta é marqueteiro, mensageiro e trombeteiro. Na guerra moderna, um trombeteiro talentoso vale mais do que cem soldados. É dele a tarefa de espalhar o terror nas hostes inimigas, falando da morte sangrenta que terão, das poucas chances que têm, do tamanho da lança do patrão etc. O arauto era o famoso ficeleiro real, o animador de auditório da corte.

Em Henrique V, de Shakespeare, Montjoy, o arauto de Carlos VI, é enviado para dar aos ingleses a chance de rendição na guerra dos 100 anos. Para isso, os comunica que os franceses são 50 mil, contra os 10 mil ingleses. No dia seguinte, após a famosa batalha de Azincourt, 10 mil franceses estavam mortos, entre eles 126 príncipes. Os ingleses mortos eram vinte e cinco.

Foto: Raimundo Valentim

Durante a convenção de Alfredo, a estimativa dos organizadores era de até 5 mil pessoas presentes, segundo os arautos de Alfredo. Na convenção de Braga (e Omar, claro), hoje, eram esperadas 3 mil, segundo os arautos de Braga (e Omar, não podemos esquecer do Omar).

Nesse ponto da campanha, é a única coisa que conta: mostrar poder ao adversário como nas guerras medievais, enviando arautos (com suas vuvuzelas douradas) para oferecer rendição ao inimigo em número inferior. Se for possível exibir aos soldados o último casal da espécie em extinção inimicus communis, devidamente empalhados como troféus de caça, tanto melhor.

Claro, contam também os prefeitos do interior, com a coleira dos convênios estaduais no pescoço, os professores da rede pública, os deputados e suas ONGs, os vereadores e os cargos de seus parentes, mas essa é a menor parte. Há também os empreendedores pastores evangélicos, provando o sucesso do agrobusiness amazonense: na ovinocultura amazonense, o rebanho da espécie IURD está sendo negociado por R$ 5 milhões neste momento.

Pouco importa o tamanho de cada exército. Com 5 vezes menos soldados, Henrique V venceu os franceses com um discurso belíssimo e patriótico, incentivando seus homens a lutar por suas famílias, sua honra e sua nação.

Os exércitos de hoje são movidos apenas pelo vazio, talvez pela algazarra coletiva. Não carregam mais lanças nem escudos, apenas cartazes e faixas de gente que nunca viram.

É a repetição, e a repetição, e a repetição da mesma morte de sempre, a morte social. Henrique V ofereceu aos seus homens a possibilidade de escreverem seus nomes na história. Os trombeteiros de hoje precisam apenas oferecer uma carona. Se rolar um ovo coberto com refresco de caju geladinho, então, o exército se multiplica.

Hoje pouco importa se a carona é para uma morte certa num campo de batalha distante.

Para os soldados de hoje, o que vale é a carona.

E a merenda de graça, claro.

Vice enrolado com merenda escolar!

Bastou que o PSDB e o DEM anunciassem a escolha de Índio da Costa como vice na chapa de José Serra (PSDB), e o exército lulista já pescou curiosidades sobre a biografia do ex-sub-prefeito de Copacabana. Uma é a de que Índio já teria admitido ter namorado a filha de Salvatore Cacciola. A que me chegou por email agora (de um amigo) é sobre rolos antigos do deputado do DEM. A notícia abaixo foi publicada no blog da vereadora Andréa Golvêa Vieira em 26 de janeiro de 2007. Andréa é do PSDB.

MEC confirma irregularidades na merenda

Imagem da matéria publicada pela vereadora em 2007

Relatório de Andrea fundamentou decisão.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, órgão do Ministério da Educação, confirmou parecer do Conselho de Alimentação Escolar CAE, que apontou irregularidades na execução, pela Prefeitura do Rio, do Programa Nacional de Alimentação Escolar, em 2005. O ofício do Ministério da Educação foi enviado ao prefeito Cesar Maia.

O parecer do CAE, confirmado pelo FNDE, diz que houve irregularidades, tanto na licitação para aquisição de gêneros alimentícios quanto na execução do contrato. O CAE constatou que a empresa Milano, vencedora de 99% do fornecimento de alimentos para a rede municipal de ensino, forneceu aos alunos carnes de má qualidade, oriundas do frigorífico Calombé, que, além disso, está inscrito na dívida ativa da Prefeitura. De acordo com as normas de licitação, estando nessa situação não poderia fornecer os alimentos. Mais: a Milano e a Calombé pertencem à mesma família.

