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Category: colaborações

Recebi por email do meu camarada Robson Franco

Falar de transporte coletivo em Manaus me soa como um exercício de surrealismo. Ano passado, quando assumiu, o atual prefeito disse que em 90 dias a questão estaria resolvida. Piorou bastante, sobretudo após suas últimas medidas.

No final do ano passado, tentou jogar o engodo sobre as cooperativas mandando aumentar a tarifa de R$ 2 para R$ 2,50. Pensou que eles ficariam satisfeitos com o aumento no faturamento. Ignorou o fato de que cooperativa não visa lucro e sim o bem-estar de seus cooperados. As cooperativas fizeram pressão e ele recuou em sua medida. O objetivo era claro: sobrecarregar o sistema para fazer uma intervenção via contratações sem licitação, que é bem o seu estilo, após decretar estado da calamidade no sistema de transporte urbano. Não colou.

Hoje ele conseguiu criar o caos. Reduziu a frota de executivos e aumentou a tarifa de R$ 2,50 para R$ 3,00 e sobrecarregou o sistema. Paradas de ônibus cheias, ônibus superlotados, IMTT faturando multando as empresas que reduziram a frota. Não se assuste se dentro de alguns dias ele decretar estado de calamidade.

A questão do trânsito tem muitos parâmetros a serem considerados. Sempre insisti na contratação de um engenheiro de tráfego, coisa que não existe em Manaus. Passa pelo alargamento de algumas vias como Franceses e Pedro Teixeira, por exemplo. A ampliação da frota de ônibus que funcionem em horário pré-determinado, com conforto e segurança aos usuários. Ninguém vai se importar de pagar um pouco mais, ou melhor, o justo, por ter conforto.

Se houvesse ônibus no horário certo, com lotação aceitável, e as cooperativas deixassem de insistir em esperar uma licitação que núncia virá e entrarem no mercado de transporte escolar, centenas de veículos deixariam de circular, melhorando o tráfego nos momentos de pico. Isto tornaria o fluxo de veículos mais acelerado.

Não, eu não sou engenheiro de tráfego. Mas eu não sou burro.

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Tarcisio Serpa Normando


Tornei-me humanista através das leituras, nas longas viagens pelos rios do Amazonas, dos livros de Arthur Cezar Ferreira Reis, Leandro Tocantins e Agnello Bittencourt.

A declaração não é minha. É do Sr. Amazonino Armando Mendes, publicada em 1989, na reedição do livro História do Amazonas (Arthur Reis). Ela é muito feliz porque reconhece o valor dos autores regionais na produção de saberes sobre a problemática amazônica, especialmente seus processos de formação histórica. Uma pena que as últimas medidas adotadas pela SEMED renegam essa centralidade.

Sob pretexto de modernizar a educação e melhorar a nota do IDEB, foi extirpada dos currículos das escolas municipais, a disciplina Fundamentos de História do Amazonas, responsável pela introdução de muitas das questões levantadas por esses pensadores e, principalmente, por discutir cidadania. Como historiador e professor, gostaria de advertir o leitor de como essa mudança, aparentemente simples, pode comprometer as gerações futuras de estudantes manauaras.

A partir do momento que foram firmados convênios entre Estado e municípios com a UFAM e UEA para oferecimento de turmas especiais de graduação, oportunizou-se que centenas de professores melhorassem suas condições de ensino através do estudo dos fundamentos teóricos e metodológicos da disciplina História. Muitos tomaram contato com os processos que ajudaram a fazer do Amazonas o que ele é hoje. Perceberam que há muito que pesquisar sobre a região e que poderiam contribuir na tarefa árdua de reflexão sobre a História amazonense.

Em conseqüência, acredito que a formação inicial inflamou os novos historiadores a ampliar seus horizontes e desbravar temas, objetos e abordagens que ainda não tinham sido devidamente mapeados. Em alguns casos, as inquietações renderam dissertações e teses. Em muitos outros, colaboraram para fazer das aulas momentos colaborativos de construção de conhecimento histórico sobre a globalização, as comunidades quilombolas sobreviventes no norte do país ou a situação do transporte público em Manaus, por exemplo.

É um processo que levará ao fim o ensino decoreba que torna a escola um lugar chato e sem significado afetivo para o estudante. Assim, o estudo da História do Amazonas conquista o aluno, fazendo-o perceber que a violência que assola seu bairro ou a falta de emprego que atinge sua família foram frutos de idéias e ações tomadas por indivíduos num determinado momento no passado e que, portanto, podem ser transformadas, cabendo-lhe um papel protagonista.

