Skip to content

Archive

Category: Arte

Robert pertenceu à geração de Pierre Bourdieu e Michel Foucault, com quem partilhou intervenções e pesquisas

O Roda Viva recebe o sociólogo francês Robert Castel , nesta segunda-feira (1/02), às 22h, na TV Cultura. Castel nasceu em 27 de março de 1933, em Brest, região da Bretanha, na França. Tem formação em Filosofia e Sociologia. Nos últimos cinquenta anos foi professor nas principais universidades francesas e nas universidades americanas de Berckley, Colúmbia e Harvard.

Nesse período, o sociólogo produziu a maior parte de seus estudos e pesquisas e tem publicado uma dezena de livros, alguns deles editados no Brasil, como A ordem psiquiátrica, A gestão dos riscos, A insegurança social, A metamorfose das questões socias.

Seus textos, hoje, compõem uma ampla análise sobre as mudanças que ocorreram principalmente nas relações trabalhistas e nos efeitos que a nova realidade do mercado de trabalho provocou nas relações sociais.

Robert pertenceu à mesma geração de Pierre Bourdieu e Michel Foucault, com quem partilhou intervenções e pesquisas.

Com apresentação de Paulo Markun, a bancada de entrevistadores será formada por Gilson Schwartz, professor da Escola de Comunicação e A,rtes da USP; Norma Couri, correspondente da revista portuguesa Visão; Ricardo Antunes, professor da Sociologia do Trabalho da Unicamp; e Ivan Marsiglia, editor do caderno Aliás do jornal O Estado de S.Paulo.

Em 12 de agosto de 2008 eu publiquei isso nO Malfazejo:

Here’s to the crazy ones. The misfits. The rebels. The troublemakers. The round pegs in the square holes. The ones who see things differently. They’re not fond of rules. And they have no respect for the status quo. You can quote them, disagree with them, glorify or vilify them. But the only thing you can’t do is ignore them. Because they change things. They push the human race forward. And while some may see them as the crazy ones, We see genius. Because the people who are crazy enough to think they can change the world, are the ones who do.

“Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam.”

O vídeo é daquele conhecido por muitos como o melhor comercial de todos, um filme de 1 minuto, produzido em 1984 para a Apple.

É destes, dos grandes homens e mulheres, que a história é feita. Conhecemos e talvez lembramos, com mais facilidade, sempre dos vencedores e dos derrotados. Para Ayrton Senna não havia o “segundo vencedor”, e sim o “primeiro perdedor”. A história não transige com a barbárie, tampouco com a subserviência a pequenos reis e ditadores. Ela ensina, ainda que alguns poucos teimem em não escutá-la, que não há altar nem pódio reservados aos tiranos nem aos covardes. A história do mundo tratora, esmaga os canalhas e os amedrontados, porque ela precisa acontecer, ser escrita. A história não reserva lugar àqueles que sobrevivem neste mundo, como se fossem bichos, com uma única missão enquanto vivos: não morrer.

Não. Ela, a história, só tem olhos para os grandes. E que não se enganem os poderosos, os grandes não dependem do poder. Os grandes não deixam monumentos, palácios ou cidades. Os grandes deixam idéias. E idéias não morrem, não sangram, não doem.

As fileiras da platéia, dos que resmungam e rangem dentes, cheios de sabedoria e temor sobre como funciona o mundo e como ele é imutável, não precisam para sempre ser platéia. A história e a democracia não são feitas de homens, estes alvos fáceis, mas de nações. Não se matam nações, como não se matam idéias. E já foi dito também que os sábios falam de idéias, os mornos de amenidades e os medíocres de pessoas.

Cabe aos grandes homens, às grandes mulheres, escolher sê-los. Estas pessoas não nascem assim, tampouco trazem na testa a marca dos grandes. Os grandes, aqueles que à história caberá coroar, precisam descobrir-se assim. Largar os velhos medos e convenções e apenas ser o que precisam ser. Os grandes não são líderes, e a sua grandeza não está em feitos, mas no que dizem, no que pensam, no que criam.

Eleanor Roosevelt, a esposa de um senhor chamado Franklin Delano Roosevelt, disse certa vez que é muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota. Foi Eleanor, também, que deu um recado aos que querem a guerra, e mais, vencê-la. Ninguém venceu a última guerra, nem ninguém vencerá a próxima. A história passa por cima dos cadáveres, segue em frente. É preciso respeitá-la, pois ela não se compadece dos pequenos.

Atente para o que faz, pedaço por pedaço, homem por homem, mulher por mulher, uma nação que se dê o respeito e que queira ser algo mais do que a versão humana das presas e das feras que jogam o jogo da morte nas planícies africanas. A história não perdoa os canalhas nem os medrosos. E há algo no ar, que deve te dar a sensação de que os canalhas são minoria e que o silêncio está chegando ao fim. Presta atenção e finge, com fervor, que dás ouvidos às lamúrias dos que foram derrotados antes da guerra. Se avistares a sombra de um gigante, procura a posição do sol, e verás que o gigante é a sombra de um anão.

Aos anões é dado o direito de nascer.