O relatório do CAE diz ainda que, naquele ano, apenas 60% dos alunos da rede receberam a alimentação, o que é confirmado pela própria Secretaria Municipal de Educação.

Assinado pela coordenadora Geral do Plano Nacional de Alimentação Escolar) do Ministério da Educação, Albaneide Peixinho, o documento que confirma as denúncias do CAE, exige providências imediatas do prefeito.

“Solicito a Vossa Excelência a adoção de imediatas providências, no sentido de determinar aos setores competentes a rigorosa observância aos preceitos estabelecidos pela legislação que rege a matéria, esclarecendo que as constatações relatadas no parecer supracitado do Município do Rio de Janeiro, bem como as orientações ora encaminhadas, encontram-se cadastradas nesta Aatarquia, para verificação do seu cumprimento em auditorias futuras.”

A vereadora Andrea Gouvêa Vieira, membro do CAE, foi relatora da CPI da Câmara Municipal que apurou as suspeitas sobre as irregularidades na licitação e no fornecimento da merenda. No seu parecer, o CAE utilizou informações desta Comissão Parlamentar de Inquérito. O relatório da CPI foi entregue no início do mês ao Ministério Público Federal e à Delegacia Fazendária, que investigam o caso. O documento relatado por Andrea Gouvêa Vieira pede a responsabilização civil e criminal do ex-secretário municipal de Administração Índio da Costa e da secretária municipal de Educação, Sonia Mograbi.

- Dinheiro público é sagrado e deve ser destinado exclusivamente ao bem-estar do cidadão. A omissão e as irregularidades nesse caso são ainda mais graves porque prejudicaram a alimentação dos alunos das escolas municipais – disse a vereadora.

Hoje, 30 de junho, a vereadora publicou nova nota:

A empresa Milano ganhou 99% do fornecimento da merenda. A licitação ocorreu num único dia e foi dividida 10 coordenadorias de educação (CREs). A empresa ofertou preços diferentes para o mesmo alimento. O preço do frango para Santa Cruz era 30% mais caro do que o frango que ia para as escolas de Campo Grande. Em Santa Cruz não havia concorrência… Como a empresa soube da falta de concorrentes é uma pergunta que permanece sem resposta… A prefeitura pagou à mesma empresa, pela mesma mercadoria, preços diferentes.

A CPI concluiu que Índio deveria ter cancelado a licitação, pois as regras do edital levaram a um resultado que contrariou o objetivo inicial, que seria o de atrair dezenas de pequenos comerciantes locais a fornecer para as escolas dos bairros. Assim, o fornecimento seria descentralizado e se chegaria ao melhor preço. Mas o que se deu foi justamente o oposto: as regras do edital de licitação provocaram a maior concentração de entrega de gêneros alimentícios na história da merenda escolar.

Durante a licitação, foram identificadas diversas irregularidades no registro das atas das reuniões de entrega, abertura e verificação de documentos. Chamou a atenção a Milano ter sido a única a ter acesso aos documentos das empresas concorrentes ainda durante o período em que a Comissão de Licitação analisava a documentação, no dia 23 de março de 2005, enquanto os pedidos de vista das demais só ocorreram após o dia 31 do mesmo mês, quando já havia sido anunciado o julgamento dos documentos.

Um ano depois, a Justiça obrigou a prefeitura a abrir o envelope de uma concorrente da Milano – a única que conseguiu liminar para que a Secretaria de Administração não destruísse sua proposta de preços. Se não tivesse sido desabilitada, esta outra empresa teria vencido a Milano em vários quesitos, com condições mais vantajosas para o Município.

A Prefeitura não conseguiu demonstrar como a Milano conseguiu um resultado tão favorável.

Houve apenas uma explicação dada por índio da costa e pelos diretores da Milano: que o acerto aconteceu em virtude do estudo das concorrências anteriores. Esta explicação levou a CPI a duas conclusões:

1- Se era possível antecipar resultados, houve falha nas regras do edital.

2- Se a Administração municipal aceitou pagar pelo mesmo produto preços diferentes, não cumpriu um dos preceitos da licitação, o do menor preço.

Estas duas conclusões deveriam ter levado a Secretaria de Administração a cancelar a licitação.

A CPI também concluiu que houve omissão, negligência e despreparo na fiscalização do contrato assinado com a Milano. A empresa entregou carne bovina e frango fora das condições exigidas.