Por isso é um engano pensar que focar o ensino apenas nas disciplinas de língua portuguesa e matemática trará desempenho de qualidade no IDEB. Elas são importantes, evidentemente, mas precisam das demais para, juntas, ajudarem os jovens a ler o mundo na sua complexidade. Não se pode abrir mão de professores interessados em fazer da sala de aula um lugar estimulante por conta de uma corrida alucinada por notas. Discutir os Fundamentos da História do Amazonas é possibilitar que o aluno entenda suas raízes sociais e culturais e perceba que, individual e coletivamente, é ele quem escreve a História de sua vida e de seu mundo. Entender isso é, num certo sentido, levar a cabo as lições de humanistas como Reis, Bittencourt e Tocantins. Negar, caro leitor, é impedir que as futuras gerações tornem-se plenos cidadãos.

Um historiador chamado Peter Burke escreveu que a função da História e lembrar a sociedade daquilo que ela quer esquecer. Nesse sentido, a sobrevivência da História do Amazonas nos currículos das escolas municipais lembraria que a formação humanista ainda não perdeu sua validade, a despeito do que possa pensar os Sr. Secretário de Educação e, principalmente, o Sr. Prefeito de Manaus que parece querer negar aos jovens alunos municipais a oportunidade que ele teve de conhecer nossa História.

Tarcísio Serpa Normando é professor de História e Doutorando em Sociedade e Cultura na Amazônia.

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Máquina do governo estadual, universalmente conhecido pela causa da preservação ambiental, derruba ilegalmente árvores em Manaus.

O governo foi autuado pela Prefeitura, recentemente, pelo crime ambiental.

Pelo jeito não adiantou. Manter a floresta em pé é coisa pra ribeirinho.

A foto foi publicada no Twitter pelo jornal Dez Minutos.

As inscrições para a II Conferência Municipal de Manaus (Commanaus), confirmada para os dias 12 e 13 de fevereiro encerram hoje, dia 10. Para o evento, foram disponibilizadas 501 vagas para diversos segmentos da sociedade.

Os interessados em participar da conferência devem efetuar cadastro na sede do Centro de Formação da Arquidiocese de Manaus (Cefram), localizado na avenida Joaquim Nabuco, 1023, no horário de 08h às 14 horas. Para realizar o cadastro, é necessária a apresentação do documento de identidade (RG) e fazer parte de um dos segmentos previsto no regimento interno.

Entre os segmentos, de acordo com a Prefeitura de Manaus, estão gestores, administradores públicos e legislativos, com direito a 211 vagas reservadas; representantes de movimentos populares, com 134 vagas e no terceiro, trabalhadores de entidades sindicais, com 50 vagas disponíveis.

Para os empresários relacionados à produção e ao financiamento de desenvolvimento urbano devem, há 50 vagas disponíveis; 35 para entidades profissionais, conselhos, acadêmicas e de pesquisa. Para as organizações não-governamentais (ONGs) com atuação na área de desenvolvimento urbano estão disponíveis 21 vagas.

Sobre a Commanaus

A Commanaus deste ano traz como tema “Avanços, dificuldades e desafios na Implementação da Política de Desenvolvimento Urbano”, e vai tratar da criação e implementação de conselhos das cidades e seus gestores, além da discussão da aplicação do estatuto da cidade, dos planos diretores e da efetivação da função social da propriedade de solo urbano. Além destes tópicos,também serão discutidos a integração da política fundiária e a mobilidade urbana social e saneamento.

O evento será realizado nos dia 11 e 12 de fevereiro, no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed), na avenida Recife, zona Centro-Sul.

O Malfazejo tem tido poucas atualizações nos últimos dias. A quem não deixou de visitá-lo, peço desculpas, mas é por um bom motivo.

Bons motivos, aliás. Na noite desta segunda, participei, eu e outros integrantes do movimento Manaus de Olho, de uma reunião sobre a taxa do lixo. Sindicalistas, representantes de associações de donas de casa, sociólogos, representantes de associações de moradores, advogados, assessores parlamentares etc.

As ações do grupo Manaus de Olho, uma iniciativa voluntária que ganhou a adesão de 630 manauaras, vão continuar. Com a volta dos vereadores ao batente, recomeça nossa cobrança e é finalizada a iniciativa que vai dar aos atos da Câmara a transparência que ela deve à sociedade, mas que se nega a cumprir.

