Às pessoas que fizeram caretas quando contei que eu iria a Rio Branco, algumas fotos do festival de teatro que acontece nessa cidade linda.
Rio Branco, com todos os problemas, se mantém no modelo de sociedade amazônica em todos os sentidos. Principalmente no plano urbanístico da cidade, o ponto que mais a diferencia de Manaus. Em vez dos prédios, são praças que circulam a capital inteira. Muitas praças, e belíssimas. A Praça do Mercado Velho, essa das fotos, é uma das mais belas por causa da arquitetura da enorme ponte e do próprio Mercado Velho.
Rio Branco é o lugar propício para manifestações como o Festival de Teatro do Acre, nas fotos. Diferente de Manaus, que implora pelo progresso e pelo luxo mas é feia, tal qual o festival que lá acontece. Descobri aqui.

Dia triste. A universidade perdeu o professor Valmir de engenharia florestal, um profissional que pude conhecer por conta do PET. A maneira como conduzia seus alunos e a ética presente em seu trabalho enquanto professor e tutor puderam ser vistas pelos universitários por meio de diversas manifestações. De acordo com as falas que escutamos entre os petianos, pelo modo como conduzia sua carreira, o professor Valmir, doutor, parecia não viver metade do que pretendia.
Ficaram os alunos, seus pupilos, aprendizes, reflexos, a quem nós – eu, Tati e todos os egressos do PET Comunicação, que acompanhamos parte de seus trabalhos –, esperamos muitas melhoras e muitas felicidades daqui para frente.
E antes que eu me esqueça, porque desabafo não espera momento certo ou errado para acontecer…
Nota 0 para a forma utilizada pelo jornal Diário do Amazonas para dar a notícia. Desde a escolha dos títulos desrespeitosos à abordagem inoportuna. Um vício que parece ser tendência no meio jornalístico e que pôde ser visto com abundância na época da tragédia com o avião da TAM e todas as repercussões políticas.
Nota 0. Nota 0. Nota 0.
Não é assim que a universidade pretende educar seus filhos de comunicação, técnicos das letras e das notícias. O jornalista tem o poder e a imensa responsabilidade de provocar, de levantar bandeiras, de ser exemplo e muitos não têm essa consciência. Não sabem sequer assumir parte da responsabilidade pelas tragédias que continuam a acontecer no mundo inteiro. Sim, porque o jornalista é responsável.
Esperamos piamente que os parentes do professor Valmir e do motorista tenham escolhido outro jornal para ler a notícia. Nota 0. Nota 0. Nota 0. Mas, respiremos. Sempre há tempo para amadurecimento.
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