Ao maitre com carinho

O prazer sob a mesa

O desprazer de comer

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Visitando a mais antiga churrascaria da cidade, me fartei de um bom e suculento churrasco. Mas exagerei, comi demais, na ânsia juvenil de fazer valer a pena o valor que pagaria pelo sistema rodízio.

Uma das coisas mais importantes que aprendi nessa minha curta experiência com gastronomia, foi curtir o prazer de degustar uma refeição e analisar cada erva e tempero usado nos molhos, prestando muita atenção à  textura e ponto de cocção das carnes, o equilíbrio e a harmonização entre os componentes da refeição, coisas impossíveis de serem observadas após a primeira dezena de minutos de uma refeição neste sistema.

Muito devido à dormência da língua e lábios devido à abrasão do sal e pimenta(nas linguiças e corações de frango) misturado ao gosto das carnes, além da grande variedade quase impossível de ser experimentada em uma só refeição, por um humano,. e sem levar em consideração a correta evolução dos sabores dos pratos mais suaves para os mais saborosos e condimentados, coisa que ajudaria muito na tarefa de degustar melhor várias das muitas opções oferecidas na maioria das churrascarias.

A evidente pressa dos passadores de carnes também colaboram para intranquilidade à mesa, principalmente para quem não gosta nenhum pouco de comer comida fria.

Mas acho que essa pode ser uma percepção não compartilhada pela maioria da população, conclusão que posso chegar devido ao grande sucesso de velhas e novas casas que adotam este sistema em nossa cidade e vivem lotadas, variando o menu com pratos que vão desde o oriental até o clássico churrasco gaúcho.

Alguns amigos já me justificaram a preferência por rodízios devido à velocidade em que se é servido e à variedade de opções, me deixando intrigado como colocamos, às vezes, à frente da qualidade da refeição, o tempo. Claro que devido à essa demanda de tempo, os restaurantes, aí já citando os restaurantes à la carte, acabam tendo que se adaptar e servirem a comida em tempo recorde, por tanto, se o cliente “inventa” de pedir uma entrada, ele tem que devorá-la rapidamente para que não dê tempo de esfriar o prato, que será apresentado a tempo de, apenas, abocanhar o primeiro pedaço de pão da entradinha.

Sobre a justificativa do tempo, entendo até que algumas pessoas não queiram perder tempo em restaurantes, outros, com filhos pequenos fiquem apreensivos, pois o(s) menino(s) pode(m) começar(em) a berrar de uma hora para outra, mas nenhuma dessas alternativas é o meu caso, que normalmente estou acompanhado de minha namorada ou amigos, que normalmente, valorizam a conversa, a comida, a bebida e tudo mais que um ambiente de restaurante pode oferecer.

Hoje, tendo a dar muito menos preferência às casas que adotam o sistema de rodízio do que às à la carte, quando elas não tentam imprimir o ritmo de rodízio. Nas próximas oportunidades, em estabelecimento com este sistema, vou adotar a postura de somente fazer o pedido do prato principal quando a entrada estiver na mesa para ver no que vai dar.

Posted in O crítico 11 months, 1 week ago at 14:50.

1 comment

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One Reply

  1. Acabei aqui procurando uma receita de batata souté (aliás, acabei de terminar de comer e ficou muito bom, todo mundo adorou! obrigada!) e adorei o blog! Parabéns! Vou voltar sempre!
    Um abraço!


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