Em 12 de agosto de 2008 eu publiquei isso nO Malfazejo:
Here’s to the crazy ones. The misfits. The rebels. The troublemakers. The round pegs in the square holes. The ones who see things differently. They’re not fond of rules. And they have no respect for the status quo. You can quote them, disagree with them, glorify or vilify them. But the only thing you can’t do is ignore them. Because they change things. They push the human race forward. And while some may see them as the crazy ones, We see genius. Because the people who are crazy enough to think they can change the world, are the ones who do.
“Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam.”
O vídeo é daquele conhecido por muitos como o melhor comercial de todos, um filme de 1 minuto, produzido em 1984 para a Apple.
É destes, dos grandes homens e mulheres, que a história é feita. Conhecemos e talvez lembramos, com mais facilidade, sempre dos vencedores e dos derrotados. Para Ayrton Senna não havia o “segundo vencedor”, e sim o “primeiro perdedor”. A história não transige com a barbárie, tampouco com a subserviência a pequenos reis e ditadores. Ela ensina, ainda que alguns poucos teimem em não escutá-la, que não há altar nem pódio reservados aos tiranos nem aos covardes. A história do mundo tratora, esmaga os canalhas e os amedrontados, porque ela precisa acontecer, ser escrita. A história não reserva lugar àqueles que sobrevivem neste mundo, como se fossem bichos, com uma única missão enquanto vivos: não morrer.
Não. Ela, a história, só tem olhos para os grandes. E que não se enganem os poderosos, os grandes não dependem do poder. Os grandes não deixam monumentos, palácios ou cidades. Os grandes deixam idéias. E idéias não morrem, não sangram, não doem.
As fileiras da platéia, dos que resmungam e rangem dentes, cheios de sabedoria e temor sobre como funciona o mundo e como ele é imutável, não precisam para sempre ser platéia. A história e a democracia não são feitas de homens, estes alvos fáceis, mas de nações. Não se matam nações, como não se matam idéias. E já foi dito também que os sábios falam de idéias, os mornos de amenidades e os medíocres de pessoas.
Cabe aos grandes homens, às grandes mulheres, escolher sê-los. Estas pessoas não nascem assim, tampouco trazem na testa a marca dos grandes. Os grandes, aqueles que à história caberá coroar, precisam descobrir-se assim. Largar os velhos medos e convenções e apenas ser o que precisam ser. Os grandes não são líderes, e a sua grandeza não está em feitos, mas no que dizem, no que pensam, no que criam.
Eleanor Roosevelt, a esposa de um senhor chamado Franklin Delano Roosevelt, disse certa vez que é muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota. Foi Eleanor, também, que deu um recado aos que querem a guerra, e mais, vencê-la. Ninguém venceu a última guerra, nem ninguém vencerá a próxima. A história passa por cima dos cadáveres, segue em frente. É preciso respeitá-la, pois ela não se compadece dos pequenos.
Atente para o que faz, pedaço por pedaço, homem por homem, mulher por mulher, uma nação que se dê o respeito e que queira ser algo mais do que a versão humana das presas e das feras que jogam o jogo da morte nas planícies africanas. A história não perdoa os canalhas nem os medrosos. E há algo no ar, que deve te dar a sensação de que os canalhas são minoria e que o silêncio está chegando ao fim. Presta atenção e finge, com fervor, que dás ouvidos às lamúrias dos que foram derrotados antes da guerra. Se avistares a sombra de um gigante, procura a posição do sol, e verás que o gigante é a sombra de um anão.
Aos anões é dado o direito de nascer.
Aos grandes homens e mulheres, é dado o dever de mudar a história, lentamente, capítulo por capítulo.
A história é um livro cujas páginas não voltam.
Comments