Como muitos sabem, ainda na noite da votação da taxa do lixo, um usuário do Twitter propôs uma cota para a veiculação de um outdoor, mostrando o que a Câmara acabara de aprovar. Nas idas e vindas da vida da cidade, onde há tantos cidadãos de bem aversos a política, foi a política quem nos impediu de publicar dois outdoors, um no Aleixo e outro no São José, mostrando os nomes dos parlamentares que aprovaram a lei da Prefeitura.

Pois bem, transformamos dois outdoors em cerca de 140 mil jornais. O Diário do Amazonas e o Dez Minutos veicularam nosso protesto, espalhando-o por toda a cidade.

Adesivos serão produzidos, panfletos, banners e folhetos explicativos. As ações do Manaus de Olho não param na taxa do lixo. Partem dela. E para os que acham que o assunto cairia no esquecimento, como tanto gostariam o prefeito e os vereadores da base aliada, uma notícia: a taxa do lixo do Amazonino ainda vai render muito.

Muita gente vai sentir saudades do tempo em que a ameaça eram dois outdoors.

Mais sangue novo — Amazonino Inovando Mendes está ’sondando’ Jorge Smorigo para fazer parte do seu secretariado. Este blog procurou nos arquivos da UEA o registro da formatura de Smorigo, mas não encontrou a jovem cabeça pensante, o novo talento amazonense. Sobre Smorigo, a informação relevante é o fato de ser homem da mais absoluta confiança do publicitário Egberto Baptista. E, portanto, de Gilberto Miranda. Alfredo Paes, indiciado pela operação Albatroz em 2004, foi nomeado subsecretário de Tesouro, no lugar de Felipe Marrom, ‘importado’ por Maria Helena. Egressos da UEA, tirem o cavalo da chuva, Amazonino não está analisando currículos. O termo é outro.

Sem carreta — Rio Branco será a primeira capital brasileira com cobertura total de internet grátis no país. O governador Binho Marques lançou na manhã desta quinta-feira, 4, o programa Floresta Digital, que possibilitará o acesso da população urbana dos 22 municípios à internet com banda larga até o final do ano. O governo também anunciou que vai começar neste ano a distribuição de 9 mil netbooks aos estudantes do terceiro ano do ensino médio. Informações de Altino Machado, no Blog da Amazônia.

No dos outros — Na última sexta, passando em revista a tropa dos programas de rádio e tevê, dom Eduardo II, ‘O Imenso’, fez uma denúncia grave: a falta d’água nos conjuntos Cidadão do Prosamim é causada pela Águas do Amazonas, que ‘desvia’ o abastecimento da região do Prosamim para privilegiar outras áreas da cidade. ‘O Imenso’ fez a revelação bombástica no programa Câmera 13, da deputada Conceição Sampaio, uma semana depois da Agência Nacional de Energia Elétrica ter relatado que a então Manaus Energia, presidida por Willamy Frota, sobrecarregou regiões de Manaus para proteger a casa dele, ‘O Imenso’, dos apagões de 2007 e 2008. Willamy é vizinho de condomínio dO Imenso.

Prós e Contras — Do usuário @Roxmo, no Twitter: “Se um boquete custou 78% de rejeição, quanto custaria um governo que põe no nosso rabo todo dia?”. Do usuário @stevenconte, em resposta: “78% de aprovação.”

Uma lata cheia — A próxima semana, quando recomeçam os trabalhos legislativos em Manaus, promete. Ao menos três protestos devem ir às ruas relembrar a população de que o manauara vai pagar até R$ 90 mensais pra ver seu lixo continuar sendo recolhido. Apenas uma das entidades sociais envolvidas no assunto pretende colher 100.000 assinaturas contra a taxa. As ações serão forma popular de dar boas vindas aos vereadores em mais um ano — de eleição — que se inicia.

3-D — Quem circula pelas ruas do centro do Rio de Janeiro pode encontrar, nas barracas de vendedores ambulantes, DVDs piratas do filme Avatar que acompanham um óculos 3D. A cópia de Avatar custa R$ 10 e acompanha agora um óculos feito de cartolina e filme vermelho e amarelo em cada olho, supostamente para simular os efeitos 3D do filme. E assim a malandragem carioca se equipara à dupla Debi e Loyd (Jim Carrey e Jeff Daniels), que no cinema vendeu um passarinho empalhado para uma criança cega.

