
Por enquanto a futura ponte Manaus e Iranduba ainda é uma grande linha de gigantescos pilares que atravessa o Rio Negro. A inauguração, segundo a previsão oficial, só deve ocorrer em dezembro do ano que vem. Mas os impactos da obra já são sentidos, e muito, na margem direita. Este ano, o desmatamento e o número de focos de calor detectados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) voltou a crescer, após terem praticamente sido nulos no ano passado.
Em 2008, apenas 1,9 Km2 de matas primárias foram destruídas. Até setembro deste ano, já tinham sido 5 Km2. Nem o fato de a área do município estar sobre uma Área de Proteção Ambiental não serviu para que este crescimento tenha sido organizado ou respeitado às leis ambientais.
“A ponte é necessária. A cidade precisa de espaço para crescer. Manaus espremida entre os rios Negro e Tarumã, com a Reserva Ducke do outro lado. Mas não podemos repetir do outro lado, os mesmos erros cometidos aqui, como invasões de terra”, afirma o o pesquisador José Glauco da Costa Nascimento, professor da Universidade do Estado da Bahia.
José Glauco veio a Manaus fazer doutorado sobre regeneração florestal no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e acompanha a situação em Iranduba. Para ele, o grande problema é falta de governança, ou seja, de uma ação eficaz do estado para evitar os impactos negativos da obra.
Até o ano passado, a maior parte do desmatamento do município era relacionado ao consumo de madeira para olarias, que ainda preferem consumir madeira da mata nativa ou de áreas em regeneração à reposição florestal. Mas no ano passado, o apetite das fábricas de tijolos por florestas foi freado por operações do Ibama e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). “A diferença é que agora as árvores estão virando fumaça antes de ir para as olarias”, afirma o pesquisador.
Leia a reportagem completa de Vandré Fonseca no site oeco.com.br
ildebrando
December 25th, 2009
E O GOVERNO TA VERDE!!!! MAS É DE VERDINHAS!!!!
Anderson
December 25th, 2009
E isso acontece numa Área de Proteção Ambiental ao lado de Manaus. O que acontecerá nas margens da BR-319 se afastalda?
Elias Abensur
December 26th, 2009
Duvido muito que isso aconteça às margens da BR-319! A BR-319 se mostra até mais necessária que a ponte. Temos que lembrar que o estrago já foi feito mais de 30 anos atrás. Como se trata de uma BR, fica mais fácil fiscalizar, pois quem tentar desmatar será visto mais facilmente. Agora que o desmatamento na área de proteção ambiental perto do Iranduba foi descoberto, basta fiscalizar.
Eudes sena
December 27th, 2009
Ismael
Sugestão de pauta para vc, a lista dos melhores Governadores e Prefeitos do Brasil. Faltou os nossos, estão de devagar os mesmo.
Carolina Coelho
December 27th, 2009
Ei, tu tá muito sumido!! Cadê tu, criatura?! #VaniaTadrosfeelings