Depois de uma crise de diverticulite — o mesmo mal que matou outro grande estadista, Tancredo Neves –, o ex-secretário de Segurança Klinger Costa foi internado no hospital Santa Júlia, onde permanecia havia duas semanas. Sofreu um derrame e contraiu uma infecção, provavelmente o que acabou o matando. Klinger Costa foi chefe de polícia (era esse o nome do secretário de segurança) do 1º governo do Gilberto Mestrinho, nos anos 50. Ficou famoso pela truculência com que agia. Depois foi Procurador do Estado. Quando Gilberto voltou, Klinger foi importante na sua eleição em 1982, mas não foi nomeado para nenhum cargo no segundo Governo. No terceiro governo de Gilberto, iniciado em 1991, voltou a ser secretário de seguran. Depois de um desentendimento, deixou o cargo. Klinger apoiou a eleição de Amazonino Mendes para prefeito e depois foi procurador geral do municipio. Em 1994, com o Amazonino eleito governador, ele voltou a ser secretário de segurança, de onde saiu em 2001. Era também conselheiro aposentado do extinto Tribunal de Contas dos Municípios, o Tribulins. Atualmente trabalhava como advogado. Deverá, agora morto, ser criticado abertamente por comentaristas anônimos pela cidade. Mas receberá, de quatro ou cinco políticos e comunicadores ilibados da cidade elogios que, como de praxe, não vão enganar ninguém.