Quem tem boca — A produtora de filmes pornô Sexxxy World vai fazer uma proposta à concorrente Tessália, eliminada do Big Brother Brasil essa semana. A notícia escorreu para a imprensa ainda antes da eliminação. O motivo do interesse na moça seria a cena de suposto sexo oral praticado no namorado, o agora desmamado Michel. Fuxiqueiros da imprensa relatam que ao sair da casa, Tessália ficou boquiaberta com a notícia.

O povo sou eu — “O povo precisa votar num candidato que possa representar a continuidade desse projeto. É o povo quem decide”. Era dom Eduardo II, no início dos trabalhos da ALE em 2010, falando algo equivalente outro grande estadista da História, Winston Churchill, que dizia gostar que, nas reuniões, todos se manifestassem e tivessem X minutos para falar, democraticamente. Desde que no final todos concordassem com ele.

Clínicas — Foi lançado o site Bitchmaps.com, que num mapa montado sobre a plataforma do Google, informa a exata localização dos bordéis das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas, Curitiba, Londrina e Porto Alegre. Pelo mapa descobre-se que a última moda nos prostíbulos paulistas, por exemplo, é chamá-los de clínicas. Clínica Pyramide, Clínica Maytreia, Clínica Tokyo, Clínica Kahunas etc. Tudo puteiro. A Clínica Ceci, para os desavisados, traz uma plaquinha: “Ex-Clínica Déborah Sayuri”. Desconfie, moça, se ele precisa ir todo mês a São Paulo para aquele tratamento seríssimo de saúde.

O cara? — Zé Dirceu nunca deixou de dar as cartas dentro do PT, especialmente nos momentos de estratégia eleitoral. Durante essa semana se reuniu com diversos ‘aliados’ da base de Lula, para enquadrá-los, se possível todos, e deixar apenas os casos mais complexos para Lula. Dirceu fez visitas de cortesia a Cid Gomes (Ceará), Eduardo Braga (Amazonas) e Ana Júlia Carepa (Pará). Renata Loprete, na Folha de SP, diz que a nova direção do PT não gosta da desenvoltura com que Dirceu vai atuando nos estados, mas é impossível que ignore que Dirceu, apesar da autonomia, não age à revelia do presidente.

O Grande — O general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, indicado ao Superior Tribunal Militar disse, no Senado, que soldados não obedecem a comandantes homossexuais. O ex-sargento do Exército Fernando de Alcântara Figueiredo, envolvido no primeiro caso assumido de um casal gay na história das Forças Armadas brasileiras, rebateu: “Isso mostra que ele desconhece a história. Alexandre, o Grande, era homossexual e a tropa obedecia.”

Após quatro sábados seguidos realizando o tradicional ‘esquenta’, o Sindicato dos Jornalistas do Amazonas (SJPAM) prepara os últimos detalhes para a Banda dos Jornalistas Imprensa Que Eu Gosto 2010, que sai neste sábado (30/01), a partir das 16h, na avenida Gonzaga Pinheiro (antiga rua Getúlio Vargas), localizada no bairro Nossa Senhora das Graças, no trecho compreendido entre a avenida Boulevard Álvaro Maia e rua Belém (atrás do Cemitério São João Batista).

A novidade para este ano é que a coordenação do evento está solicitando aos foliões que forem participar do Carnaval da Banda dos Jornalistas doe um quilo de alimento não perecível, cuja arrecadação será doada a entidades filantrópicas de Manaus, a serem definidas. De acordo com o presidente do SJPAM, César Wanderley, essa iniciativa visa demonstrar a prática do sindicato na questão da responsabilidade social.

Leia mais no site do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas, por sinal reformulado e muito bonito.

Contatos: César Wanderley – 9985-6585 / Wilson Reis – 8134-0430

A saga vitoriosa do bloco Andanças de Ciganos contada em 300 páginas, será lançada na quadra da escola de samba

mario_livro_001No período de 1976 a 1980, o bloco carnavalesco Andanças de Ciganos conquistou o título inédito de Pentacampeão do carnaval de Rua do Amazonas, de forma consecutiva. Em 81, 82 e 83 foi vice, até se transformar em Escola de Samba por sugestão da Empresa Amazonense de Turismo.