Depoimentos de merendeiras e o relatório das visitas às escolas feito pelo Conselho de Alimentação Escolar (CAE), enviado à CPI, comprovaram a omissão da prefeitura que, apesar da reclamação das escolas, não exigiu o cumprimento do contrato.

O total de multas não passou de R$ 8.330,28, ao longo do ano, num contrato de R$ 75 milhões.

Documento em poder da CPI revelou que auditoria da Controladoria Geral do Município apontou a fragilidade no acompanhamento da execução do contrato. O documento propôs as ações para responsabilização civil e criminal dos infratores, os secretários de Administração e de Educação.

A CPI encaminhou o relatório ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público Federal, à Delegacia de Polícia Fazendária, ao Tribunal de Contas do Município e à Prefeitura do Rio.

Google lançará pacote de ferramentas para eleições 2010

Marina Novaes, do R7

Imagem: InfoAbrilResponsável pela rede social mais popular no país, o Google planeja lançar, em agosto deste ano, um pacote de aplicativos especialmente voltado para as eleições. Em 2010, a internet tem se revelado uma das ferramentas preferidas dos candidatos para mobilizar seus militantes e, ciente disso, a empresa aposta no “calor” da discussão política para atrair seus internautas.

De acordo com Félix Ximenes, diretor de Comunicação do Google Brasil, a ideia é promover espaços específicos para que os usuários possam discutir os rumos das campanhas eleitorais, assim como foi feito em 2008, mas de forma menos “tímida”.

- Nós fomos muito tímidos em 2008, até porque, o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] ainda não tinha muito claro o que podia ser feito ou não. Nesse ano, como o TSE liberou o uso da internet [para as campanhas eleitorais], com exceção à publicidade, e a gente vai ter novos aplicativos com todas as ferramentas disponíveis para ajudar o eleitor a tomar sua decisão e a participar do processo democrático.

Em 2008, a empresa criou recursos específicos para o debate eleitoral no Youtube (canal de vídeos); no Google Maps – com mapas indicando como chegar às seções eleitorais em todas as capitais brasileiras –; além do Orkut, onde os usuários acompanhavam enquetes sobre o tema.

Apesar de ainda manter em segredo os detalhes do lançamento, Ximenes aposta no sucesso da ferramenta, com a ampliação do debate na internet.

- Acreditamos muito na liberdade de expressão e os recursos específicos para as eleições fizeram muito sucesso em 2008. [...] Vamos só esperar passar essa euforia da em torno da Copa do Mundo e anunciaremos aplicativos e outras novidades, já que no Brasil, o debate político é sempre muito acalorado e as pessoas querem discutir.

Em crescimento no Brasil, o Facebook – concorrente do Google – não deve lançar um “pacote eleitoral”, porém, Júlio Vasconcellos, gerente de crescimento do Facebook no país, disse acreditar que as ferramentas já disponíveis possam ser úteis para militantes e partidos, a exemplo do que ocorre em outros países.

- Não temos nenhum aplicativo específico para as eleições, mas em outros países há partidos que usaram recursos já existentes no Facebook para chegar ao eleitor.

Polêmica

Apesar de ser a vedete dos candidatos à Presidência, o uso das redes sociais pelas campanhas ainda gera polêmica e desconfiança. Nesta semana, a Justiça Eleitoral determinou que o Google revelasse a autoria dedois blogs aparentemente criados por eleitores de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), com conteúdo favorável aos presidenciáveis.

Em debate nesta quinta-feira (17), os estrategistas virtuais do tucano e da petista, Sérgio Caruzo e Marcelo Branco, admitiram ser impossível fiscalizar o conteúdo veiculado por militantes na internet, e afirmaram que este é um dos “pontos obscuros” da lei eleitoral. Para eles, as campanhas devem orientar seus seguidores sobre as regras, porém, não podem ser responsabilizadas pelo que outros internautas publicam.

Tanto o responsável pelo Google no país, quando o gerente do Facebook, também disseram que é inviável fiscalizar o conteúdo gerado na internet. Mesmo assim, afirmaram que as empresas colaboram com a Justiça para que as regras sejam cumpridas.

Em 2010, a Justiça Eleitoral autorizou que os candidatos usassem ferramentas como Orkut, Twitter, Facebook em suas campanhas, e liberou os debates pela web.

Colaborou André Sartorelli, do R7

Veja mais

As evidências de um crime virtual

Por Brunno Batista.

Este é meu primeiro post em um blog e por um motivo bastante desagradável, mas tenho que fazê-lo para explicar os fatos ocorridos.