Aos grandes homens e mulheres, é dado o dever de mudar a história, lentamente, capítulo por capítulo.

A história é um livro cujas páginas não voltam.

A saga vitoriosa do bloco Andanças de Ciganos contada em 300 páginas, será lançada na quadra da escola de samba

mario_livro_001No período de 1976 a 1980, o bloco carnavalesco Andanças de Ciganos conquistou o título inédito de Pentacampeão do carnaval de Rua do Amazonas, de forma consecutiva. Em 81, 82 e 83 foi vice, até se transformar em Escola de Samba por sugestão da Empresa Amazonense de Turismo.

Essa história, marcada por acontecimentos pitorescos e fatos que mudariam os rumos do carnaval amazonense, está sendo contada no livro Meu Bloco na Rua de autoria do jornalista e cartunista Mário Adolfo, um de seus fundadores.

O livro, que tem prefácio do escritor Simão Pessoa, será lançado dia 05, às 20h na quadra do G.R.E.S Andanças de Ciganos (Rua Borba, 1303).

Em 300 páginas, Mário desenvolve uma narrativa traçando um paralelo entre a trajetória do bloco criado por um grupo de universitários, em 1976, e a própria história do bairro da Cachoeirinha, seus personagens, logradouros e prédios históricos, como o Palácio Rodoviário, o famoso Cine Ypiranga e o grupo escolar Carvalho Leal, onde o jornalista estudou na infância.

Meu Bloco na Rua também revela a forma ousada como o Andanças de Ciganos mudou a história do carnaval de rua amazonense, que na década de 70 ainda era um movimento de “mascarados” de porre atirando talco e lança-perfume uns nos outros.

Para mudar essa postura, Mário Adolfo, Simone Pessoa, Sérgio Mubarac, Rui Assunção, Antídio Weil, Simão Pessoa, Wilson Fernandes, Sici Pirangy e outros fundadores colocaram na rua um bloco recheado de universitários, belas garotas, crianças em companhia dos pais, fantasias de fino acabamento e enredos politicamente corretos, como “Grito da Selva”, contra a venda da Floresta Amazônica; “Demarcação” – Em Defesa das Terras Indígenas”; O Mundo Encanto de Charlie Chaplin, que homenageou o comediante no ano de sua morte; Saravá Poeta, em memória do poeta Vinícius de Moraes; e “Amado Jorge Amado”, homenageando os 50 do Livro O País do Carnaval, do escritor baiano.

― Esse enredo valeu uma carta de Jorge Amado endereçada a mim, que até hoje está num quadro, no meu ateliê de desenho – conta o autor do livro. Na ocasião do enredo, Mário escreveu uma carta convidando Jorge a vir desfilar nos Ciganos e ainda anexou uma fiota cassete com a gravação do samba que compôs em parceria com Armando e Felisberto Felica. Acontece que o escritor e a mulher, escritora Zélia Gatai estavam de viagem marcada para os Estados Unidos, o que impossibilitou a vinda a Manaus. Simpático, Jorge resolver escrever assim mesmo, agradecendo a homenagem e pedindo fotografias e matérias jornalísticas do desfile.

De acordo com o jornalista, o lançamento na quadra cigana vai reunir literatura, samba, cerveja e confraternização entre amigos de mais de 30 anos uma apresentação história de puxadores cantando os sambas do passado, seis deles escritos pelo próprio Mário Adolfo. “Uma livro resgata uma época de ouro do bairro da Cachoeirinha, um lugar bom de se morar. Onde a boemia no Top Bar do seu Aristides e no Bar-Raka, do Wilson Fernandes, mas parecia uma reunião familiar”, comenta o autor.

Mário Adolfo é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), está no jornalismo há 33 anos, onde já exerceu cargos de repórter especial, editor assistente, diretor executivo e diretor de redação. Ganhou dois Prêmios Esso de Jornalismo, em 1985 (A Crítica) e em 1997 (Em Tempo), e o Prêmio Caixa Econômica de 1995 (Em Tempo), além do Ecologia 2000. O jornalista também é o criador do personagem Curumim, o último herói da Amazônia.

flyer_overfest

Neste sábado, 19 de dezembro, no All Night Pub (Rua Ephigênio Salles — 2085, em frente à pizzaria Splash) acontece o 4° OVERFEST, o aniversário de 13 anos da banda Overload. A festa começa às 22h, com chope liberado até 1h da manhã. De meia-noite até as 3h da manhã, rodadas de tequila grátis com atendimento “hooters”. Especializada nos clássicos de bandas rock e pop dos anos 80 e 90, a Overload está preparando um show especial, com algumas novidades no repertório, bem como trechos dos especiais OverBox, apresentado todo último sábado do mês no All Night Pub, e OverBallads. A banda Black Jack, de rock nacional anos 80, fará o pós-show e, nos intervalos, o Dj Binho Sabóia apresentará um set list digno das melhores boates das décadas de 80 e 90 (Red Zone, Mykonnos, Vilage Café, Hangar 39…)

Overload

O professor de guitarra Felipe Cavalcanti, de 28 anos, passou boa parte do domingo em ônibus e trens. Mais precisamente, uma hora e meia para ir (e provavelmente outra hora e meia para voltar) do Morumbi até Guaianases, no extremo leste de São Paulo – e tudo isso debaixo de uma insistente garoa. Tudo isso para ver o americano Stanley Jordan, um dos maiores guitarristas de jazz do planeta.