Essa história, marcada por acontecimentos pitorescos e fatos que mudariam os rumos do carnaval amazonense, está sendo contada no livro Meu Bloco na Rua de autoria do jornalista e cartunista Mário Adolfo, um de seus fundadores.

O livro, que tem prefácio do escritor Simão Pessoa, será lançado dia 05, às 20h na quadra do G.R.E.S Andanças de Ciganos (Rua Borba, 1303).

Em 300 páginas, Mário desenvolve uma narrativa traçando um paralelo entre a trajetória do bloco criado por um grupo de universitários, em 1976, e a própria história do bairro da Cachoeirinha, seus personagens, logradouros e prédios históricos, como o Palácio Rodoviário, o famoso Cine Ypiranga e o grupo escolar Carvalho Leal, onde o jornalista estudou na infância.

Meu Bloco na Rua também revela a forma ousada como o Andanças de Ciganos mudou a história do carnaval de rua amazonense, que na década de 70 ainda era um movimento de “mascarados” de porre atirando talco e lança-perfume uns nos outros.

Para mudar essa postura, Mário Adolfo, Simone Pessoa, Sérgio Mubarac, Rui Assunção, Antídio Weil, Simão Pessoa, Wilson Fernandes, Sici Pirangy e outros fundadores colocaram na rua um bloco recheado de universitários, belas garotas, crianças em companhia dos pais, fantasias de fino acabamento e enredos politicamente corretos, como “Grito da Selva”, contra a venda da Floresta Amazônica; “Demarcação” – Em Defesa das Terras Indígenas”; O Mundo Encanto de Charlie Chaplin, que homenageou o comediante no ano de sua morte; Saravá Poeta, em memória do poeta Vinícius de Moraes; e “Amado Jorge Amado”, homenageando os 50 do Livro O País do Carnaval, do escritor baiano.

― Esse enredo valeu uma carta de Jorge Amado endereçada a mim, que até hoje está num quadro, no meu ateliê de desenho – conta o autor do livro. Na ocasião do enredo, Mário escreveu uma carta convidando Jorge a vir desfilar nos Ciganos e ainda anexou uma fiota cassete com a gravação do samba que compôs em parceria com Armando e Felisberto Felica. Acontece que o escritor e a mulher, escritora Zélia Gatai estavam de viagem marcada para os Estados Unidos, o que impossibilitou a vinda a Manaus. Simpático, Jorge resolver escrever assim mesmo, agradecendo a homenagem e pedindo fotografias e matérias jornalísticas do desfile.

De acordo com o jornalista, o lançamento na quadra cigana vai reunir literatura, samba, cerveja e confraternização entre amigos de mais de 30 anos uma apresentação história de puxadores cantando os sambas do passado, seis deles escritos pelo próprio Mário Adolfo. “Uma livro resgata uma época de ouro do bairro da Cachoeirinha, um lugar bom de se morar. Onde a boemia no Top Bar do seu Aristides e no Bar-Raka, do Wilson Fernandes, mas parecia uma reunião familiar”, comenta o autor.

Mário Adolfo é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), está no jornalismo há 33 anos, onde já exerceu cargos de repórter especial, editor assistente, diretor executivo e diretor de redação. Ganhou dois Prêmios Esso de Jornalismo, em 1985 (A Crítica) e em 1997 (Em Tempo), e o Prêmio Caixa Econômica de 1995 (Em Tempo), além do Ecologia 2000. O jornalista também é o criador do personagem Curumim, o último herói da Amazônia.

holandahacked
O Blog do Holanda amanheceu atacado novamente. Eis o que vi na minha tela:

“MINHA SENHORA MEU SENHOR LEITOR EU INDIGNADO AQUI ESTOU MOSTRANDO COMO VOCÊS SÃO BOBOS MANAUS ESTA UM INFERNO DE VIOLENCIA , HJ SOFRI UMA DELAS ….. DIGO NOSSO CARO AMIGO AMAZONINO AMIGO UMA caraco BANDIDO MESMO NÃO FAZENDO NADA NA NOSSA CIDADE ROBANDO QUE E UMA BELEZA E O POVO QUE FAZ ????????????????????????????? NADA IGUAL PEIXE TEMOS QUE MOSTRAR NOSSA FORMA QUE EU NÃO ME CALO E NUNCA VOU ME CALAR PRA POLITICO NENHUM A P´REFEITURA QUE ME AGUARDE ….

Um sistema e tão seguro quanto sua parte mais fraca

linux.love.am@gmail.com :)”