Todos vocês já conhecem a história de que circulou um e-mail difamando um grupo de pessoas, no qual estariam incluídos o meu nome e o de alguns amigos. O Não Senhor já provou que era tudo falso aqui e aqui.

No mesmo dia, resolvi fazer uma busca simples sobre o email e pedi uma cópia de um amigo que havia recebido a mensagem. Observei o HEADER (cabeçalho) do e-mail enviado e usei das evidências expostas em busca da origem deste e-mail.

Das Evidências

No HEADER do email, estava contida a seguinte autenticação:

//Received-SPF: pass (google.com: domain of news@mkvam.com.br designates 75.125.191.34 as permitted sender) client-ip=75.125.191.34;//

//Return-Path: //

//Received: from dedicado.icbeu.com (dedicado.icbeu.com [75.125.191.34])//

Ok, mas que porra é essa?

SPF ou “Sender Policy Framework”, é uma arma contra SPAMs desenvolvida com o objetivo de autenticar o email, não permitindo que outras “pessoas” utilizem o nome de um domínio para espalhar SPAMs na internet, gerando um endereço retorno válido para o devido email.

Mostrando como funciona: exemplo.com => SPF => “v=spf1 a mx ip4: 192.1.1.100/24 -all”. Isso significa que o domínio: exemplo.com só aceita o envio de emails do seguinte bloco de IPs: 192.1.1.100/24 e todos os outros serão negados/invalidados (-all).

Voltando para o email em questão, conclui-se que o domínio mkvam.com.br autoriza o envio de email usando seu nome pelo IP:75.125.191.34 e que a origem do email era o servidor icbeu.com.

De início achei que seria improvável alguém do ICBEU/MANAUS (INSTITUTO CULTURAL BRASIL-ESTADOS UNIDOS) estaria por trás desta manobra suja de difamação. Mas ainda havia muito o que se investigar.

Listas SPF

mkvam.com.br

SPF=> v=spf1 a mx ptr ip4:75.125.191.34 mx:mkvam.com.br ?all

icbeu.com

SPF=> v=spf1 a mx ip4:75.125.191.34 ?all

noticiasdoamazonas.com

SPF=> null

Análise dos Domínios

icbeu.com:

A pesquisa nos traz o seguinte:

Proprietário: INSTITUTO CULTURAL BRASIL – ESTADOS UNIDOS

Data Registro: 29/10/98

Servidor: ns1.icbeu.com (75.125.191.34) e ns2.icbeu.com(75.125.191.35)

Email: somente por contato via correio para os EUA.

mkvam.com.br:

Em uma busca básica temos as seguintes informações:

Proprietário: U R NEVES – ME, CNPJ: 06.164.678/0001-96, empresa aberta em 26/03/2004, de propriedade do Sr. Uily Roberto Neves Neto, economicamente ativa.

Data Registro: 21/05/2010

Servidor: ns1.icbeu.com e ns2.icbeu.com

Email: uilyneves@gmail.com

noticiasdoamazonas.com:

Proprietário: Paulo Massa Jr. (Provável que seja falso. Há um homônimo no site www.desaparecidos.org)

Data Registro: 12/05/2010

Servidor: ns1.hostnet.com.br e ns2.hostnet.com.br

Email: paulomassajr@globomail.com

Da Análise dos Fatos

O hotmail.com e gmail.com só aceitam o recebimento de e-mail se houver um certo tipo de registro TXT no DNS para identificar as permissões de envio de dados do domínio, e tais registros somente podem ser feitos no administrador do domínio.

Todas as empresas de hospedagem de domínio sabem do problema com invasões por hackers, e tomam as devidas providências para evitar mais de 2 erros ao logar, o que impediria um ataque do tipo “BRUTE FORCE” na tentativa de logar com sucesso.

Inclusive o próprio registro.br impediria esse tipo de acesso forçado para usar PROFILES de terceiros, bloqueando imediatamente ao segundo erro ou indefinidamente nos erros subsequentes. O mesmo acontece com os provedores de email, principalmente o GMAIL.com.

Conclusão

O domínio mkvam.com.br está hospedado no servidor icbeu.com. Um fato interessante é a data do registro deste domínio, 21/05/2010, exatamente a mesma em que a imagem do “contrato” e dos blogueiros “envolvidos” foi postada no twitpic e começou a circular nos e-mails.