Jordan foi a principal atração da mais recente edição da Quebrada Cultural. O evento, inspirado na Virada Cultural que acontece na região central, leva diversas atrações culturais à periferia paulistana, sempre com entrada gratuita. Neste final de semana, o festival aconteceu em dois locais: além de Guaianases, na zona leste, também no Grajaú, no extremo sul da capital paulista.

Era de se esperar que a presença de um dos maiores guitarristas do mundo, num show gratuito e numa área carente de atrações culturais, atraísse um grande público. Mas não foi isso que aconteceu na Praça de Eventos de Guaianases, nome imponente que batiza uma espécie de estacionamento às margens do Ribeirão Itaquera: pouco antes de sua apresentação começar, havia exatamente 17 pessoas na plateia. Isso mesmo, 17.

Felipe Cavalcanti era uma delas. Junto com os amigos Kátia Arteiro e Carlos Alberto, atravessou a cidade inteira só para ver o guitarrista. Eram parte da metade do público que claramente era fã de Jordan. A outra metade era formada por curiosos. “A gente queria que tivesse mais gente aqui. Mas quem está aqui, está de coração”, afirmou o mestre de cerimônia da festa, pouco antes do show começar.

O professor de violão Wilson Sarmento, de 54 anos, tinha algumas explicações para o pequeno público. “Isso aqui foi muito mal divulgado. Eu mesmo só fiquei sabendo por acaso, quando procurava informações sobre um outro show”, conta. Ele também teve dificuldades para encontrar o local da apresentação. “A sinalização está péssima. E olha que eu conheço bem essa região”, criticou.

Uma integrante da organização do evento, que preferiu não se identificar, também apontou a divulgação insuficiente como principal culpada pelo fracasso de público. Outro fator importante, segundo ela, foi trazer um artista desconhecido da população da região. “Eu sei que isso pode parecer preconceituoso, mas o pessoal aqui só quer saber de pagode e rap. Aqui ninguém sabe quem é esse cara”, disse.

O diagnóstico poderia fazer algum sentido se Stanley Jordan fosse a única atração da Quebrada Cultural. Mas, antes dele, apresentaram-se cantoras como Vanessa Jackson (vencedora da primeira edição do reality show Fama) e Quelynah (uma das estrelas da minissérie Antonia), e mesmo assim a plateia não passava das 50 pessoas. Divulgação insuficiente, somada a um dia frio e chuvoso, parece ser a melhor explicação.

Jordan, é importante dizer, comportou-se como se tocasse para um estádio lotado. É verdade que, às vezes, dava olhares desanimados para o horizonte. Mas mostrou um profissionalismo exemplar ao ajustar o som até que ele estivesse de acordo com sua vontade. O que levou cerca de 40 minutos e irritou produção e parte do público, mas fez com que sua guitarra fosse ouvida com clareza pelas 17 pessoas que ali estavam.

Ele tocou junto com dois brasileiros: Dudu Lima, baixista que o acompanha há algum tempo, e Ivan Conti (vulgo Mamão), um dos maiores bateristas do Brasil. O show durou pouco mais de uma hora, e teve como pontos altos as impressionantes versões de “Insensatez” e “Eleanor Rigby”. Uma bela amostra da técnica única de Jordan, que toca as cordas de sua guitarra como se fossem as teclas de um piano.

No final, um sorriso tímido e nada de bis. Para os poucos e insistentes fãs, ficou a lembrança de um grande show e a expectativa de um longo caminho de volta para casa.

Do IG, com fotos de Augusto Gomes.

Já utilizei essa genial gravura de Millôr Fernandes para comentar a ameaça de expulsão do vereador José Ricardo Wendling do PT amazonense. Em janeiro deste ano, Wendling criticava seu partido por anunciar que faria parte do governo de Amazonino Mendes à frente da Prefeitura.

Hoje, com o anúncio de que José Roberto Arruda foi convidado a deixar o DEM, bastaria que Millôr trocasse a sigla dos partidos em seu desenho.

O resto ficaria igualzinho. Como igualzinho é.

Os modelos criados pelo Deco Salgado para o tênis All-Star no concurso Art Collabs, da Converse, estão entre os cinco mais cotados para vencer a parada. Sim, dos cinco modelos mais votados, três são do Deco. Ainda não sei o resultado final do concurso, camarada, mas parabéns. Eu sabia que não tinha me enganado. Visite o site do concurso, conheça as criações do Deco para o tênis, conheça os outros também, e depois vote. No Deco. Afinal, não é todo dia que o pessoal de fora dos muros de Tão Tão Perto dá destaque a amazonenses boas praças.

Saiba mais do que estou falando aqui, e clique na imagem para votar nos modelos do Deco.

conversedeco