O domínio mkvam.com.br foi realmente registrado por Uily Neves e ele cometeu o erro mais fundamental no envio de email nos dias atuais, o fator SPAM, que para ser aceito tem que ser autêntico e tem que ser feito manualmente por um sistema ADMINISTRATIVO de DNS. Mais um forte indício de que o domínio noticiasdoamazonas.com foi criado exclusivamente para abrigar o falso e-mail e o domínio mkvam.com.br foi registrado com o único objetivo de espalhar essa mala-direta. O ID do sr. Uily no site registro.br também foi modificado neste dia.

Telefonamos para o ICBEU e, para nossa surpresa, descobrimos que o sr. Uily Neves é funcionário de lá. Em conversas pelo Gtalk, ele confirmou que o domínio é dele e que está hospedado em um servidor do ICBEU, mas alegou que o mesmo sofreu uma invasão e que ele não tinha participação alguma no caso. Informou ainda que o problema seria solucionado e que isto não voltaria a acontecer.

O status inativo do domínio mkvam gerava um erro a quem tentasse acessá-lo. Curiosamente, depois do contato com o sr. Uily Neves, hoje o site encontra-se ativo e mostra o seguinte conteúdo.

Outra coincidência interessante é a data do primeiro tweet do sr. Uily Neves no twitter, 13 de abril, a mesma data em que vários perfis fakes foram criados para propagar a falsa denúncia contra nós.

Após contato telefônico, ele adicionou a foto no perfil.

Hoje o site do ICBEU apresentava erros em sua página inicial, o que levanta a suspeita de que sofria modificações, provavelmente alterações no banco de dados na tentativa de ocultar rastros.

Em busca de uma relação com o domínio de origem do e-mail (noticiasdoamazonas.com), acessei o globomail.com. E ao pedir o lembrete de senha do e-mail paulomassajr@globomail.com, que é o e-mail relacionado ao domínio noticiasdoamazonas.com no registro.br, retorna a mensagem do envio da senha para um e-mail secundário: “cristiano@salveoplaneta.com”.

O envolvimento de mais um nome, desta vez de alguém de fora do Estado levanta duas hipóteses: ou o tal Cristiano usou o servidor icbeu.com, através do domínio mkvam.com.br para enviar estes e-mails com o objetivo de não ser rastreado (chance remota, devido a dificuldade de invasão); ou atuou em parceria com o Uily (mais provável, até mesmo pelos indícios que envolvem a participação deste).

A responsabilidade do Cristiano no caso já está sendo investigada. Por enquanto pudemos perceber que ele é enrolado, cheio de sites, twitters e domínios registrados; e que ele é capaz de fazer esse tipo de trabalho. Resta saber se este ATO CRIMINOSO em específico foi realizado por ele e de quem partiu a ordem para seu cumprimento.

Brunno Batista
@brunnoihoax

OBS: Dados confirmados. Não faço esse tipo de investigação para terceiros.

PS: Alguém me informa o número da conta e o banco que está sendo depositado o meu salário, que eu não vi nada até agora.

Cinco dias depois, presepada rende demissão a funcionário do ICBEU

Recebi agora há pouco o seguinte email do Sr. Afonso Silva, Gerente de TI do ICBEU Manaus.

Boa Noite,

Segue algumas considerações

Tendo em vista os últimos acontecimentos envolvendo o ICBEU MANAUS, vimos esclarecer o que segue:

I – O ICBEU é uma Instituição que há 54 anos é a líder no ensino da língua Inglesa no Amazonas e é reconhecida pela Embaixada Americana, como uma escola de ensino de inglês, Classe A.

II – De acordo com os seus Estatutos, no art. 50, lê-se: “É VEDADO AO INSTITUTO DE PROMOVER OU PARTICIPAR DE QUALQUER ATIVIDADE POLÍTICO PARTIDÁRIA OU RELIGIOSA”. E, assim, vinha-se atuando, até que um funcionário de maneira irresponsável, pessoal, utilizou-se de sua ferramenta de trabalho, pois o mesmo exercia as suas funções laborais no CPD do IC BEU/ MANAUS, ao arrepio dos Estatutos, passou a denegrir a imagem de um pré candidato às eleições do pleito que se avizinha, e de outras tantas pessoas.

III – É necessário esclarecer ainda que o dito funcionário após a Diretoria, do ICBEU tomar conhecimento de tais fatos, imediatamente, afastou-o de suas funções laborais e demitiu-o, não mais pertencendo ao seu quadro funcional.

Essas eram as considerações que deveríamos fazer para o resguardo da integridade e da personalidade de uma Instituição que nunca se envolveu ou se envolverá com questões político partidárias de qualquer natureza.